segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Descanse em paz, 2012.


Sempre fico encantado e assustado com fins e inícios de ciclos. Aniversários, fins de ano, fins de cursos... Qualquer coisa que faça um corte no tempo gera reflexões. Pensar nos resultados do ano. Não, não posso fazê-lo! Afinal alguns fatores externos contribuíram para que estes fossem poucos. Tive minha parcela de culpa? Claro! Mas, mesmo sempre sendo severo demais comigo mesmo, não posso levar este peso todo sozinho.
Mas, quanto aos processos, estes sim me deixam orgulhoso! Não, não sou Hare Krishina para “me empenhar sem pensar nos frutos”, mas lutar valorosamente é mais importante do que certas vitórias.
Este ano, lembramos os dez anos da morte de Pedro Macedo, inspiração maior e norte nos momentos de incerteza. Ampliamos nosso rol de amigos, consolidamos algumas amizades ainda frágeis e, em última análise, foram estes quem evitaram minha insanidade!
Olho para o ano que se finda com um gostinho de “poderia ter sido melhor” e, para dois mil e treze com um pouco de medo. Afinal, sempre dizemos a nós mesmos que tudo vai mudar, que as coisas vão melhorar e – ano após ano – nos pegamos dando com a cara no muro.
Mas, querendo eu ou não, 2013 vem! E vem soberano, sepultando tudo aquilo que 2012 foi e, principalmente, tudo que 2012 não foi capaz de ser. Assim; comamos, bebamos e tomemos partido de não pensar...

domingo, 23 de dezembro de 2012

Depois do Sarau


As brasas ainda estalam, o Sol nasce
Solvemos as últimas taças cheias
Corpos ébrios deitados nas areias
Que a vida, em Ponta de Seixas, não passe!

Oh soberano Sol, não nos desgrace
com a realidade da alvorada,
permita-nos viver na madrugada
aonde a etérea fantasia dá-se!

Seguros, em ilusões desmedidas,
o monstro do opróbrio de nossas vidas
não tem poder pra nos atormentar

E, então, talvez quando o corpo morrer
Possamos sentir paz no amanhecer
E possa a verdade se revelar!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Caso o mundo acabe: Entrando para a história


Para os seres unicelulares que vierem a evoluir e, através de satélites ou outra tecnologia, puderem recuperar destes dados... Deixo algumas informações: [Imagino que os HDs serão os fósseis daqui a milhões de anos, em vossa era]. Sim, Nibiru avacalhou o Sistema Solar [Sol = corpo celeste ao redor do qual nosso planeta gravitava]e extinguiu uma raça chamada humana. Acreditem, vocês não perderam muita coisa. Mas sugiro que rastreiem o local de origem desta mensagem e procurem por uma antiga cidade chamada de Campina Grande [capital do mundo e centro de irradiação cósmica do universo]. Há quem diga que foi a força de atração eletromagnética de Campina que atraiu Nibiru [ainda carece de comprovação].
Nossa bandeira continha três espadas [instrumentos cortantes], representando às três principais revoluções em que foi derramado sangue de nossos filhos [Não, nenhuma delas foi a revolução francesa, não entrávamos em batalhas pequenas]. Em Campina Grande havia a maior equipe de futebol [ler artigos sobre esportes] do mundo, o Treze Futebol Clube, tão competente que venceu toda uma confederação, mas isso é outro assunto. Na referida cidade, acontecia o maior festival do mundo, 30 dias de festa em homenagem a São João (com exceção dos Romanos, ninguém mais fazia festivais com este tamanho... Se bem que os Romanos eram meio que bárbaros e nós, civilizados).
Como vocês poderão ver no texto de Horácio de Almeida Lima [um cronista contemporâneo nosso], até o cataclismo do fim dos tempos foi “o maior do mundo” por aqui.
Se vocês não quiserem passar pela catástrofe que nos baniu da face do espaço, construam templos para um deus, que habitava estas terras, chamado André Macedo, o deus da força, da virilidade, da justiça e que evita pequenos resfriados.