terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

E o julgamento dos mensaleiros?

Hoje, em meio a uma rápida passagem pela Capital do Estado para resolução de assuntos de cunho acadêmico, fui surpreendido pela notícia da condenação de Marcos Valério a nove anos de prisão. Se ele vai ao cárcere ou não, a história é outra. Caso vá, o empresário ficará menos de cinco anos preso [e falo em cinco anos sendo severo]. Entretanto é importante para a sociedade ver [ou ter a impressão] que, no Brasil, empresários também são submetidos a julgamentos.
Entretanto, esses mesmos brasileiros que assistem à tal condenação, perguntam: Onde está o julgamento dos Mensaleiros?
No ritmo que vai, antes do fim do julgamento, alguns destes criminosos terão suas penas prescritas. Imagine o que é, para um cidadão de bem, ver o processo bolando Supremo Tribunal Federal sem um desfecho. Imagine o que é, para este mesmo cidadão, observar que, em alguns casos, como dos ex-governadores da Paraíba e do Maranhão, em dois anos, passam por todas as instâncias, inclusive, com aplicação de severas penas. Ao contrário de outros que levam anos para ser julgados...
Não acredito que a Instituição de defesa de nossa constitucionalidade tenha dois pesos e duas medidas. Entretanto, caso este crime venha a prescrever, haverá um mal estar generalizado. Quase tão corrosivo quanto o mal é a aparência dele. Em nome do princípio da Moralidade toda a alcatéia mensaleira deve ser julgada!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Algo além do discurso

O inicio da gestão Ricardo Coutinho foi marcado por algumas crises. Para a oposição, culpa da ingerência do chefe do executivo; para o Governo, resultado de um choque de gestão que, entre outras coisas, desalojou algumas sanguessugas que se alimentavam de dinheiro público há décadas.
O fato inegável é que a crise existe. A mais retumbante de suas facetas é a quebra de braço com a UEPB. Por questões de foro íntimo e por falta de profundidade na questão, abstenho-me de comentar o mérito da sanha. Porém, a impressão que tenho é que as partes perderam a vontade de dialogar. Assim, sentam-se na mesa de negociações irredutíveis e, de lá, vão à imprensa trocar acusações.
Os representantes da situação negam qualquer existência de crise, os representantes da oposição bradam aos quatro cantos que estamos sob a égide de uma ditadura, mas ninguém aponta uma solução concreta para os problemas da Paraíba.
Nossa classe política, não poucas vezes, parece àquele ex-namorado que – inconformado com o fim do relacionamento – comete o que se chama de crime passional, dizendo: “Se ela não for feliz comigo não será com mais ninguém”...
Nossos representantes precisam parar com a mesquinharia, precisam ser menos arrogantes, precisam, enfim – nas palavras de Vieira – mostrar que ainda existem pessoas que, por amor do interesse comum, é capaz de meter debaixo dos pés seus interesses pessoais.
A justiça e as urnas, não poucas vezes, falham, mas a história é implacável com agentes públicos mesquinhos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Infortúnio

Sabe quando tudo no entorno entra em estado de saturação?
Imagine tudo em que você depositava esperança ruindo. Ou, pior, mostrando-se menor do que seus olhos julgavam-no... “Esperança, teus lençóis têm cheiro de doença”, disse certo poeta que não estava de um todo errado.
Conversar seria uma saída viável, certo? Mas e se todas as respostas para as suas perguntas são previsíveis? Não há nada pior do que, sempre, esperar àquelas receitas-prontas aplicáveis a qualquer situação [menos à vida do conselheiro]. Àquelas críticas com uma severidade, dificilmente utilizada no julgamento dos próprios dramas. Enfim, escutar, mais uma vez, que se deve aguardar o chamado tempo certo.
Cético demais para acreditar na mudança. Aguardo o dia de amanhã... Pois é quase certo que algo, que nada tenha haver com as queixas, me distrairá por determinado instante e me trará de volta com um pouco mais de serenidade e ainda mais distante do final do túnel. E, assim... De infortúnio em infortúnio empurra-se a vida, o maior de todos os infortúnios...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O fim de uma era

Parece que a política paraibana entra em fase de decadência. As eleições municipais se aproximam e quem podemos ver se “armando” para o debate? Aliás, que nível de debate devemos esperar para as cidades de Campina Grande e João Pessoa? Houve um tempo em que Ronaldo Cunha Lima e Antônio Vital do Rêgo se enfrentavam pela prefeitura e encantavam multidões com sua oratória e preparo para representar os campinenses. Ouve um tempo em que Felix Araújo levou tão a sério a missão de verear que foi assassinado por seus adversários.
E o grande Raymundo Asfóra? Este lutou com unhas e dentes pelo povo do Nordeste. Sua oratória fez com que o, também paraibano, Assis Chateaubriand dissesse: “Um orador assim não pede a palavra, ela se oferece”.
Ah... Quisera eu estar vivo em 1950 para assistir a disputa entre Argemiro de Figueiredo e José Américo de Almeida. Independente dos detalhes da disputa, tínhamos dois grandes nomes querendo voltar ao Governo do Estado, dois homens respeitados no Brasil inteiro, dois nomes, enfim, que faziam com que os paraibanos se orgulhassem de si mesmos.
O que esperar de 2012 para Campina Grande e João Pessoa? Trocas de acusação (como, aliás, já começaram)? Demagogia? Candidatos fazendo referência aos padrinhos políticos?
Parece que a fase áurea de nossa política passou... Digo como certo poeta da Serra: “A política não me encanta mais. Bom mesmo é tomar ‘birita’, paquerar mulher bonita, fazer versos e nada mais”.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bitributação: O menor dos absurdos

Esses últimos dias de 2011 foram testemunhas de uma discussão acerca da chamada Lei da bitributação. Assim que li sobre o tema fui um dos primeiros a me manifestar contra e, mais ainda, um dos que observaram, mesmo com um conhecimento ridículo em matéria de direito, os problemas legais que envolviam a medida.
O que é este demônio pintado pela mídia? O comércio pela internet tem causado prejuízos ao mercado local, ora a livraria do centro da cidade (por exemplo) por mais acervo que tenha, não tem como concorrer com o acervo infinito da rede. Assim o comercio local sofre e o Estado deixa de arrecadar dinheiro com o ICMS, já que este é recolhido no estado de origem.
O projeto tinha por objetivo combater tal ciclo exigindo que parcela deste ICMS (nas compras acima de R$ 500) fosse recolhida, também, na Paraíba. Assim seria mais vantajoso comprar no comercio local e, é claro, o Estado não deixaria de arrecadar.
O problema reside no fato do governo jogar a conta (toda) da incompetência de nossos empresários nas costas do consumidor. O ponto, enfim, foi não ter discutido a questão com a sociedade e se utilizado do rolo compressor da maioria na Assembléia Legislativa.
A oposição, é claro, se aproveita de tal medida para desconstruir a imagem do socialismo no Estado; os comerciários aplaudem a lei; os pequenos compradores (àqueles cujas compras não chegam a duzentos reais), que são maioria, se revoltam - sem conhecimento de causa - nas redes sociais e ninguém para pensar na essência do problema: Nosso aleijado pacto federativo!
Medidas como esta são um pedido de socorro contra as desigualdades a que estão submetidos os entes da Federação que, sob a égide de uma legislação carente de reparos, vêem a União abocanhar a maior parte dos recursos (Forçando prefeitos e governadores a se enfileirarem no Palácio do Planalto com seus pires, em buscas de recursos), enquanto precisam guerrear entre si para sobreviver, numa espécie de barbárie tributária.
Em uma conversa de balcão de locadora, cheguei à conclusão de que uma Lei Federal poderia regular o assunto, estabelecendo que: se a alíquota normal, por exemplo, é de 17%, que se estabelecesse para as compras feitas na internet uma alíquota de 19% da qual 14% seriam recolhidos no estado de origem e 5% no estado de destino. Não me considero um gênio e fico a imaginar: Se até um simples estudante do interior do Nordeste consegue pensar nisso, quanto mais nossos competentes representantes. E o que os impede de criar tal lei? Má vontade? Subserviência a um sistema?
Enfim, a lei foi declarada inconstitucional pelo STF, o Governo vai recorrer e nossa Federação continuará desigual...

domingo, 27 de novembro de 2011

Bolsa-Familia: O "cala-boca" dos Caudilhos

"Compadeçamo-nos mutuamente do povo que obedece e do homem que manda só".

Simón Bolivar



Parece que a esquerdização da América Latina anda afinada nos diversos países do Sul. O fenômeno não tem, somente, fatos dignos de censura, uma vez que uma de suas características é a redistribuição de renda. Porém, há de se convir que a parte podre do regime [como disse um recente comentarista do blog] deixaria os próprios Simón Bolivar e Che Guevara nauseantes.
Recentemente, Hugo Chvávez [de olho no pleito do ano que vem] unificou os programas sociais vanezuelanos em um programa chamado Filhos do meu povo que contemplará as famílias em situação de extrema pobreza com a ajuda pecuniária equivalente a cem dólares mensais. Segundo a BBC a ajuda vai além do modelo brasileiro, uma vez que, na Venezuela, famílias que tem filhos deficientes, também, hão de contar com o benefício [este de, cerca de, US$ 139,50].
Isto seria uma iniciativa interessante se não estivéssemos falando de um homem que está há menos de um ano da sucessão presidencial. Seria um feito digno de louvor se não estivéssemos falando do mesmo Tenente-Coronel Hugo Chávez que, comandando cerca de 300 militares, tentou dar um golpe de Estado na Venezuela. Seria, enfim, um ato de caridade se não estivéssemos falando de um líder que governa por decretos, fecha canais de televisão da oposição, censura matérias jornalísticas que critiquem o governo e mantém-se no poder desde 1997.
Iniciativas como essa lembram o Estado Novo de Salazar em Portugal e de Getúlio Vargas no Brasil, nos quais pseudo-benefícios calavam a população contra violações dos direitos fundamentais de quem ousava pensar diferente.
É assustador o que está sendo feito em alguns dos países da América Latina. Fico imaginando a reação de Chávez caso perca as eleições do ano que vem. Imagino o que querem chefes do executivo que lutam para enfraquecer seus respectivos Congressos. Ditadura, seja vermelha, azul, amarela ou rosa será sempre ditadura e os homens de bem da América Latina não podem ficar genuflexos diante desses neo-caudilhos.

domingo, 20 de novembro de 2011

O tempo não para (só quer ser Cazuza)

Nesses dias que andei afastado daqui, muitas coisas andaram acontecendo: Sete ministros do governo petista já caíram (e tem o Lupi balançando), Lula e Chávez começaram um tratamento contra o câncer, Mummar Gadafi foi deposto e assassinado (aliás, a chamada Primavera Árabe, derrubou alguns regimes totalitários no Oriente), estudantes no Chile estão nas ruas há meses na luta por melhores condições de educação, os “indignados de Nova York” passaram meses acampados de frente à prefeitura da cidade contra o desemprego, a crise internacional dentre outras mazelas... Na minha boa Paraíba Cássio Cunha Lima toma o seu lugar no senado da república e já se coloca como uma das principais lideranças nacionais da oposição e principal cabo eleitoral de Aécio Neves em 2014 no Nordeste, o PMDB perde alguns deputados na Assembleia Legislativa para a base do governo, Vital do Rego se projeta como uma das maiores lideranças do PMDB em nível nacional, Romero Rodrigues e Nildinha Gondim são os campeões do Estado em proposituras relevantes na Câmara dos Deputados, Campina ganhou uma sede da AACD...
O mundo não para (mundo este que, aliás, chegou a 7 bilhões de pessoas), as coisas saem do lugar, as pessoas mudam todo dia, eu mudo... Cada fato citado acima, por mais irrelevante que pareça, tem impacto em nossas vidas e precisamos estar atentos a esses fatos e a seus desdobramentos. Quando puder, eu volto!

Pra não dizer que não falei do livro...

Ando um tanto afastado de minhas atividades bloguísticas, se é que o termo existe. Amanhã faz dez dias que estou sem ingerir analgésicos e cafeína – dentre outras coisas que dão prazer – de modo que ando meio que em crise de abstinência. Fora isso, o fim de semestre da Universidade (por sinal, meu décimo fim de semestre), o fim do módulo do inglês e, os estudos para os concursos para os quais estou inscrito.
Este ano não disputarei o mestrado da UEPB (ao menos não é o projeto), vou trocar – por hora – o sonho pela resolução de uma necessidade. O que quer que haja, este ano, não consulto ninguém. Quero que, o rumo de meu ano de 2012 seja de minha inteira responsabilidade, diferente do que foram alguns meses de 2011.
O processo de publicação do livro anda a passos largos, não comento mais detalhes por não querer colocar o carro na frente dos bois, mas – caso os entendimentos com a editora sejam cumpridos – entre Dezembro deste ano e Julho do ano que vem estará lançado e, se Deus permitir, disputando prêmios.
Além da pressão alta descobri que sofro de gastrite e de esofagite... O processo de tratamento é bem complexo, mas, vamos vencer e voltar a tomar café e a boa e velha cachaça brejeira.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Campina Grande

Menina bonita mais que as demais
Musa de ostentações opulentas
Testemunha de batalhas sangrentas
De mãos ambíguas: de guerra e de paz!

Menina cujas paixões sem limites
que despertas atraem vida e morte
Teus filhos, que não conhecem chicote,
por ti, renunciam seus apetites!

Rainha da Serra da Borborema
De trovas e canções, constante tema
O mundo há de curvar-se ante teu brilho

Ainda há duras sanhas por travar
Mas onde a minha voz ecoar
Haverão de saber que sou teu filho

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cataratas do Iguaçu: Uma da sete maravilhas da natureza

No dia 1 de julho de 2007 me manifestei contra a escolha do Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo moderno (Postagem: http://migre.me/5xUuY). Bem, passados alguns anos a opinião continua a mesma, uma vez que se colocarmos o nosso Cristo ao lado da Muralha da China, do Taj Mahal, do Coliseu e de Petra (para citar apenas quatro), veremos que nossa “maravilha” não é lá muito exótica. E quando acrescentamos a Basílica de Santa Sofia e Chichén Itza às comparações vemos que, arquitetonicamente falando, nosso monumento é deveras simplório. O fato é que os brasileiros foram estimulados a votar em massa no Cristo (reparem: a votar no Cristo e não na estátua do Cristo), que hoje é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.



Mais uma vez a fundação New 7 Wonders realiza uma eleição, desta feita para a escolha das Sete Maravilhas da Natureza. E as Cataratas do Iguaçu aparecem – se não me engano – em segundo lugar. Não vejo campanha em televisão, não vejo artistas engajados. Mas, diferente do Cristo Redentor, vejo a candidatura das Cataratas com muito mais legitimidade. Estas são, de fato, maravilhas da natureza!

Para se informar de como votar consulte o site da campanha:
http://www.votecataratas.com/

domingo, 21 de agosto de 2011

Estado Democrático Totalitário?

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez – através da TV estatal daquele país - afirmou que planeja tomar o controle da indústria nacional de ouro, sob o argumento de conter a mineração ilegal e o contrabando, preservando, deste modo, as reservas nacionais. Assim, passam a pertencer ao Estado a indústria do petróleo, a dos metais e a indústria do cimento. Chávez disse que estava aumentando o controle do governo para acabar com a exploração ilegal de ouro e coltam, um minério que contém tântalo, usado na fabricação de aparelhos celulares e videogames.

Matéria do http://www.nytimes.com/

Comentário nosso: Qualquer medida que vise acabar com a industria ilegal é louvável do ponto de vista da defesa da soberania de um país. Entretanto esta medida chaveana nos faz levantar alguns questionamentos. Seria a nacionalização a única forma de cessar com a exploração ilegal de minérios? Não seria esta uma cópia dos modelos totalitários nazi-facistas? Tenho um pouco de receio quando vejo nossas repúblicas democráticas da América Latina de braços dados com este tipo de governo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Senado(s)

Sempre que alguém se refere ao Senado Romano, em uma roda de conversa entre universitários, um dos tópicos favoritos é a corrupção da qual Caio Júlio César o acusou para justificar seu “golpe”, ou – ainda – a corrupção da qual Salústio acusara, não só o senado, mas todo o Império, sem falar das muitas conspirações desta maravilhosa e assustadora instituição.
Assim sendo, que diferença haveria entre esta casa legislativa e a nossa, tecnicamente, algumas centenas de anos mais civilizada e evoluída? A única que consigo ver [olhando superficialmente] é que em Roma havia a eloquência de um Cícero, o destemor e o valor de um Salústio, assim como os debates acalorados e de alto nível protagonizados por estes dois.
O que vemos hoje, por parte de alguns parlamentares, é o despreparo intelectual. É a falta de capacidade para legislar, criar projetos relevantes para a melhoria da sociedade. Parece que só herdamos dos romanos a parte ruim da democracia, ou seria nossa gente que não está preparada para viver a plenitude do modelo democrático?
Calígula, em um episódio cômico da história, nomeou seu cavalo de passeio para o Senado Romano. Não imagino tal imperador ouvindo alguns dos debates atuais sem dar boas risadas...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Colhe...

Ele bate na pedra com toda força que seus braços possuem... Seu corpo inteiro sua, seus músculos doem... E a pedra continua inteira e imponente!
Até que, desidratado, ele cai com a cabeça sobre a pedra, morre...
E enfim a pedra racha!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Guerra de Troia?

Desde Sexta-feira tenho pensado, por razões diversas, em uma historinha. Imagine: Uma mulher é levada de um território a outro e, com o intuito mais de reparar a ofensa do que necessariamente reavê-la, os povos que compunham sua etnia se confederam e guerreiam contra o povo que, supostamente sequestrou a moça. Se você pensou na Guerra de Troia devo advertir-lhe de que, na verdade, se trata de outro conflito. A chamada Tragédia de Tracunhaém.



Em 1574 uma índia, filha do Cacique Potiguar, fora supostamente raptada por Diogo Dias, quando aquela e seus irmãos passaram a noite no Engenho Tracunhaém, de propriedade deste. Os irmãos voltaram para a aldeia sem a moça. Após várias tentativas de reavê-la por vias pacíficas, nações indígenas das regiões do Rio Paraíba e do Rio Grande do Norte se confederaram e promoveram uma carnificina no engenho, matando todos, entre funcionários e proprietários, e ateando fogo ao empreendimento.




Após este evento a Capitania de Itamaracá foi desmembrada e foi criada a Capitania Real da Paraíba, esta só pode ser reconquistada após várias expedições da Coroa Lusitana. O plano de fundo deste conflito é fantástico. Afinal, além dos interesses portugueses, havia a influência que os corsários franceses exerceram sobre os Índios. Enfim, Como “perguntar não ofende” adoraria saber de duas coisas: 1 Alguém entende por que nossos cursos de História, Jornalismo e Arte e Mídia não produzem um documentário sobre o tema? 2 Porque a Guerra de Troia é tão glamorosa e nosso conflito parece menor?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Sem crise"

Parece que o “Sol de tirar o mofo” chega à Serra. É aquele que aparece a tarde para secar as roupas, sucessor de manhãs geladas. Aquele que faz você – que saiu de casa agasalhado – voltar com o casaco pendurado no braço. Sol que anuncia o fim da rigorosidade das chuvas, previstas para cessar na segunda metade de Agosto. Fechamento de ciclo, início de aulas, época de tomar decisões que afetarão o temido 2012 (será que o mundo acaba?)!





Muitos caminhos a serem descobertos. E, em cada uma deles, uma série de consequências. Vida de adulto é complicada! Mas, por hora, me concentro nos demônios que estão mais próximos e que podem, por tanto, ser golpeados. Em comparação ao ano passado, vivo um momento bem melhor hoje! Afinal, enfrento praticamente as mesmas lutas, mas quase sem nenhuma pressão [só a pressão que ponho em tudo quanto me envolvo]... Mas o fato é que amadureci um pouco mais. Não conto mais com insígnias que atrapalhavam e conto com novas que ajudam. Enfim, entro nas sanhas com mais chances do que há um ano...





Garantia de êxito? Não... Não! Mas, até lidar melhor com os revezes já é muita coisa!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ruinas

Conta gotas
Conto insípidas horas e salgadas gotas...
Doce, só a voz agora ausente

Soldado com as pernas dilaceradas,
não há um dia em que não pergunte
por que sobrevivi...
Árvore estéril a refletir:
Porque não me arrancam?

Conto gotas, conto horas
E os dias passam se arrastando,
me arrastando pelas esquinas, a esmo
Rumo as ruinas e ao entulho
de mim mesmo!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Leituras

No auge de atordoadora e ávida sanha
Leu tudo, desde o mais prístino mito
Por exemplo: o do boi Ápis do Egito
Ao velho Niebelungen da Alemanha
(Augusto dos Anjos)



Dias de intensa leitura e reflexão. Pensar não faz bem [comentários metafóricos xiitas em 3...2...1...]. O bom é voltar a ter ritmo de leitura, ritmo que – diga-se de passagem – tem me espantado, mais dois romances e estarei pronto para encarar as centenas de páginas de A montanha Mágica que me restam.
Em uma de minhas saídas do quarto prestigiei a Feira de Artesanato Mundial, que ocorre no prédio da FIEP entre os dias 15 e 24 de julho, na Rainha da Borborema. Me deparei com peças de um bom gosto ímpar, fiquei encantado com a tapeçaria, com a perfumaria e com os Instrumentos Musicais [ainda compro alguns]. Saindo de lá, discutimos sobre legislação de trânsito, administração municipal, cinema...
Voltei ao quarto... Leituras me aguardavam!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Lucena

Mais do que qualquer outra coisa, preciso de um retiro... Ou dele ou de uma forca, antes de ouvir sermões advirto que fiquei com a primeira opção. Segunda-feira, parto para a cidade de Lucena e espero que o clima colabore, antes de escutar outros sermões, advirto-os de que a casa fica em um lugar alto. Temos algumas caminhadas programadas na companhia de um amigo que, desde 1997, tem me acompanhado em momentos bons e ruins sem me sufocar.
Botar as idéias em ordem, carregar as baterias para enfrentar o demônio nosso de cada dia, mudar um pouco de cenário, só não será tão bom quanto na residência dos Procópio em João Pessoa, mas, por razões diversas é um passeio necessário.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Valsa

Dias oscilando entre tranquilos e caóticos, em uma inconstância oceânica. Preciso urgente de umas voltas ao longo do Epitácio Pessoa, mas, com essas chuvas, anda perigoso e a visita a Boqueirão terá que esperar. Então fico com esta cara feia, ouvindo opiniões (não pedidas) dos doutores em tudo... Em dias de paz dá para escutar a Second waltz, saboreando vinho e olhando para o nada, com a feição calma, com o coração calmo. Mas nos dias maus nada tem gosto, a incompletude da instância parece mais retumbante, então olho para dentro e o que agrada é pouco.
O fato é que preciso me desligar um pouco de tudo que me perturba, bem, assim, busco o choque de gestão!
Peço a Deus que cheguem meus dias de valsa, que as coisas passem a caminhar no ritmo de uma orquestra e que, ao invés de Очи чёрные, minha música tema possa ser a bela Second Waltz (Ah, como eu sonho em dançá-la)...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Desencontro

Se foi, olhando para trás
Como quem queria ficar...
Calou-se, com os lábios trêmulos
como quem queria falar!
Despediu-se, enfim, segura
como quem quer voltar!

sábado, 9 de julho de 2011

Deu errado, deu certo

É chuva que não se acaba mais... Passei a levar um estilo de vida mais calmo, o que me mantém mais tempo em casa e me permite a contemplação de certas coisas... Hoje fugi da clausura, fui ao Teatro ver o encerramento do Festival, devido a grande demanda não consegui lugar na plateia, mesmo chegando com uma hora de antecedência. O jeito foi apelar para o bom e velho cinema, o único filme que batia com o meu horário era o filme do Jim Carrey, Os pinguins do Papai, confesso que me distrai em dois ou três momentos do filme, mas se você precisa de algo leve para assistir, ou busca o deleite pelo deleite (e não tiver nada melhor pra fazer com seu dinheiro) recomendo...No caminho ainda vi uma cena de crime, carros de polícia e do IML já estavam no local... se eu fosse jornalista...
Nestes intervalos tomei umas três chuvas em momentos distintos que, somadas a de ontem, criam uma grande possibilidade de gripe. É bom aproveitar enquanto estou de férias, brincadeira, não posso ficar doente agora, tenho duas mil coisas para colocar em ordem, nas quais arrolo o concurso de amanhã. Viajo às 06:00 para fazer uma prova às 08:00, vou com o ânimo oscilando entre ceticismo e otimismo, enfim, sei da dificuldade da missão, mas, como quem morre de véspera é peru de Natal, vou-me! E seja o que Deus e a Exames e Consultoria quiserem.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vida e Catárse

Hoje os jornais me trouxeram péssimas notícias, evito comentá-las para fugir dos sermões ortodoxos dizendo que “Deus agirá no momento certo” ou coisas do gênero... O fato desanimador é que quando se imagina que a vida não pode piorar ela piora, quando se pensa que a única coisa que o acaso tem a fazer é oferecer-lhe a mão, ele arremessa a última pá de terra. Como se não bastassem todas as outras coisas dando errado, tenho que lidar com mais esta.
Ou me suicido ou tento me distrair com a arte, ontem fui ao Teatro Municipal Severino Cabral, ainda não havia entrado no mesmo após a reforma. Dois fatos me chamaram atenção: 1 – Porque a reforma durou quase dois anos? 2 – Após dois anos de reforma ainda somos a 5ª melhor acústica do país? Fora isso, o teatro se encontra estruturalmente bom e a cultura da cidade agradece.
Sobre o emergente público campinense de música erudita fiz observações importantes. Dispomos de um público heterogêneo. Pude ver menininhas de All Star e senhores agasalhados, vi – também – muitos casais de diferentes faixas de idade. Nosso público, embora numeroso, ainda não sabe se comportar em eventos desta natureza e não falo de convenções que regem os grandes espetáculos, mas do básico... Entretanto, penso que estamos no caminho.
Os gregos sabiam o que estavam fazendo quando criaram o teatro para tirar um pouco do peso da existência, passei horas mágicas ao som de belíssimas peças de Liszt e outros executadas ao piano e às cordas friccionadas com arco... Lamento profundamente não poder passar esses meus dias no teatro...

terça-feira, 5 de julho de 2011

E haja fôlego

Em meio a uma série de chuvas, encerram-se os festejos juninos a Rainha da Borborema, festejos marcados por polêmicas envolvendo os virtuais candidatos ao Palácio da Redenção em 2014 [Eles antecipam mesmo as coisas]... Saio deste São João com um saldo considerável por razões diversas que, certamente, não interessam ao leitor... Os eventos em Campina Grande não param, ontem teve início à segunda edição do Festival Internacional de Música, este ano no Teatro Severino Cabral [já que a reforma durou quase dois anos]. Ainda em Julho teremos o Festival de Inverno que, este ano, deve melhorar incomensuravelmente já que reabriram o teatro e sua coordenadora, Eneida Agra Maracajá, assumiu a secretaria de cultura do Município.
Uma série de projetos me impede de viver a plenitude de tais eventos, que – diga-se de passagem – tanto gosto, espero que o futuro me diga que valeu a pena renunciá-los. Ansioso pelo fim das férias e, ao mesmo tempo, feliz pelas mesmas... Isso é possível? Ou é ou estou perdendo o pouco de juízo que me resta...

Era deus

Era deus e, há muito, não chovia
Chegou, trouxe consigo a tempestade
Encheu os campos de felicidade
E a terra, outrora estéril, produzia

Era avatar, e os dias eram maus
Chegou, trouxe consigo a liberdade
Mudou praças, hotéis – enfim – cidade
Pôs fim a um ciclo de medo e caos

Novo tempo se instala e a esperança
Dos que antes não criam na mudança
Renova tudo e, contudo, um dia

A su’atra natureza de deus
A leva daqui pra junto dos seus
E voltam a seca, o caos, a agonia!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cena II

Sete e meia, oito horas
Maquiagem discreta, olhos indiscretos
Palavras? Sem palavras, cem palavras
Bocas que não se tocavam, tristonhas
Promessas inteiras feitas em gestos,
Porém, passos em direções contrárias,
Fazem subir legendas!

Arquisonho

...acordou em aposentos que não eram os seus, contido por braços que nunca o contiveram antes... Tomaram café se entreolhando, criando mil prelúdios a cada gole, a cada olhar... Carinhos de irmãos, carícias de amantes, banho quente... E ele acorda só, desta vez de verdade.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sobre o Amigão e as Privatizações

Há anos os torcedores paraibanos aguardam por um estacionamento descente no Estádio Governador Ernani Sátyro: O Amigão. Imagino que este tipo de investimento não seja prioritário quando temos graves problemas de saúde e de educação aguardando solução. Este fato faz levantar duas questões importantes: 1ª Porque odiamos a idéia de privatização? 2ª Porque elas seriam uma solução viável para os problemas estruturais dos nossos estádios?


O Governo FHC, dentre outras coisas foi marcado pelo alto número de privatizações. Seus opositores, sob os brados ensurdecedores de que “estão vendendo nossas riquezas” ou “estão ‘dando’ o patrimônio nacional a grupos estrangeiros comprometendo nossa soberania”, convenceram a população de que as privatizações eram atitudes antinacionalistas. Alguns destes, sem perceber, viram a Vale do Rio Doce tornar-se uma das maiores empresas do mundo e, é claro, tem acesso a mais de uma linha de telefone celular, algo impensável antes das privatizações. Este processo significa a modernização do Estado, tanto que o ex-presidente Lula, que se elegeu com um discurso contra esta prática, privatizou cerca de 2,6 mil quilômetros de rodovias federais, sem falar nas concessões no setor energético, de ferrovias etc.


Com a aproximação da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 começam a se especular outras privatizações, a dos aeroportos e a dos estádios. O primeiro deles é o Maracanã. O Governador já anunciou sua privatização para depois das reformas [isso mesmo, reformar com dinheiro público e entregar sua administração ao setor privado], sem nos aprofundarmos no mérito da questão, podemos refletir: Independente de competições internacionais, nosso Amigão não estaria bem guardado nas mãos de empresários?
Não me importaria em gastar R$ 5,00 a mais na entrada se fosse garantida segurança e estacionamentos de qualidade. Os times, certamente protestariam contra a “divisão” dos recursos, entretanto se o espetáculo não é elaborado pensando no público, perde a razão de ser. No passo que estamos, nossa população ainda demorará para compreender as vantagens de uma privatização a ponto dos governos a perceberem a viabilidade de seu debate. Por hora, estacionemos na lama e nos arrisquemos pela paixão ao esporte.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Imposto sobre a Maconha

A relação entre tráfico e a liberação das drogas culturais faz levantar uma questão interessante. Como disse na postagem anterior o tráfico não será exterminado com a liberação da maconha, assim como ocorre com o tabaco.
Entretanto, mesmo com o tráfico exorbitante em nossas fronteiras (e mesmo com toda uma campanha que é feita contra o fumo) a Souza Cruz é uma das empresas que mais pagam impostos ao Governo.
Embora não acabe com o tráfico, a descriminalização da Maconha geraria receita para o Estado, receita esta que hoje é arrecadada cem por cento pelo tráfico. O imposto sobre a maconha poderia, por exemplo, financiar o modelo de narcossalas aplicado com sucesso em tantos países e que poderia ser mais eficaz do que a propaganda institucional contra as drogas.
Independente deste debate os usuários da erva vão continuar fumando. Que o dinheiro venha para comprar armas para o exercito, não para o crime!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Debate (Maconha)

Antes de qualquer coisa devo adiantar que não sou usuário de Maconha - não que esta afirmação me faça superior, afinal, trata-se de uma escolha pessoal, porém imagino que ela levantará a reflexão: “A descriminalização das drogas culturais é uma demanda de drogados sobre a qual não se precisa refletir”? Não uso maconha, mas sou a favor de sua legalização.
Não uso o argumento da aniquilação do tráfico, afinal, o tabaco, embora legal, é um dos produtos mais contrabandeados em nossas fronteiras e com a erva não seria diferente. Assim como acho ridícula a afirmação dos que são contra a descriminalização da maconha de que “sua liberação funcionaria como um merchandising do produto, ver outras pessoas fumando cannabis em praças e bares seria um incentivo ao seu uso”. Este argumento é facilmente derrubado quando pensamos em um dado: Na Holanda, onde a maconha é legal, 5% da população usa a erva, nos Estados Unidos, onde a mesma é proibida, 10% da população a usa.
Assim, percebemos que o debate, em nossas instâncias, ainda se dá de forma muito apaixonada, em parte, por paixões de uma sociedade hipócrita que se diz contra a maconha, mas que todo ano mata milhares de pessoas no trânsito, em sua maioria pelo excessivo uso de álcool.
Precisamos tratar o debate com a seriedade que ele merece, precisamos tirar o caráter de obviedade e, acima de tudo, pensar nas questões de envergadura nacional destituídos de paixões pessoais. Por hora, paro com o texto (almoçar), mas o retomarei.

São João São

Dias que antecedem o São João de Campina Grande... Por incrível que pareça, as eleições de 2012 e, pasmem, de 2014 já são temas que rodeiam o evento. Enquanto a tônica do discurso for esta seremos menores do que poderíamos ser.
Mas o fato é que os festejos se aproximam. Parque do Povo, Expresso Forroviário, Momento Junino, festas nas cidades do Compartimento da Borborema, enfim, um mês movimentado (o que, aliado ao fim de semestre da universidade, acabam com o indivíduo).
Acho interessante a iniciativa de amigos que, querendo me tirar do ostracismo que me imponho, tem telefonado e deixado mensagens nas quais, lembrando de festas anteriores, projetam a festa deste ano. Comparecerei, me divertirei e, mais uma vez, escaparei sem um arranhão sequer, não... Não tenho vocação para ser estatística.
Bem, resta-nos aguardar e fazer nosso concurso domingo! Que venham os festejos, que venham as razões para eles.

sábado, 14 de maio de 2011

Messianismo

À Campina Grande

Menina, o seu poeta vai embora!
Não que ele queira ir e não te ame
Mas, derrotado, em rude certame
Terá que se curar, morrendo, fora!

Ai! Ele vai de coração partido...
Lembrando dos momentos entre amantes
Sabendo, nada será como antes
E pensando como teria sido...

O seu poeta vai e em prantos brada:
“Que se torne pagã a luz sagrada
Que cessem o meu canto e os meus passos

E vague minh’alma a chorar a esmo
Se um dia eu não mais puder ser eu mesmo
E, mais uma vez, dormir em teus braços"!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cena

Meia taça de vinho tinto
Borda marcada de batom
Meia taça, Meia-taça, meia, taça...
Olhares assustados, inseguros.
Dedos que se revezam sobre a mesa
Enfim, corpo que diz ao predador:
- Eis sua presa!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Poetrix (Canceroso)

Um dia encontrarei forças e confessarei todos os meus pecados...

Minutos depois morrerei, magro, pálido

e em paz!

segunda-feira, 14 de março de 2011

ying-yang

Penso que estou sendo vitimado pelo mais implacável de todos os algozes. O tempo. Minha paciência aos poucos está ficando mais curta. Não diria que estou me tornando uma pessoa má, mas é visível que sou menos-bom. Orgulho-me disso? Claro que não! Desespero-me? Menos ainda, essas coisas acontecem, nas Palavras de Augusto dos Anjos: “É Natural que este Hércles se estorça e que tombe, para sempre, nessas lutas. Estrangulado pelas rodas brutas do mecanismo que tiver mais força”. Duras palavras? Talvez, mas nem por isso irreais. Por hora luto contra mim mesmo para manter a essência, aquilo que há de mais André em mim, entretanto aos poucos perco a pretensão de ser deus e de desequilibrar o meu ying-yang.

sábado, 12 de março de 2011

Anacronia

Aos amigos Thiago Leão e Carlitos de Andrade

Tudo que sei é que você chegou
Não disse “oi”
Depois se foi, não disse “adeus”.
E agora não sei calcular
Quanto de você deveras voltou
Quanto de mim já se perdeu
Nunca mais as frases que não foram ditas
serão ditas...
E mesmo que o sejam, já não somos os mesmos!
[onde estou eu adolescente?]
Sinto falta do que não fui, do que não foi,
do que eu fui,
do que se foi!

Insônia II

Hoje minha insônia tem motivação egoísta. Pensando bem, que insônia não é narcisista? Uns dormem mal por acharem que mereciam um momento financeiro melhor, outros por pensarem merecer uma saúde mais constante... Penso como Mathias Aires, se soubéssemos as verdadeiras razões que moveram os grandes feitos não os consideraríamos grandes. Pois “Todos os grandes empreendimentos são movidos por razões mesquinhas”. Aires cita o grande Aquiles, protagonista da narrativa homérica sobre a Guerra de Tróia, mas que, na verdade atravessou o oceano somente em busca de glória e, depois, movido pelo ódio e pelo desejo de vingança venceu um combate contra Ector... Enfim, certamente fico acordado por não ser um deus ou coisa parecida, fico acordado por minha palavra não ser lei. O contista Taciano Valério diz que “mais valioso do que o ouro é o opróbrio de uma vida sã”... Bem, fico sonhando acordado com o dia em que receberei ao menos um dos dois!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Insônia I

Hoje queria escrever sobre o que sinto, mas pareço engasgado. Incapaz de traduzir para um código inteligível a sintaxe de minha alma. O bumerangue foi e voltou em minha testa, desnorteado [desnorteado: uma palavra interessante, afinal, roubaram, de fato, minha bússola. Para que lado fica o Norte?]... Como dominar a sintaxe da alma? Por hora dormir estava de bom tamanho, mas como dormir sabendo que acordaremos em um mesmo cenário onde a comédia de nossas vidas se desenrola? Se pensássemos na situação humana com mais seriedade dificilmente dormiríamos. Enfim, roubando a idéia de Renato Russo, “se minha voz fosse igual a angustia que sinto, meu grito acordaria a vizinhança inteira”... Por hora, sonho acordado com o céu que nunca será meu.

Quando?

Morte dura, dor sem cura
Noite escura que se fez
Frio dentro do coração
No peito a interrogação:
Quando será minha vez?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Rochedo

Um dia eu disse ao mar: "Porque a pressa
Com que te arremessas sobre o rochedo
Pretendes derrubá-lo, mas tem medo
Que o tempo, cruel, pregue-lhe uma peça"?

E o mar me respondeu: "Minha agonia
É que há milênios esculpindo venho,
Porém não sei quanto tempo mais tenho
Como adiar sem ter próximo dia"?

Continuou o Mar: "E não tens medo
Pois te arremessas sobre teu rochedo
Com a calma de quem tem vidas eternas"?

Então eu respondi ao rude mar:
"Encontrei meu rochedo a derrubar
E a ele correndo perdi as pernas"!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dias alegres

Acabo e chegar de João Pessoa, tive dias divertidos com meus parentes... Ri demais com as histórias de Jorge Procópio, ajudei este a montar cortinas para a casa. Ri com as brincadeiras do Padre Alexandre. Ri com as brincadeiras de Júnior e do Jovem casal Amanda e Letiery...
Fora isso, ri das imagens bizarras que vi na praia, a mais engraçada de todas era um senhor dando em cima das moças (todas as moças que chegavam), me juntei a um grupo que o observava e fazia um estudo semio-psicológico...
Além de rir, pude passear, colocar algumas idéias em ordem e realizar meus exercícios de introspecção. Ainda não sei quem sou, para onde vou e qual minha origem. Porém sei quem não sou, para onde não vou e qual não foi minha origem e isso, por enquanto, me basta.
Espero voltar lá mais vezes, ficar com eles foi muito bom para minha cabeça!
Faz muito bem caminhar na beira da praia com a opulência de um deus e com a leveza de um bailarino... E quem disse que não o sou?!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Jornalista

Começamos 2011 com o pé direito. A aprovação, em 4° lugar, no vestibular da UEPB em Jornalismo aumenta o ânimo para as demais disputas que se acotovelam este ano. Os preparativos para a seleção do MLI estão avançando intensamente. Vou sereno para a prova, não que ela seja simples ou que os demais concorrentes sejam medíocres. Mas um fato que aprendi nos últimos anos é que não existe coisa pior do que a consciência do despreparo, então, trato de “fazer minha parte”, buscando estar à altura da instituição.
É aguardar e estudar.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011

Bem...

Posso dizer que períodos de férias me deixam um tanto agoniado. As razões são diversas, mas a principal delas é a perspectiva de abertura de um novo ciclo. Por mais que eu tente ser otimista e tenha razões para tal sempre o “mergulhar no desconhecido” se apresenta como um desafio assustador. Esta danação cerebral é agravada pelo fato de que sempre “necessito” de um ano novo melhor do que o anterior, um ano igual é um ano medíocre.
Tive meus momentos gloriosos em 2010, mas nada que se compare ao tamanho do esforço empregado, aguardo, para 2011, um desagravo, uma grande conquista ou que não haja grandes perdas.

Enfim, vinho, música eletrônica e danças sem sentido que nos aguardem... (e que venha 2011)!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Coisa no Objeto

Se um dia me encontrar de short, tênis e camisa suada faça-me o favor de não me parar na rua por mais que cinco minutos. Infelizmente, nem todas as pessoas lêem e, entre as poucas que o fazem, uma parcela mínima realiza esta atividade tomando como referência meu blog...
Era uma Quinta-feira, eu voltava para casa após o cooper, já pensando na tríade: Banho, Janta, UEPB. De repente alguém que não falava comigo há dois anos me para, chorando, para contar um fim de relacionamento.

- E o pior é que, agora, ele acorda e não está nem ai para como estou!

Confesso que não estava prestando muita atenção, afinal odeio ser procurado somente nos momentos de crise, quem sabe um dia quando eu for psiquiatra, por ora só participo, de livre e espontânea vontade, das crises de quem me permite participar dos festejos. Como, neste caso, não tive escolha...

- Ele tem outra, eu sei... Eu sei! Todo Domingo ele ia a minha casa, e agora?

O fato é que, em todas as perdas, o conceito freudiano de Coisa no objeto é visível. Somos tão narcisistas ao ponto de não nos preocuparmos, somente, com a perda do objeto (o outro), mas com a coisa no objeto (aquilo que o outro sentiria falta em nós).
As reclamações da impertinente colega davam conta de que sua falta não é necessariamente do outro, mas de se sentir necessária, falta de fazer falta ao outro. Complicado? Não somos muito diferentes, eu mesmo adoro ser necessário, menos quando estou voltando do cooper...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Membros superiores

Abraço gelado que alivia
O intenso calor da vã agonia
Corta sem dor
e encerra a Dor sem corte
Braços intrépidos que tanto afligem
Quem sou? – Pergunto – Qual minha origem?
E ecoam as palmas
das mãos da morte!

O contrato

É impossível deixar de registrar com perplexidade os fatos acontecidos no Rio de Janeiro, fora a tristeza pelo sofrimento do cidadão de bem carioca; dentre eles, alguns poucos conhecidos meus; observamos a imagem da sede dos Jogos de 2016 e da Copa de 2014 ser afetada no exterior. Afinal quem quer viajar para um território em guerra civil? Este é um ponto!
Por outro lado é interessante pensarmos como Thomas Hobbes, sobre determinado aspecto. No Leviatã, Hobbes postula que em um regime onde todos tem direito à tudo, ninguém tem direito a nada, uma vez que, não existindo limites, ninguém respeitaria o direito de ninguém (tentando fazer o próprio prevalecer), fato este chamado na doutrina hobbesiana de guerra generalizada. Para evitar este problema, os homens devem abrir mão de parte dos seus direitos e entrega-los a uma pessoa, como ninguém abriria mão em benefício de outrem criam o Leviatã, um homem artificial, o Estado!
Cada cidadão entrega parte de seus poderes ao grande Leviatã, esperando que este faça com que os outros cidadãos respeitem seus direitos, se utilizando, inclusive, da força em nome de um bem maior.
Ver a espada do grande Leviatã perseguindo elementos subversivos é um alívio para aqueles que respeitam suas determinações. Espero, entretanto, que o nosso homem artificial continue sua caça e chegue as pessoas que se beneficiam do tráfico e que não moram em morros. Por hora, espada neles gigante!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

XV Semana de Letras

Começa hoje a famosa Semana de Letras da UEPB em Campina Grande. Para alguns apenas uma semana sem aula, para outros o evento de suas vidas, para umas 20 pessoas, só mais um evento local. O fato é que durante uma semana será travado um intenso debate sobre o ensino de língua portuguesa, inglesa e espanhola no Brasil. Como sempre, não criaram um GT só para André Macedo, então enviei um trabalho na área de ensino o qual será apresentado na próxima quarta-feira. Desejo sucesso à organização do evento e espero histórias engraçadas para postar no blog!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Fé em Deus e livros nas mãos

Bem,


Parece que o TCC está pronto. A agonia acabou? Lógico que não! Apresentar o resultado de quatro anos de pesquisa a comunidade acadêmica é algo sério. De certa forma a apresentação é uma prestação de contas, como se você estivesse dizendo à instituição: “Olha, tudo que você me deu foi isso...”.
Terei em minha banca examinadora um cidadão que domina profundamente a teoria que adotei, ou seja, ou saio coberto de glória ou saio coberto de esterco (dramático?). Dramas à parte é muito gostosa a sensação de está encerrando um nível, de está vencendo uma etapa. Adoraria seguir carreira e, estou me preparando para isso há pelo menos três anos. Assim enfrentarei com serenidade todas as etapas da seleção do mestrado, fazendo de mote a frase do sábio Salomão em seu livro de provérbios: “O cavalo se prepara para o dia da batalha, mas a vitória vem de Deus”.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Fim de semestre

Lutando para terminar a graduação, me deparo com alguns dramas que não ouso postar por aqui para não passar por dramático. Devo confessar que este semestre está sendo desgastante demais, mas, como tenho sangue de cavaleiro cruzado, vou à luta até as últimas consequências. Fora este impasse, preparamos o projeto do mestrado, em uma mistura excêntrica de semiótica, música, psicanálise e filosofia [louco é a senhora sua mãe]... Diversão? Bem, ultimamente não sei o que é isso, mas caso passe na seleção de mestrado (e consiga me formar) precisarei (re)criar uma rotina de atividades físicas e recreação [afinal, sou ou não psicobiosocial?].
Por hora tudo são conjecturas e projeções, então, interrompo esta postagem pelo meio e vou à atividade da professora malvada.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Função Fática

Oi, Tudo bem?

Esta pergunta é um exemplo eloquente do que Roman Jakobson definiu como Função Fática da linguagem. Em suma, aquele que a faz não quer saber, de fato, como você está, antes quer apenas estabelecer contato para o seu bel prazer.

- Oi, Tudo bem?
- Não, estou com um Cân..
- Está certo, me empresta a Playboy da Geise Arruda, estou tendo aulas de Photoshop!

Caso esta pergunta fosse mesmo para valer, correríamos este risco:

- Oi, Tudo bem?

- As eleições na Paraíba estão um caos, estou estudando para a prova do mestrado sem saber se estarei habilitado para fazer, estão comprando votos na Zona Leste, a professora de literatura comparada não vai com a minha cara, agrediram Raissa Lacerda, preciso entregar um artigo até o mês que vem, a justiça parece só fiscalizar um dos lados e no fim do mês apresento meu TCC. Fora isso, está tudo bem!
(Qualquer semelhança...)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cunha Lima

Quase não tenho aparecido por aqui, são reflexos do fim da operação censitária, como também do fim da graduação (esta última, não estou bem certo se termino este ano). Neste meio tempo muita coisa ocorreu na Rainha da Borborema, menciono somente a vitória esmagadora que Cássio Cunha Lima conquistou perante seus adversários. Ricardo Coutinho obteve 130.157 sufrágios, o que representa 64,22% dos votos válidos na Cidade. Cunha Lima ainda foi fundamental na vitória de José Serra e na vitória de Efraim Morais (em Campina Grande), este último lutando contra a mídia, a prefeitura de Campina Grande e o Governo Lula. Neste primeiro turno, pode-se dizer que o grande nome foi o de Cunha Lima, que mesmo com a candidatura contestada pelo judiciário obteve mais de um milhão de votos, desta vez, sem prefeitura e sem governo do estado, para que não se diga que o mesmo detinha meios para fazer uso promocional... Confesso que senti um certo orgulho de ter nascido em uma cidade tão... Enfim, que não se curva perante pesquisas de opinião, muito menos perante a mídia governista.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Twitter

O que posso dizer? Desisti de me tornar Deus [ainda alimento a esperança de me tornar um semideus] e tenho levado uma vida muito interessante me deixando levar por algumas modas. A mais recente foi minha entrada na rede social Twitter. Não posso dizer que é a melhor coisa deste mundo [afinal é complicado competir com a Coca-Cola, o sistema de navegação GPS e com a Lady Gaga], mas a mobilidade, o exercício mental que os poucos caracteres nos obrigam a fazer a cada postagem e o contato com certas personalidades da imprensa, política, do meio artístico e amigos fazem a rede valer a pena. Além, é claro, de estar inserido em mais uma ferramenta de comunicação. Espero, como disse Thiago Leão, aprender a utilizar esta ferramenta [ele utilizou outro termo] para fins pacíficos.

Espiem

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cronos

Bem, há dias não posto mensagem no blog, estava em treinamento para o CENSO e tentando sobreviver ao fim do semestre. Graças a deus sobrevivi (Poderia ter deixado esta mensagem programada). Mas neste intervalo aconteceu muita coisa: Descobrimos que Dunga é um exemplo para a juventude brasileira, afinal, ele não usa craque, agradecemos pela derrota da Argentina, afinal, ninguém merece ver Maradona pelado. O goleiro do Flamengo se entregou a polícia, mais bancos foram assaltados na Paraíba, o PP rachou com a oposição... Enfim, tanta coisa que não dá para se acompanhar, principalmente com as minhas atividades. E a bendita prova de proficiência? Bem, antes de recebê-la fui informado de que a mesma havia sido solicitada pelo departamento de Ciências Agrárias. Já dá para imaginar meu resultado, não? (Milas)
Enfim, agora é treinar os recenseadores e torcer para que o Censo ocorra da melhor forma possível.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Curta

Diferente de Cazuza, todo dia a insônia me convence que eu devo mudar de ramo e ganhar mais.



Ps: O pior é que sequer tenho insônia é, de fato, falta de tempo para dormir.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ideia... Onde estás?

Muita coisa por fazer e nenhuma idéia criativa. É o mal que tem me assolado de dias para cá. Precisando de férias [para adiantar a monografia], sou vitima do calendário acadêmico que se arrastará até, mais ou menos, o dia 10 de Julho. Além do que, Domingo [dia 27] me mudo novamente para o Garden Hotel, onde ficarei até o dia 7 em treinamento. Por falar em dia 7, tenho prova de proficiência [nesta data cabalística] a qual terei que negociar com as autoridades IBGEanas por uma questão de não poder estar em dois lugares...
Por hora, escuto Evanescence e mato o tempo, a espera de uma idéia criativa que mude todo meu drama ou que ao menos chegue o sono.

sábado, 19 de junho de 2010

Saramago!

Morre José Saramago aos 87 anos!

E o mundo lusófono perde o seu maior nome da contemporaneidade em termos de literatura, se Mathias Áires está certo e, a diferença entre nós e os heróis resida no fato de que aqueles estão longe demais para que enxerguemos o seus defeitos creio que, em um futuro não tão distante, estudantes das artes hão de se debruçar com perícia sobre suas obras e ladeá-lo a nomes como Fernando Pessoa e o próprio Luiz Vaz de Camões, afinal este triunvirato contribuiu mais para a língua portuguesa do que todas as reformas ortográficas realizadas até hoje.
Enfim, lamento que a morte não enfrente as dificuldades imortalizadas por Saramago em seu livro As Intermitências da Morte!

sábado, 12 de junho de 2010

Coisa de brasileiro

Fui ao centro da cidade. Meio a contra gosto, mas alguém precisava fazer o depósito. Encontrei o esperado: um exército de namorados/atrasados na busca pelo presente de última hora e, nos super-mercados e bares, exércitos de torcedores secando a Argentina [coisa de brasileiro], me juntei á estes últimos, a Nigéria não nos ajudou, perdeu inumeras oportunidades e los hermanos venceram a primeira. Terça-feira somos nós, certamente exércitos de argentinos vão ás ruas nos secar, será que estas equipes se cruzam? Não sei, sei que já pendurei a bandeira em minha casa, coisa de brasileiro.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Castro Álves:Promessa é dívida

Geralmente uso este espaço para falar de autores paraibanos, mas cumprindo a promessa que fiz ,há mais ou menos uns trinta minutos, aos meus alunos (Estágio) do Estadual da Prata postarei hoje sobre um baiano, O poeta Castro Alves:


Em 14 de março de 1847 nascia na fazenda Cabaceiras, na Bahia, Antônio Frederico de Castro Alves, aos 12 anos perde sua mãe, dona Célia, aos 17 perde o irmão, José Antônio que se suicidou, aos 19 perde seu pai, Sr. Antônio José Alves. Fora isso, contraiu tuberculose, doença que mais tarde o levaria a morte, e, em um acidente durante uma caça atirou contra o próprio pé, tendo que amputá-lo mais tarde.
Mas a vida deste poeta não foi somente de desprazeres em 1863, quando publicou seu poema “Os escravos”, conheceu e se apaixonou pela atriz Eugênia Câmara (de quem foi amante) e, anos mais tarde ás vésperas de sua morte, apaixona-se pela cantora Agnese Trinci Murri.
Sua vida pública foi notável, no ano da morte de seu pai, 1866, ele conheceu Rui Barbosa com quem fundou um clube abolicionista, suas declamações em público encantava as multidões a exemplo da declamação de “Navio Negreiro” em 1868, em uma sessão solene. Em 1871 a tuberculose leva o poeta que, mesmo depois de morto continua falando através de seus poemas.
Como representante maior do Condoreirismo, Castro Alves adotou duas vertentes, a vertente Lírico-Amorosa e a vertente Social, esta última lhe rendeu o título de poeta dos escravos.



Vou parar por aqui! O restante vocês já viram na aula. Segue abaixo o link do poema Navio Negreiro que lhes recomendei a leitura:


Clique aqui: Navio Negreiro

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Efeito Telephone

- Bom dia, Gostaria de um DVD da Lady Gaga.
- Ah, estou sem, mas tenho este da Beyoncé!

Fiquei me perguntando, mas o que este cidadão quer dizer/fazer, será que se eu pedisse um DVD do Lula ele me viria com um DVD da Dilma ou ainda se eu perguntasse pelo DVD de Avatar ele me ofereceria o dos Smurphs [que saudade deste desenho].
Aquele sábado foi salvo por um espetáculo de ballet no teatro Rosil Cavalcanti, a primeira apresentação de um amigo (espero ir a outras). O domingo transcorreu sem maiores novidades: caiu uma leve e rapidíssima garoa, o meu time foi campeão estadual derrotando nosso arqui-rival, hoje, voltando da cidade de Caturité, me deparei com uma carreata de comemoração, incontáveis pessoas esquecendo de tudo em nome de uma paixão, entregando-se a recreação e esquecendo da miséria que é ser humano.
O que será que eles responderiam se eu pedisse um DVD do filme: O presente?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Quando eu crescer...

Como seria a vida de um psicólogo se o mesmo pudesse dialogar, no sentido literal do termo, com Freud? Pois bem, esses dias consegui contato com o principal teórico da semiótica da canção no Brasil. Trata-se do músico e semioticista Dr. Luiz Tatit. Simpático e atencioso o teórico se comprometeu a esclarecer pontos que, para mim, ainda estiverem obscuros em minha pesquisa e sinalizou certa alegria por sua teoria estar sendo útil.

Quando eu crescer quero ser igual a ele.

domingo, 9 de maio de 2010

Influenziado

Após semanas de reflexão decidi enfrentar a vacina contra a gripe H1N1. Afinal, participo de congressos em outros estados e, com minha contratação para o censo, estarei em contato com pessoas das mais diversas regiões.
Com um tanto de medo, fui ao Shopping Luiza Motta, em Campina Grande, onde estava instalada uma base do Dia D, enfrentei a fila...
Recomendo, o troço não dói, a reação varia de pessoa para pessoa e, após a vacina, é só não ingerir álcool por 24 horas (talvez a única coisa ruim da vacina).
Enfim. Tomem a vacina ou morram com uma simples gripe [sem pressão].

sexta-feira, 7 de maio de 2010

De volta!

Bem, como se pode perceber, não tive como postar durante esta semana a respeito de minha estadia no Garden Hotel, em virtude do treinamento dos supervisores do IBGE.
De volta a minha casa, retomo a rotina de um estudante universitário em ano de conclusão de curso e, na segunda-feira, supervisor do Censo 2010. O treinamento ocorreu em um nível altíssimo. Oferecendo, além de todas as instruções necessárias para o inicio dos trabalhos, um conforto fora do comum a mim e aos meus pares.
O hotel é simplesmente deslumbrante: serviço de quarto eficiente, boa comida, tranqüilo, além de seus salões anexos, muitos dos quais fazem parte do Centro de Convenções Raymundo Asfóra [este, integrado ao hotel].
Durante o treinamento me tornei conhecido como André de Caturité (Uma vez que existia mais de um ser na sala com este nome eramos destinguidos pelo nome da cidade na qual trabalharemos). E, após o assalto que houve na Agência do banco do Brasil desta cidade, passei a ser chamado de André de Caturité do Banco assaltado.
Enfim, conheci muitas pessoas com as quais pude trocar experiências e, acima de tudo, considero-me [dentro de minhas limitações] preparado para o trabalho...

E que venha a segunda-feira!



Ps: O hotel é maravilhoso, mas é excelente estar de volta à minha casa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bem,

A partir de hoje minha residência oficial é o Garden Hotel, em Campina Grande. Em virtude do treinamento para a operação censitária de 2010, passarei uma semana por aqui, convivendo com outros supervisores, estudando minhas obrigações dos próximos seis meses e vivendo o glamour de estar hospedado no melhor hotel de minha cidade.

Desta vez, tenho a oportunidade de iniciar do início, tendo acesso a este treinamento tão necessário para um bom trabalho no município para o qual fui aprovado. Espero ter tempo de, todo dia, postar detalhes de minha estadia por aqui, por hora, vou tomar banho e trocar de roupa, esta noite teremos uma palestra, uma espécie de aula inicial.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sem camisa

Aproximadamente 16:00h, estávamos em sete, almoçando em um bar no Recife. O detalhe é que havíamos chegado à cidade às 09:45 da manhã, e gastamos 85% deste intervalo procurando o alojamento no qual passaríamos os quatro dias do EREL. Enfim, em meio ao almoço um dizer na parede me chamou atenção: "Não atendemos sem camisa".
O bom senso nos ajuda a interpretar, mas em se tratando de alunos de letras, certamente não seremos censurados se lançarmos a questão:
São as garçonetes que sempre atendem de camisa ou o termo “Sem camisa” individua tantos quantos quiserem ser atendidos sem camisa?
A Mara ainda levantou o questionamento: Se for sem short eles atendem não é? O problema é a camisa!
Gozado, tosco, mas foi um dos melhores momentos do “evento”.

sábado, 10 de abril de 2010

Semana de Humanidades

Bem...

Ainda me recuperando do EREL, mantenho o foco na Semana de Humanidades, da UEPB, à ser realizada no campus da cidade de Guarabira, terei minha primeira publicação com o corpus de minha monografia.
O trabalho chama-se: Com você por perto eu gostava mais de mim: Disjunções e Não-Conjunções na música de Legião Urbana. Nele realizo uma análise semiótica em três peças do Grupo brasiliense nas quais a presença de estados disjuntivos e não-conjuntivos alteram os estados psíquicos dos seus respectivos actantes.
É apenas o início, mas pretendo focar os artigos, daqui por diante, na mesma temática. Amadurecer idéias e, enfim, crescer...

domingo, 4 de abril de 2010

Vadú

Acabo de chegar de Recife, o EREL ocorreu sem maiores problemas, nele pudemos crescer na área além, é claro, de crescer enquanto pessoa. Não vou postar, agora, nada relativo ao evento, mas sim um curto comentário à respeito de um fato de que tive notícia.
Conversando com duas meninas de Cabo Verde fui informado de que o cantor Vadú, fora vitimado há alguns meses em um acidente automobilístico na Ilha de Santo Antão. Fiquei meio que transtornado, é triste ver alguém perder a vida aos 33 anos de idade. E ainda mais quando se está começando a fazer sucesso nos demais países de idioma luso.
Creio que a música de Cabo Verde esteja hoje um pouco mais triste, dirijo à estes meus pêsames por seu irmão ilustre.

domingo, 21 de março de 2010

Anais do EREL 2009

Após quase um ano saiu a publicação dos Anais do EREL 2009. E, para minha surpresa, confeccionaram uma publicação eletrônica e sem ISBN. Solicito aos outros organizadores de eventos que, sempre que forem publicar anais sem ISBN, ao menos o façam em versão impressa. Pois, assim, poderei subtrair um pouco de minha raiva, rasgando-os.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Vocês verão!

A pequena chuva de Domingo e as nuvens que povoam os céus campinenses desde quarta-feira denunciam o fim do Verão, marcado oficialmente para este fim de semana. Nunca aguardei tão ansiosamente o Outono, na verdade aguardei ansiadamente qualquer coisa que se opusesse a este verão tão rigoroso [O que morreu de gente idosa Brasil à fora não está no gibi] .
Não me lembro de uma estação tão quente, o que me faz pensar no seguinte agravante: “Será que nosso inverno será tão rigoroso quanto o verão?”. Só nos resta aguardar, curtir o Outono e rezar direito para que não ocorra o que ocorreu na famosa Súplica Cearense.
Ah... E no caso do Outono de Campina Grande vale, também, observar os Ipês que dona Silvia Cunha Lima espalhou pela cidade durante as gestões de seu esposo à frente da prefeitura. Pouca coisa nesta cidade é tão linda quanto os mesmos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

EREL 2010 - Recife

Malas quase prontas... Hoje recebi a Carta de aceite do trabalho à ser apresentado, no Encontro Regional dos Estudantes de Letras, em parceria com Aline Mendes. Trata-se de um estudo do discurso do ex-deputado paraibano Raymundo Asfóra, no qual, o mesmo, homenageia o lendário Argemiro de Figueiredo. Há quase um ano apresentamos, em Feira de Santana-BA, um trabalho cuja temática era a crítica sócio-política na poesia de Jessiêr Quirino. Apesar de ‘minha pesquisa’ se limitar ao estudo de Legião Urbana, sempre que posso, tento levar ao conhecimento da comunidade acadêmica o que é produzido na Paraíba. Tarefa que fica menos complicada por conta das parcerias.

Confesso-me ansioso, a única coisa que me incomoda é a expectativa do calor, afinal se minha Campina está quente... Calcule Recife! Mas conhecer novas pessoas, estreitar laços com às que já conheço e fazer contatos acadêmicos com certeza faz valer a pena qualquer calor...[ao menos à baixo de 45º].

Torço para que a organização obtenha êxito, principalmente no que se refere a segurança, alimentação e na organização acadêmica propriamente dita. A demora nas publicações em alguns desses eventos tem perturbado amigos de outros estados. Enfim, confio na capacidade da UFPE, então vou estudar, pôr bastante Doflex e filtro solar na mala e aguardar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A+

Meu sangue é A+, agora esta afirmação parece fácil. Mas nem sempre foi desta maneira. Nove horas da manhã: Estou no Shopping Cirne Center aguardando a minha namorada, a qual, uma vez chegando, me acompanhou ao laboratório, chegando lá, pegamos nossa ficha e sentamos até que a mesma aparecesse no painel. Estava com certa coragem até que uma criança, no colo da mãe, iniciou seu espetáculo lacrimal (musicado com seus gritos de: "quero tirar não mãe", que eram cada vez mais constantes) até que a enfermeira apareceu na porta e disse:

- André Luis

Congelei! Mas em fração de segundos o menino e a mãe se dirigiram ao local da coleta (Aquele com o choro ainda mais escandaloso). Passei a invejar o pequeno André, ao menos o sofrimento dele estava por se acabar, ao menos ele podia gritar de medo sem ser censurado pelo olhar coletivo... Ficha 193 – Chegando no balcão sou informado de que o valor que a enfermeira me dera no dia anterior era apenas metade do exame, sai de lá indignado e fomos para casa almoçar. De lá telefonei para o laboratório Centro de Diagnóstico, onde fui informado do valor do exame e que não fechava para almoço. Não deu outra, 12:30 estávamos lá.
Em menos de quinze minutos fizemos minha ficha e tirei o sangue, não perdi o medo de tirar sangue, mas, resta o consolo de que nunca mais o farei com esta finalidade.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tipo sanguíneo (medo de seringa)

Havia duas pendências que eu precisava resolver até a sexta-feira, uma delas era abrir uma conta corrente, outra era descobrir meu tipo sanguíneo. A segunda atividade é com certeza a mais simples, pagando uma taxa que varia de R$ 8,00 á R$ 15,00 se tem o resultado em aproximadamente uma hora. Seria mamão com açúcar se eu não tivesse problema algum com agulhas. Isso mesmo, tenho aversão a agulhas, injeções e aparatos do mesmo grupo. Tive notícia de um exame dessa natureza no qual somente um pequeno furo no dedo seria suficiente para obter o resultado, pena que, dentro de minhas posses geográficas e financeiras, só disponho da boa e velha seringa.
Abri a conta hoje com todas as vantagens que se possa imaginar, mas... tenho até as 15:00h de amanhã para ser furado... [nem venha com conversa, o braço não é o seu].

Contratado

Assinamos o contrato. Agora só nos resta esperar a convocação para o treinamento e passar a atuar. Este ano a coisa parece estar melhor organizada, o que gera expectativas de um censo de qualidade cada vez melhor. Espero sair desses com novos amigos e novas histórias esdrúxulas para contar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ficando velho

Este fim de semana fui à tradicional Festa de Nossa senhora do Desterro, padroeira de Boqueirão, onde minha família, praticamente, se iniciou. A festa não é mais nem sobra do que foi outrora. O público cada vez mais escasso, em grande parte por conta das atrações que refletem cada vez menos o gosto dos chamados “freqüentadores de festas”. O jeito foi me divertir ao meu modo. Sentamos em uma barraca por trás da igreja [antigamente este local era mal-falado nos 5565 municípios brasileiros] e, entre um gole de Coca-cola e outro ouvíamos a filosofia festeira daqueles que passavam à exemplo da brilhante frase: “Prefiro um ‘murro’ na cara do que uma ‘capacetada’”, não vou comentar isso.

Na manhã seguinte fomos ao açude Epitácio Pessoa, mesmo sem saber nadar é uma das visões que mais me atrai. Estar em família, estar, digamos, em casa é melhor do que atrações faraônicas em festas fantásticas [devo estar, de fato, ficando velho...].

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Primeira trilha do ano

O que fazer em um dia de domingo, no final das férias, no interior paraibano? Bem, no final do ano passado conheci o ambientalista Aramy Fabrício, que desenvolve vários projetos na área de preservação ambiental na comunidade de Fagundes [separada de Campina Grande por 24 Km].
Entre tantas atribuições Aramy atua como guia de Eco-Turismo, dando todo o apoio logístico aos trilheiros que, por ventura, se aventurarem a desbravar as subidas e descidas fagundenses.
Graças a empresa de ônibus, só pudemos desembarcar em Fagundes às 09:00 da manhã, logo encontramos nosso guia e iniciamos o passeio propriamente dito caminhando em direção ao Caverna Bar, um bar construído sob a pedra.
De lá subimos até a famosa Pedra de Santo Antônio, passando por paisagens belíssimas a exemplo da Barragem que abastece parte da cidade. Após isso, fomos até uma bica que, segundo o guia, traz água da serra os 365 dias do ano [isso quando o ano não é bissexto], só nos demos conta de que havíamos caminhado oito quilômetros quando o guia nos deu esta informação, visto que a paisagem e a assessoria que nos foi dada por Aramy abrandaram a distancia.
Após isso, estudaremos a possibilidade de voltar por lá mais uma vez. Na certeza de uma trilha irada.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Histórias subversivas

Sempre fiz questão de manter um padrão no meu blog, evitando postar palavras de baixo calão, porém acordei meio que transgressor hoje e, em uma conversa com minha namorada e uma amiga, lembrei de duas histórias as quais sempre quis postar, ai vão as mesmas:

História 1

Em um culto de uma determinada igreja em uma determinada praça o mestre de cerimônia ao chamar um bêbado à frente para 'aceitar Jesus' disse:
- Nós vamos orar por você, peça a Deus o que você quiser que Ele vai lhe dar – Nisso ergueu o microfone para o bêbado que sem cerimônia alguma realizou seu pedido.
- Uma 'nêga' bem gostosa pr’eu comer!

História 2

Uma professora, conhecida minha, se vê diante de um problema. Resolver uma briga entre dois alunos e pergunta:
- Porque você bateu no seu colega, Fulano?
Ao que Fulano respondeu:
- Esse... Só por que eu peguei na bunda dele, ele pegou no meu cú!


Peço perdão, afinal este é um blog de família e espero que fique a lição: Não dê a palavra a crianças e bêbados... Ah, as historinhas são verídicas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Lula, o filho do Brasil

As férias são curtas, entretanto são tempo suficiente para se assistir todos os filmes do Cine Multiplex. Além disso, nos decidimos por uma matemática interessante: Avatar [nem pensar], Sherlock Holmes [lotado], A princesa e o sapo [ainda não estava em cartaz], ou Lula, O Filho do Brasil [era isso ou voltar para casa]. Bem, não voltamos para casa! O filme revela idiossincrasias da vida do Sr. Luís Inácio, causando uma identificação no espectador, fatos trágicos como a morte de sua primeira esposa e filho (Durante o parto), assim como fatos como a consolidação de sua liderança junto à classe trabalhadora.
Só acho curioso o fato do filme ser lançado no início de 2010, ano da sucessão presidencial, homenagear os grandes homens da nossa nação é uma obrigação, porém sem deixar margem a se imaginar outras cositas deveria ser o amior medo daqueles que fazem nossa cultura cinematográfica.
Em tempo: O BNDES liberou um milhão para a gravação de um filme a respeito do mensalão. Será que ele entrará em cartaz em outubro?
Vai saber!
Recomendo o filme do Lula, dês de que seja assistido como qualquer outro filme, e devo advertir aos desavisados de que ele não morre no final.