quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ficando velho

Este fim de semana fui à tradicional Festa de Nossa senhora do Desterro, padroeira de Boqueirão, onde minha família, praticamente, se iniciou. A festa não é mais nem sobra do que foi outrora. O público cada vez mais escasso, em grande parte por conta das atrações que refletem cada vez menos o gosto dos chamados “freqüentadores de festas”. O jeito foi me divertir ao meu modo. Sentamos em uma barraca por trás da igreja [antigamente este local era mal-falado nos 5565 municípios brasileiros] e, entre um gole de Coca-cola e outro ouvíamos a filosofia festeira daqueles que passavam à exemplo da brilhante frase: “Prefiro um ‘murro’ na cara do que uma ‘capacetada’”, não vou comentar isso.

Na manhã seguinte fomos ao açude Epitácio Pessoa, mesmo sem saber nadar é uma das visões que mais me atrai. Estar em família, estar, digamos, em casa é melhor do que atrações faraônicas em festas fantásticas [devo estar, de fato, ficando velho...].

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Primeira trilha do ano

O que fazer em um dia de domingo, no final das férias, no interior paraibano? Bem, no final do ano passado conheci o ambientalista Aramy Fabrício, que desenvolve vários projetos na área de preservação ambiental na comunidade de Fagundes [separada de Campina Grande por 24 Km].
Entre tantas atribuições Aramy atua como guia de Eco-Turismo, dando todo o apoio logístico aos trilheiros que, por ventura, se aventurarem a desbravar as subidas e descidas fagundenses.
Graças a empresa de ônibus, só pudemos desembarcar em Fagundes às 09:00 da manhã, logo encontramos nosso guia e iniciamos o passeio propriamente dito caminhando em direção ao Caverna Bar, um bar construído sob a pedra.
De lá subimos até a famosa Pedra de Santo Antônio, passando por paisagens belíssimas a exemplo da Barragem que abastece parte da cidade. Após isso, fomos até uma bica que, segundo o guia, traz água da serra os 365 dias do ano [isso quando o ano não é bissexto], só nos demos conta de que havíamos caminhado oito quilômetros quando o guia nos deu esta informação, visto que a paisagem e a assessoria que nos foi dada por Aramy abrandaram a distancia.
Após isso, estudaremos a possibilidade de voltar por lá mais uma vez. Na certeza de uma trilha irada.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Histórias subversivas

Sempre fiz questão de manter um padrão no meu blog, evitando postar palavras de baixo calão, porém acordei meio que transgressor hoje e, em uma conversa com minha namorada e uma amiga, lembrei de duas histórias as quais sempre quis postar, ai vão as mesmas:

História 1

Em um culto de uma determinada igreja em uma determinada praça o mestre de cerimônia ao chamar um bêbado à frente para 'aceitar Jesus' disse:
- Nós vamos orar por você, peça a Deus o que você quiser que Ele vai lhe dar – Nisso ergueu o microfone para o bêbado que sem cerimônia alguma realizou seu pedido.
- Uma 'nêga' bem gostosa pr’eu comer!

História 2

Uma professora, conhecida minha, se vê diante de um problema. Resolver uma briga entre dois alunos e pergunta:
- Porque você bateu no seu colega, Fulano?
Ao que Fulano respondeu:
- Esse... Só por que eu peguei na bunda dele, ele pegou no meu cú!


Peço perdão, afinal este é um blog de família e espero que fique a lição: Não dê a palavra a crianças e bêbados... Ah, as historinhas são verídicas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Lula, o filho do Brasil

As férias são curtas, entretanto são tempo suficiente para se assistir todos os filmes do Cine Multiplex. Além disso, nos decidimos por uma matemática interessante: Avatar [nem pensar], Sherlock Holmes [lotado], A princesa e o sapo [ainda não estava em cartaz], ou Lula, O Filho do Brasil [era isso ou voltar para casa]. Bem, não voltamos para casa! O filme revela idiossincrasias da vida do Sr. Luís Inácio, causando uma identificação no espectador, fatos trágicos como a morte de sua primeira esposa e filho (Durante o parto), assim como fatos como a consolidação de sua liderança junto à classe trabalhadora.
Só acho curioso o fato do filme ser lançado no início de 2010, ano da sucessão presidencial, homenagear os grandes homens da nossa nação é uma obrigação, porém sem deixar margem a se imaginar outras cositas deveria ser o amior medo daqueles que fazem nossa cultura cinematográfica.
Em tempo: O BNDES liberou um milhão para a gravação de um filme a respeito do mensalão. Será que ele entrará em cartaz em outubro?
Vai saber!
Recomendo o filme do Lula, dês de que seja assistido como qualquer outro filme, e devo advertir aos desavisados de que ele não morre no final.

Caturité, ai vou eu!

Parece que trabalharei em mais uma operação censitária, com a vantagem de ter acumulado experiência, uma vez que trabalhei em 2007 na mesma região, e de ter a oportunidade de começar do começo, pois em 2007 só entrei após decorridos dois meses de censo. Caminhar por aquelas ruas, rever aquelas pessoas e reviver todas as amizades que conquistei naquele município será uma benção divina.
Obter a média 84, me deu o direito de ocupar o cargo de Agente Censitário Supervisor (ACS), que tem por função orientar e supervisionar o trabalho dos recenseadores.Esta conquista, acima de tudo, me dá forças para continuar lutando em 2010 e acreditando que, nas palavras de Mr. Obama, “sim, nós podemos”!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Entre os escombros

Uma vez Chales Xavier [aquele mesmo dos x-men que parece com o Herbert Viana] afirmou que: “É incrível o que é possível construir a partir das cinzas da catástrofe”. Dentre as imagens chocantes da catástrofe no Haiti, vejo pessoas solidárias a exemplo do empresário brasileiro que foi para lá ajudar na remoção dos escombros dizendo que caso salve uma vida já valerá a viajem. Finalmente sinto um pouco de orgulho do país em que vivo. Sim, os soldados que voltarão mortos para o nosso país estavam em missão de paz e não eram odiados pela população. Esses sim podem ser chamados de heróis brasileiros (Diferente de outros exércitos que perdem seus homens em guerras vãs).

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

2010 - O ano

Inicia-se 2010, talvez, para mim o ano de maiores desafios, até então. Preciso, em um ano, tomar decisões que afetarão toda minha vida, e, o pior, ouvindo doutores em tudo dando sugestões absurdas [alguns sem habilitação para tal]. Mas que importa minha vida! É ano de copa do mundo e teremos uma oportunidade sem precedentes de conhecer uma África diferente da que estamos acostumados a ver na televisão. E a África do Sul, por sua vez, terá uma oportunidade impar de “vender o seu peixe” [ainda passo uma semana no continente africano...].

E as eleições Estadual e Federal? Lula transferirá seus mais de 80% de aprovação para o seu sucessor? O PSDB conseguirá uma estratégia para eleger José Serra? Sobre a eleição no meu Estado não ouso nem levantar questões, pois não caberia na postagem. Enfim 2010 parece não ser só um grande ano para mim, mas para toda a nação brasileira. Em todos os casos posso dizer como o sábio Salomão: “Pese, Deus, em balanças fieis a mim e a meus adversários e dê a justa paga a cada um de nós”. Será que todos quantos se digladiarão em 2010 podem dizer isso?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Bebamos vinho, troquemos abraços e dancemos...

Se inicia mais um ano!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Inconstante é a mãe

Toda criança deveria praticar artes marciais, elas lhes plotam valores os quais são muito úteis ao longo de uma vida. Minha Esperança... À tenho de volta, ao menos em parte, tudo isso por me lembrar de uma frase do meu Sensei Antônio Carlos da Costa Nascimento. Certo colega de treino, após ser prejudicado pela arbitragem machucou seu adversário, ofendeu o árbitro...
No dia seguinte o Sensei deu-nos uma lição que trago para todos os campos de minha vida até hoje: “quando aquele que arbitra lhe prejudicar é o momento em que você tem que ser ainda melhor. Para vencer seu adversário, a si mesmo e a arbitragem”.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

[Des] esperança

Hoje, conversava com uma pessoa “vitimada” pela não-lisura de determinado processo, após longo discurso criticando tal postura ouvi um surpreendente:
- Ah, mas isso é justo... – Seguido de uma argumentação infame defendendo a institucionalização do erro.
Se isso não destruiu minha semana foi o suficiente para diminuir determinadas esperanças que eu alimentava.

Artefato

Após assistir 2012: o ano da profecia. Íamos para casa, quando passávamos pelo viaduto Elpídio de Almeida, um artefato atingiu a janela do lado contrário ao que estávamos sentados, como a janela foi quebrando aos poucos suspeitei de tiros e em um lapso incomensurável de tempo me baixei, ao olhar com uma expressão facial de censura o fato de minha namorada ainda não ter se baixado, vi pelo seu ar de riso que se tratava de uma pedra. E o paranóico era eu...


Ps: recomendo o filme, mas tem outro, homônimo, no mercado que foca mais a questão religiosa, enfim, assistam os dois e se preparem para 2012, será que dará tempo ser realizada a eleição para prefeito?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Raymundo Asfóra

Raimundo Yasbeck Asfóra nasceu em 26/11/1930 em Fortaleza (CE) formou-se pela faculdade de direito do Recife, tornando-se depois professor de criminalística desta Faculdade e da Faculdade de Direito da Universidade Regional do Nordeste. Ingressou na política ao se tornar Presidente do Centro Estudantil Campinense. Foi Assessor do Ministro João Agripino no Governo, depois eleito Deputado Estadual e Federal e Vice-Prefeito de Campina Grande de 1977 a 1983, pelo PDS. Eleito Vice-Governador na chapa de Tarcisio Burity, cometendo suicídio em 1987, não chegando a ser empossado. Destacou-se como poeta, e exímio esgrimista da palavra, proporcionando discursos lendários. Como este trecho que hora transcrevo, em sua despedida da Câmara dos Deputados:

“... sei que devo deixar a tribuna e, mais que a tribuna, esta Casa. Pudesse permanecer pela memória dos meus discursos, mas, não! Foram efêmeros demais, sequer para a lembrança de um dia. Porém, que importa a duração das coisas, se elas sempre perecem? Basta a certeza de haver estado aqui, lutando em favor do povo brasileiro e levando comigo novas e fraternas amizades”.

Restam ainda, palavras de outros a respeito de Asfóra:

“Uma voz talhada para as grandes assembléias. Sabe jogar flores e sabe jogar dardos” – José Américo de Almeida

“A voz da Paraíba que me deixou a pensar” – Jânio Quadros

“Um orador assim não pede a palavra, ela se oferece” – Assis Chateaubriand

“Tem o poder verbal de encantar serpentes” – Carlos Lacerda

“Nunca Campina Grande subiu tão alto. Força das asas de Asfóra – Virgínius da Gama e Melo

Resta-me, como paraibano, lamentar esta grande perda e refletir: Como estaria a Paraíba se... [...Mas a história não admite “se”, não é mesmo?] Mas uma coisa é certa, quanto a sua efemeridade, creio que o tribuno estava errado, uma vez que continua encantando leitores deste país tão carente de referências.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vasco da Gama

Hoje recebi correspondência da Embaixada da República de Angola no Brasil (de quem agradeço a presteza e sensibilidade para com minha causa), dentre tantas outras coisas vi um belo residencial e empresarial sendo erguido pela Odebrecht (Ah! Ainda trabalho na Odebrecht), somente uma palavra é capaz de defini-lo: Incrível! Sempre imaginamos os países africanos como pobres, entretanto é inegável que a extração de minérios dentre outras fontes de renda tem financiado alguns desses países melhor do que algumas regiões do Brasil. Confesso que tenho certa curiosidade em refazer o percurso de Vasco da Gama (não á segunda divisão, mas rumo às Índias), conhecer culturas que ajudariam a m0ontar o quebra-cabeça cultural brasileiro, mas, devido a falta de recursos, no momento me comunico com embaixadas e a Odebrecht levanta obras faraônicas.

domingo, 4 de outubro de 2009

Domingo?

O que fazer no Domingo de manhã em Campina Grande quando não há eleições, formula 1 e Domingo no Parque? A pergunta não é das melhores de se responder, principalmente quando não se acha mais graça no Domingo no Parque, não se põe fé no Rubinho e se perdeu a razão de fazer militância. É o jeito apelar para o bom e velho SESC, um quarteirão antes já encontrei pessoas de biquíni, como que passeando sob uma orla. Alguém me advertiu quanto a ser chato fazer passeios sozinho, ao que respondi que isso é praticamente impossível em se tratando de Campina Grande, não deu outra! Chegando lá não vi, antes fui visto por, dentre outras pessoas que conheço, um casal amigo, com quem me instalei... Conversa agradável e descontraída que entre um pseudo-mergulho e outro me fizeram esquecer o mundo fora daquelas paredes. Enquanto estava lá, pensava quanto somos bobos, pular em um espaço com água felizes como se não tivéssemos dívidas... Esta é, enfim, a função da recreação.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Trilha do Dia da Independência

Após um longo período de desejo, finalmente consegui organizar (em parceria com Rômulo) uma expedição à Cachoeira do Pinga, localizada no município de Lagoa Seca, vizinho a Campina Grande. Via Lagoa Seca temos duas opções uma trilha de Nove e a uma de Sete Km, qual a menor? Com toda certeza a de Nove! A de Sete Km conta com um pequeno obstáculo, um cidadão que, entre o quinto e o sexto quilometro, reivindica a posse da terra (incluindo a estrada) e obriga os trilheiros a voltarem ao ponto de partida. Nem preciso dizer que trilha tomamos, quem apostou na do senhor simpático acertou, mas não voltamos ao início da bifurcação, cortamos caminho por estradas intermediárias e, em meio a belas paisagens, encontramos uma família a ponto de desistir de chegar à cachoeira (contentes com um pequeno curso d’água no qual brincavam). Creio que nossa presença os deu forças para a caminhada, que após mais alguns Quilômetros se converteu numa das mais belas vistas que a natureza já me proporcionou.

Nos divertimos, nos fotografamos, fizemos piadas infames com aquele que esticou nossa trilha, e voltamos para contar a história, cada um com seu hematoma, entretanto mais apaixonados pelas belezas naturais de nosso estado. Vamos domingo?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Enfim SUS

Após todo este carnaval (SUS), recebi uma ligação do serviço municipal de saúde avisando dá marcação de minha consulta com o especialista quase um mês depois – um de Junho (presente de aniversário de namoro). Caso se tratasse de algo grave (quem vai dizer que não é?) eu já havia morrido. Continua minha odisséia no SUS e há quem avise que os exames demandam mais burocracia do que me custaram as consultas, ou seja, em dois ou três anos terei meus diagnósticos ou meu atestado de óbito (vai saber).

terça-feira, 12 de maio de 2009

SUSpiro de alívio - SUS V

Hoje vi a luz no final do túnel: 10:00 horas estava eu em mais uma espera pela ficha de encaminhamento, às 13:00 anotaram meu nome e pude almoçar, antes de voltar para ser atendido às 16:40, sendo que o atendimento deu-se às 18:00. Pessoas engraçadas estavam na fila entre elas um senhor que me solucionou um mistério de onze anos, aos 14 anos de idade, voltando do futebol dei por falta de uma meia, este indivíduo comeu! O odor que ele exalava pelos lábios era semelhante a uma meia pós educação física. Após me ouvir, desta vez atenciosamente, a clínica geral, fez o que eu faria se trabalhasse no posto, me enviou para o especialista. Ou seja, amanhã, exatamente oito dias depois de minha primeira ida a Secretaria de Saúde estarei habilitado a fazer o que venho tentando dês de quarta-feira, falam em marcação de exames em coisa de meses. Espero dar sorte, por hora SUSpiro aliviado.
Ah, farei a denuncia, embora vã, antes da primeira pessoa marcar sua consulta já haviam dois nomes na lista, a funcionária disse que quem quisesse reclamar, procurasse a direção. Pátria que me pariu!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Meio aSUStado: SUS IV

Segunda-feira, primeiro dia útil da semana, dia de – dentre outras coisas – reiniciar minha cruzada pela saúde [o que numa manhã chuvosa é algo terrível], antes, porém, tive que ir ao Diretório Central dos Estudantes, visto que minha carteira [pedida na primeira remessa] ainda não chegou, meus dados foram reenviados e creio que em oito dias estarei habilitado a pagar meia passagem [e meia-entrada no cinema], de lá fui ao posto de saúde do centro da cidade [onde creio que já sou conhecido] e lá [às 10:00 hs] recebi da simpática moça a notícia de que a culpa da morosidade dos serviços do SUS é minha. Explico: Segundo ela os dias em que atendimento se dá ao meio-dia são Terças e Quartas-feiras, o que de imediato me remete as alternativas: 1 – A informação de quinta-feira foi me passada errada; 2 – Eu sou imbecil e não entendi a correta informação dos atenciosos funcionários do SUS [como sei que todos os leitores desta porcaria hão de atribuir a mim o erro, então o SUS é quem está certo e eu errado]Certamente a culpa das pessoas que morrerem na fila do hospital, da gripe suína, da feira da prata ainda não está pronta e das ruas de Campina Grande estarem esburacadas também recairá sobre mim... Não sei se volto amanhã ou se me submeto a humilhação de pedir dinheiro para uma consulta particular... Quem viver verá!

sábado, 9 de maio de 2009

SUS-penso = SUS III

Nos últimos dias tenho imaginado que o povo brasileiro passa por certa mutação, o Sistema Único de Saúde não tem atendido as pessoas para que estas desenvolvam anticorpos e, assim, estejam imunes a certas doenças. Técnica louvável do governo que se preocupa com aqueles que mais precisam.
O governo acredita que, inclusive, com o tempo, pernas e braços quebrados se regenerem sozinhos e então, crie-se uma geração de militares perfeita, aliás o governo tem se preocupado mesmo com a questão militar, pois faltam cadeiras nas salas de aula para que as pessoas se habituem a assistir aula de pé, falta comida, pois numa guerra a comida é escassa...
Quanto a mim, mantenho suspensa minha odisséia pela conjunção com minha saúde, ao menos até segunda.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Só JeSUS = SUS II

Atendendo o conselho da simpática funcionária que me instruira no dia anterior a ir ao meio dia de hoje, almocei às dez da manhã e fui para o posto de saúde às onze, lá chegando fui informado por outra funcionária simpática de que o atendimento de meio dia só existe nas segundas e quartas-feiras, nas terças e quintas a marcação de consultas se dá no período matutino e na sexta não há a marcação de consultas, deve ser a folga dos médicos, ou seja, [cerveja] só na segunda-feira.
Não sei se vou segunda ou se apelo para outros métodos [lícitos], enfim... Torno a postar qualquer novidade.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

SOS = SUS I

Como todos os seres humanos preciso ir ao médico [as vezes nem acredito que sou deveras humano], a consulta em um consultório particular é, com, certeza, mais eficaz, o atendimento é melhor dentre outras coisas. O valor da consulta valeria a pena se não houvessem os exames [as vezes desnecessários do ponto de vista do senso comum], o que fez com que eu recorresse ao plano de saúde com o maior número de associados chamado: Sistema Único de Saúde.
Como sou alfabetizado conheço ao menos as especialidades básicas, jamais levaria meu filho de seis anos a um geriatra [antes que me perguntem, não tenho filhos], por exemplo, muito menos procuraria um urologista para resolver um problema de cárie.
Chegando aos representantes do SUS, disseram que para eu consultar meu especialista teria que, antes, ir a um clínico geral para ser encaminhando. Não pude marcar neste mesmo lugar com o clínico geral, por conta de.. sei lá, por que quem inventou o sistema queria que não fosse lá.
Fui, cheio de esperanças, ao lugar onde encontraria o clínico geral, uma moça muito simpática me disse que retornasse a partir do meio dia, cheguei ás 12:30, não havia mais vagas para hoje, ou seja só amanhã!
Acredito que quem criou o sistema quer que eu desista, e se eu não pagasse impostos desistiria, mas... depois posto novidades.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

We are Bahia... [é assim mesmo?]

Até aqui o dia tem sido meio engraçado, acordei disposto! Fui correr logo cedo ás margens do Açude Velho [Exatamente, peguei aquela chuvinha básica], a vida em Campina me atrai, as pessoas caminham como que desfilando, numa paz de dar inveja. Versos vinham a cabeça enquanto eu corria, infelizmente não os anotei, mas lembro que era algo parecido com: Quanto mais se corre, mas depressa a vida passa... [sei lá, aqueles cursos de memorização não funcionam], após cumprir uma missão transcendental e uma acadêmica, venho para casa aguardar dar 18:00, passo a semana santa na Bahia em compromissos 100% acadêmicos [ou 30%, vai saber?].
Enfim, que venham às 18:00 horas e que Thiago Rodrigues resolva atender o telefone!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Paixões

Hoje venci a preguiça matinal e fui correr ao redor do Açude Velho [cartão postal de minha cidade] e, refletindo sobre a religiosidade ocidental, via como somos relapsos em relação a mulçumanos e hinduístas. O fato é que, é como se, nossa religiosidade houvesse sido substituída, uma vez que certas paixões que movem o bom coração campinense são quase tão esdrúxulas quanto as paixões xiitas.
Hoje é o dia do chamado Clássico dos Maiorais [O time do Treze enfrenta o time do Campinense] e a única camisa que encontrei para o Cooper era a do Treze, fui caracterizado e logo na primeira metade da corrida fui saudado por um ser desconhecido com a camisa do Campinense: “Eita! É hoje”! Ao que respondi com um amarelo: “É, o bicho vais pegar”. Em dada parte da trajetória nem agüentava falar, quando um senhor [também desconhecido] Trezeano gritou: “É isso aí”, enquanto me fazia sinal de positivo.
As Paixões políticas também são violentas [no sentido visceral do termo], enfim se levássemos a religião à sério como levamos o futebol e a política o mundo seria melhor [Ou pior].

sábado, 10 de janeiro de 2009

Manipulação

Parte dos atributos que criticamos nas outras pessoas fazem parte de nossa constituição, o interessante é que nos outros eles parecem absurdos e criamos justificativas e teorias para tornar nobre o uso no nosso caso.
Uma das características mais recorrentes nas pessoas é o desejo de manipulação do outro. O que em suas entranhas esconde mais do que uma simples compulsão por mando, quando se tenta manipular uma pessoa se está cassando seu direito mais legítimo, no que tange a teologia cristã, que é o direito de liberdade de ação. Mais que isso, se está tendo a pretensão de governar um destino que não o seu.
Um fantoche não tem inteligência, vontade e sentimentos... Enfia-se a mão nele e com breves movimentos ele realiza o que nós queremos. E o que é manipular alguém se não julga-lo sem inteligência para decidir por si só, sem direito a exercer sua vontade e sem direito a agir conforme se sinta bem?
Ficamos chocados com crimes passionais como o da jovem Eloá, assassinada pelo namorado, mas isto é só uma manifestação do que fazemos a nossos filhos. Se olhássemos direito para nós a idéia de matar por amor, pareceria mais próxima do que absurda. Aliás, se olhássemos para nós, falaríamos menos e seriamos melhores pessoas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Férias

Esses dias pensava à respeito da tão reverenciada CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas], um belo trunfo de Getúlio Vargas é verdade, mas que beneficiou, inegavelmente, os trabalhadores brasileiros.
Mas entre tantas coisas que são esdrúxulas na Constituição Federal, pensei: será que o trabalhador tem realmente direito a férias? Não me refiro a “algumas empresas” da iniciativa privada que, “com seu impressionante poder de convencimento”, compram parte dos dias de descanso, mas da qualidade das férias que os vencimentos do trabalhador podem comprar.
Principalmente em nossa bela Campina Grande onde a única atração deste fim de ano foi assistir aos Ex-Celetistas [demitidos após as eleições] da prefeitura fechando a Avenida Floriano Peixoto em protestos para receber seus “direitos” [garantidos pela CLT].
Agora, se tomarmos o sentido etimológico do termo veremos que Campina sai, indubitavelmente, na frente. O termo feria, na Roma antiga, designava um dia em que não se trabalhava por questões religiosas.
Ficar enclausurado em casa parece realmente algo de fundo religioso. Parabéns pela Fé povo brasileiro!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Antônio Ivo Se Suicida

O Prefeito de Santa Luzia foi até a capital paraibana, entrando na Casa Civil, redigiu algumas cartas, entre elas uma dirigida ao governador e atirou contra seu próprio peito.
O que espanta é a serenidade que a correspondência aparenta, veja o texto na íntegra:

Cássio,
Que Deus esteja com você. Muita serenidade para enfrentar essas atribulações, é o que desejo. A verdade vai aparecer e toda a trama que foi montada para prejudicar você e o seu governo haverá de ser desmascarada. A verdade triunfará.
Caro amigo, chega. A vida se tornou um fardo muito pesado para mim. Não posso mais adiar uma decisão tomada já há algum tempo. É uma decisão extrema, estou consciente. Calmamente parto para este salto no escuro. É chegado o momento. Estou partindo rumo ao desconhecido, espero que Deus, o meu Deus, tenha piedade de mim, tenha compaixão do meu espírito.
Cuidei dos outros e esqueci de cuidar de mim e da minha família. Ao longo da vida, cometi erros ou fui levado a cometer erros, é verdade, mas não agi por maldade ou má-fé. Lutei sempre de peito aberto, acreditando nas pessoas, mas nem todas mereciam.
Espero ser lembrado pelo que fiz de bom e o que fiz pelas pessoas, como médico e como político. Que a lembrança que porventura tenham de mim seja pelo que fiz até ontem e não pelo ato de hoje. Lamento não ter podido fazer mais pelos mais necessitados.
Que a lembrança de mim seja um alento na vida dos que sofrem e na esperança dos que buscam uma vida plena, com saúde, com honra e com dignidade.
Ao amigo, um forte abraço. Tudo vai dar certo, a luta será difícil e desigual, mas você vencerá. A Paraíba sabe o que você fez; os que mais precisam sabem a grandeza do seu governo.
Amigo,

Abraços

Antonio Ivo

domingo, 14 de dezembro de 2008

Editais

Em parceria com a Casa do Cardeal está entrando no ar um novo blog à respeito de editais de concursos públicos, a nova coqueluche do povo brasileiro [inclusive minha], o site conterá comentários a respeito de provas, assim como downloads das mesmas e dos editais de concursos abertos. Mas a proposta, com o passar do tempo, é expandir para licitações públicas e concorrências em geral.
Enfim, torcemos para o sucesso deste novo blog, assim como reiteramos nosso apoio e ajuda naquilo que for necessário.
Confira:

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Bebeu água? Tá com sede?


A partir de amanhã a CAGEPA está autorizada a cortar o fornecimento d’agua dos prédios da Prefeitura Municipal de Campina Grande [com excessão dos hospitais e escolas], que tem uma dívida com aquela de 14 milhões de reais, engraçado é sair uma notícia dessas um dia depois do prefeito dizer que a imprensa [não especificou = generalizou] o está perseguindo. O medo que tenho em trazer tal notícia é ser tachado de "pessoa que de maneira perversa e maldosa tenta deturpar a realidade", como disse o prefeito daqueles que o criticam. Por isso nada comento, apenas perguntaria se este é o tal orgulho da gente

Não haveria vontade de se fazer um acordo? um parcelamento? Porque deixar a coisa chegar às vias judiciais?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O que dizer?

O que dizer de uma prefeitura[do outro lado do oceano] quem tem calendário de pagamento e todo mês anunciava o pagamento em todas as rádios endeusando o prefeito? Megalomania?
E o que dizer quando esta mesma prefeitura, uma semana após a campanha, começa a atrasar salários, cortar gratificações e dar férias coletivas a alguns funcionários?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Noite Amarela



Ontem a noite viu-se uma verdadeira festa nas ruas de Campina Grande [e demais cidades da Paraíba, como eu estava, por questões físicas, só em Campina...]. O Tribunal Superior Eleitoral acatou uma medida cautelar que manterá o governador Cássio Cunha Lima no governo até que se esgotem os embargos declaratórios [estes só poderão ser impetrados a partir de quarta-feira após a publicação do acórdão]. Embora a imprensa nacional, não entendendo o caso, tenha promovido um linchamento ao governador, o mesmo recebeu apoio da Cúpula nacional do PSDB, à saber: José Serra, Aécio Neves, Arthur Virgílio, Sérgio Guerra e até mesmo do ex-presidente FHC. Além de todos os governadores do Norte e Nordeste, senadores governistas como Paulo Paim e Cristóvão Buarque...
Agora, os funcionários poderão relaxar e não temer a volta daqueles que durante sete anos não deram um centavo de aumento nem assinaram um PCCR [Plano de cargos, Carreira e Remuneração] se quer, daqueles que foram incessíveis a greves de fome e mais de três meses de greve dos professores da UEPB.
Segundo os advogados de Cunha Lima, existem muitos erros no processo, estes serão rebatidos nos embargos declaratórios. Só posso dizer que a soberania popular foi respeitada, assim como o princípio da ampla defesa. Espero, agora, que seja respeitado o princípio da equidade [que não ajam com um peso e uma medida em Santa Catarina e outros na Paraíba]. Enfim, quem encomendou terno para a posse do candidato rejeitado pela maioria dos paraibanos, deverá fazer uma doação para um brechó de final de ano.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Questão de Higiene

Serviço de utilidade pública:
Aviso a todos os beneficiados pelo Restaurante Popular e pelas cozinhas comunitárias dos bairros e distritos de Campina Grande que seus estômagos entrarão em férias coletivas no período de 01/12/2008 à 05/01/2009.
A explicação da Prefeitura é que existe a necessidade de se fazer uma higienização, tal tarefa é considerada de alta complexidade e pede tal período de tempo. Não só os estômagos dos comensais de tais locais, mas também os servidores entrarão em férias coletivas. Não emitirei Juízo de valor sobre isso por uma questão de higiene.
Funcionários da Prefeitura: O prefeito, como cristão que é, não vos quer escravos das coisas materiais, nem escravizados pela usura, então não alocou, na LOA do próximo ano, recursos destinados a aumento do salário dos servidores.
Enfim... Nada digo contra essas coisas, afinal quem sou eu? Apenas os aviso, afinal nem a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura sabia do primeiro caso a que me referi.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Natoralmente

Nos próximos dias o Senador José Mananhão (PMDB) assumirá o cargo de governador (biônico) da Paraíba e seu suplente Roberto Cavalcanti (qual o partido dele?) assumirá uma vaga no senado. Isso muda toda conjuntura política do estado. Afinal quem será o candidato a Governador em 2010? será que o Sistema Correio de Comunicação continuará com sua incessável fiscalização ao governo do estado? E as bancadas, como serão os fluxos?
A única coisa que sei é que vi pessoas comemorando, mas vi muita gente chorando [não é figura de linguagem], gente que dês da constituinte de 1988 se orgulha de um de seus mais ilustres conterrâneos. Enfim... que vençam os Romanos e que tudo que os antecederam e que seja diferente deles seja pisoteado e jogado no esquecimento.
O que diriam Collor de Melo (AL), Mão Santa (PI) e Antônio Carlos Magalhães (BA) a nosso governador?
- Calma homem, a história não acabou...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eleições Turbulentas

Uma dos atributos de que me orgulho em ser detentor é minha imaginação fértil, sendo esta notável dês de as séries menos avançadas do ensino fundamental. Se existe algo que não consigo imaginar se chama: Eleição Municipal de Jerusalém.
Vai dizer que você consegue imaginar a panela de pressão do mundo chegando a um consenso, isso seria até possível uma vez que 65% da população é de judeus que, em tese, votam, na maioria das vezes, coesos. Difícil é imaginar a aceitação da vitória por parte dos 252.000 árabes que completam a população.
Em uma região onde a divisão entre política e religião é quase invisível temos dois candidatos que polarizam as eleições um deles é o rabino ultra-ortodoxo Meir Porush, o outro, que diz-se laico, Nir Barkat defende, como o primeiro, a anexação da parte oriental de Jerusalém, conquistada na guerra árabe-israelense de 1967 e declarada em 1980 pelo Parlamento "capital indivisível e eterna do Estado de Israel".
Enfim, esperamos que o próximo prefeito se preocupe em resolver as questões socioeconômicas da região e que, durante o pleito, não morra ninguém.
Para quem se espanta com eleições na Paraíba...

domingo, 9 de novembro de 2008

[Tirando o] Atraso II

Parece que o atraso dos salários dos servidores municipais de Campina Grande (menos de uma semana após as eleições que reconduziram Veneziano Vital ao cargo) é apenas a ponta do Icebearg. Sempre ouvi servidores reclamarem do atraso no repasse dos Vale-transportes, mas (na minha Ignorância) pensava se tratar de um problema logístico. Com a implantação do cartão Vale-Mais suspeitei que a questão seria resolvida, pois (na minha cabeça pequena) uma vez automatizado o serviço não haveria razão para atrasos, ou na pior das hipóteses imaginava que com o auxílio da tecnologia, os servidores municipais receberiam aquilo que lhes é de direito, visto que com ou sem atraso há um desconto de seis por cento do salário bruto de cada um.
Até a semana passada não havia visto o Sintab se pronunciar, bem, esses dias vi uma manifestação do Gilson – Presidente do Sintab – que transcrevo na íntegra:

“Todo início do mês é uma tortura para o trabalhador humilde da Prefeitura de Campina Grande, pois o Executivo não recarrega o cartão “Vale Mais”, que pelo atraso de mais de 22 dias poderia ser chamado de cartão da vergonha, da falta de respeito com o trabalhador, até porque ele não recebe de graça, é descontado do seu salário bruto 6% para ter acesso ao direito do vale-transporte”.
Enfim, foi preciso o atraso dos vale-transportes e dos salários para alguns notarem o atraso da...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

[Tirando o] Atraso

Certas coisas merecem uma reflexão o mais isenta possível de paixões partidárias. Vamos aos fatos: Em 2004 o prefeito Veneziano se elegeu em cima de um discurso que tinha como base as suas chamadas novas idéias em contraposição ao que ele chamava de grupo dos vinte e dois anos. Disse ele ter recebido uma prefeitura quebrada. Após um choque de gestão colocou a casa em ordem de modo a realizar obras de recapeamento e criar um calendário de pagamento para os funcionários.
Em 2007 escutei muitos fornecedores dizendo que não estavam recebendo. Mas o engraçado não é isso, o gozado é que menos de uma semana após a reeleição de Veneziano Vital o salário dos funcionários, aquele mesmo do calendário, atrasou. E a culpa, segundo a prefeitura, é dos prefeitos anteriores. Ao suceder a prefeita Cozete Barbosa ele colocou as contas em ordem, mas ao suceder a si mesmo gerou tal pandemônio.
Mas foi um seqüestro, dizem eles. E será que não havia como se programar? Pergunto eu! Ou estaria a equipe cuidando da prefeitura na base do improviso? Qual será a próxima desculpa? A Culpa deve ser da crise financeira, do Cássio, do Obama, do Pedro de Lara, do Chàvez...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sola Fide

Esta semana fazem exatamente 491 anos da Reforma Protestante, quando Martinho Lutero pregou suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, isto após pregar alguns sermões contra as indulgências. Em geral as propostas de Lutero visavam diminuir o cabresto que a igreja detinha sobre seus membros. O Deus pregado durante a Idade Medieval era um ser cruel que andava com um machado apontado para a cabeça de cada homem esperando o menor deslize para partí-lo ao meio. A salvação era fruto dos méritos humanos e como não temos lá muitos méritos... O homem Medieval vivia sobre constante tenção, sem a certeza de sua salvação. Lutero espalhou sua doutrina que veio a contagiar toda a Europa provocando o que se chamou de Contra-Reforma, que veio a ser uma reação da Igreja Católica Romana. A Doutrina de Lutero se baseava sobre cinco pilares: Sola fide (somente a fé); Sola scriptura (somente a Escritura); Solus Christus (somente Cristo); Sola gratia (somente a graça) e Soli Deo gloria (glória somente a Deus). Passados 491 anos não seria tempo de uma nova reforma? Ou ao menos de uma parada para reflexão do que tem havido esses anos na Igreja Protestante, sobretudo a brasileira?
A reforma protestante ela sobreviverá com ou sem o apoio destas!

domingo, 26 de outubro de 2008

Veneziano é Reeleito em Campina Grande (sem meu voto)


Terminam as eleições na minha cidade, aqui houve vitória do candidato à reeleição pelo PMDB Veneziano Vital do Rego Segundo Neto, filho do ex-deputado Antônio Vital do Rego e neto dos ex-governadores Pedro Gondim e major Veneziano Vital.
Agora, movidos pelas paixões aparecem centenas de analistas políticos atribuindo a vitória a isto ou a aquilo, a esta ou aquela falha nos bastidores, nos quais me incluo. Sendo assim a única análise que faço é que foi a escolha da maioria dos campinenses, esperamos, agora, grandeza de vencedores e de vencidos em torno de uma Campina melhor. Que a oposição fiscalize, o governo governe e o povo seja o vencedor.

Felix Araújo [Um Caio Graco paraibano]

Tenho evitado publicar poemas de outros autores, porém, publicarei este do grande líder político Felix Araújo, natural de Cabaceiras-PB, sendo assassinado em 27 de Julho de 1953 nas ruas de Campina Grande. destacou-se como orador, político, defensor daqueles que não podiam se defender e poeta. É pai do Ex-Prefeito de Campina Grande Felix Araújo Filho.

Meu Cáucaso
Cabaceiras- 1942

Moços felizes, para quem o mundo
É uma trama de sonhos e esplendores,
É a vida, o grande rio escuro e fundo,
Um tecido de fios multicores!

Ouço em vossas palavras um profundo
Entrechocar de risos e de flores
As asas do prazer em vôo fecundo,
Aleluias de crenças e de amores!

Mas quando invejo o vosso riso e canto!
- Eu que sinto no peito essa ferida,
Eu que nos olhos meus verto este pranto!

Rio, soluço e choro de aflição...
-Sou Prometeu no Cáucaso da vida
ferido pelas águias da ilusão.

sábado, 25 de outubro de 2008

Utilidade Pública


Aviso aos amigos etílicos de plantão, está proibida a venda de bebidas amanhã. Então encham suas adegas hoje o mais cedo possível. Mas se forem beber, lembrem da lei seca, afinal o que você imaginar de polícia está aqui em Campina, acredito que até a marinha fiscalizará a compra de votos no Açude Velho.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Nossa História

Para quem acredita que Campina Grande foi descoberta um dia destes, aí vai a lista dos prefeitos, em outras postagens falaremos das obras de alguns deles:

Francisco Camilo de Araújo - 2 de Março de 1895 à 7 de Janeiro de 1901; João Lourenço Porto - 7 de Janeiro de 1901 à 14 de Novembro de 1904; Cristiano Lauritzen - 14 de Novembro de 1904 à 18 de Novembro de 1923; Juvino de Souza do Ó - 23 de Novembro de 1923 à 23 de Maio de 1924; Ernani Lauritzen - 23 de Maio de 1924 à 13 de Dezembro de 1928; Lafayete Cavalcanti Correia de Melo - 7 de Fevereiro de 1929 à 20 de Dezembro de 1932; Antônio Pereira de Almeida - 20 de Dezembro de 1932 à 8 de Junho de 1934; Antônio Pereira Diniz - 27 de Junho de 1934 à 12 de Setembro de 1935; Bento Figueiredo - 12 de Setembro de 1935 18 de Dezembro de 1935; Vergniaud Borborema Wanderley - 18 de Dezembro de 1935 à 1 de Março de 1938; Bento Figueiredo - 4 de Janeiro de 1938 20 de Agosto de 1940; Vergniaud Borborema Wanderley - 20 de Agosto de 1940 à 1 de Março de 1945; Severino Gomes Procópio - 1 de Abril de 1945 à 6 de Novembro de 1945; Raimundo Viana de Macêdo - 6 de Novembro de 1945 à 22 de Agosto de 1946; Anfrísio Ribeiro de Brito - 22 de Agosto de 1946 à 11 de Outubro de 1946; Sabiniano Alves do Rêgo Maia - 14 de Março de 1947 à 30 de Outubro de 1947; Elpídio Josué de Almeida - 30 de Outubro de 1947 à 30 de Novembro de 1951; Plínio Lemos - 30 de Novembro de 1951 à 30 de Novembro de 1955; Elpídio Josué de Almeida - 30 de Novembro de 1955 à 30 de Novembro de 1959; Severino Bezerra Cabral - 30 de Novembro de 1959 à 30 de Novembro de 1963; Newton Vieira Rique - 30 de Novembro de 1963 à 15 de Junho de 1964; João Jerônimo da Costa - 15 de Junho de 1964 à 30 de Novembro de 1964; Williams de Souza Arruda - 30 de Novembro de 1964 à 31 de Janeiro de 1969; Ronaldo José da Cunha Lima - 31 de Janeiro de 1969 à 14 de Março de 1969; Orlando Augusto César de Almeida - 14 de Março de 1969 à 14 de Maio de 1969; Manoel Paz de Lima - 14 de Maio de 1969 à 15 de Julho de 1970; Luiz Motta Filho - 15 de Julho de 1970 à 31 de Janeiro de 1973; Evaldo Cavalcanti da Cruz - 31 de Janeiro de 1973 31 de Janeiro de 1977; Enivaldo Ribeiro - 31 de Janeiro de 1977 à 31 de Janeiro de 1983; Ronaldo José da Cunha Lima - 31 de Janeiro de 1983 à 1 de Janeiro de 1989; Cássio Rodrigues da Cunha Lima - 1 de Janeiro de 1989 à 31 de Dezembro de 1992; Félix Araújo Filho - 1 de Janeiro de 1993 à 31 de Dezembro de 1996; Cássio Rodrigues da Cunha Lima - 1 de Janeiro de 1997 à 5 de Abril de 2002; Cozete Barbosa Loureiro G. de Medeiros - 5 de Abril de 2002 à 31 de Dezembro de 2004; Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto - 1 de Janeiro de 2005 à 31 de Dezembro de 2008.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Futuro? Não interessa...

Esses dias, tenho vindo pouco por aqui, não pela falta de fatos, mas pela falta de tempo. Enfim: minha cidade está em chamas em virtude do segundo turno das eleições municipais, tenho notado, até com certo medo, grande hostilidade por parte dos eleitores de ambas as coligações, o que nos mostra que quanto mais modernos, mais nos aproximamos do rudimentarismo.
A crise econômica que atacou economias sedimentadas como a da Inglaterra [A Rainha perdeu milhões em aplicações], começa a dar sinais de que chegará a pátria que nos pariu, há quem diga que caso chegue terá envergadura maior do que a grande recessão de 1929, quem viver verá[espero viver sem ver]!
Acompanhamos o seqüestro e assassinato da menina Eloá, jovem que teve sua existência interrompida por um chamado crime passional. Agora, a imprensa fustiga a policia por não ter abatido seu algoz, a polícia por sua vez afirma que não teria como adivinhar o desfecho. Tudo em vão, a menina está morta. Resta a sociedade o consolo [vão] de saber que seus órgãos foram doados a outros.
Como se vê, muita coisa louca está acontecendo e eu mero espectador, de mãos atadas, tomo meu cafezinho no calçadão, olho tudo e para me iludir arquiteto planos de um futuro feliz...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Suicídio

Andando em minha estrada decrescente
Vivi todas as fases freudianas
Noites compridas de horas insanas
Marcaram meu tempo de adolescente

Hoje adulto e em amores descrente
Ainda atravesso as noites em claro
Agora com um ceticismo raro
Procuro razões pra seguir em frente!

Não encontrando caminho ou saída
Como sentir prazer por minha vida?
Como fugir do apego ao que é fugaz?

Quem sabe fazendo no pulso um corte
Beijando os carnudos lábios da morte
Enfim me venha de encontro a paz

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Parafraseando Jessiêr: "Coisas para se dizer Benzodeus"

Uma das maiores vaidades humanas é entrar para os anais da história, logo uma das maiores maldades que se pode fazer a alguém é retirar os nomes, daqueles que tinham legitimidade, do cânone.
Como fizeram a faraó Nefertiti [isto mesmo um dinasta egípcia do sexo feminino], violaram seu túmulo e descaracterizaram o seu corpo, numa tentativa de varrer sua existência da história. O gozado é que anos depois pesquisas provam a existência de Nefertiti, e o mais engraçado é que, como todos sempre tomam partido da vítima, ela é mais glorificada do que, provavelmente, seria se não a houvessem tentado usurpar.
Mas o caso mais esdrúxulo de que tenho notícia foi o do Papa Formoso que oito meses depois de morto foi desenterrado, vestido de papa, colocado em um trono, julgado e condenado por seu sucessor, Estevão VI.
Após o julgamento, Estevão rasgou as vestes, arrancou os dedos e arremessou o cadáver na rua, ordenando mais tarde que o atirassem em um rio. Estava destruída a história de Formoso?
Bem, as reações contra o papado de Estevão VI foram violentas, de modo que acabou seus dias encarcerado, morrendo estrangulado. E seu segundo sucessor conseguindo achar o corpo de Formoso, o devolve todas as honras papais e lhe dá um sepultamento digno de um Sumo Pontífice romano. [Como disse meu cunhado: “Por isso que chamam a Idade Média de idade das trevas”].
O interessante é que existem pessoas [políticos] que querem apagar os vestígios de seus antecessores, gestores incapazes de reconhecer o trabalho de anos para terraplanar as ruas que ele calça e calçar as ruas que ele asfalta.
Parece que algumas pessoas, que se julgam a própria quarta revolução industrial, ainda estão na Idade Média. Mas a História há de fazer justiça!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tá! Tiro o meu chapéu!

Esses dias estive acompanhando o trabalho da Justiça Eleitoral nas eleições de meu município. É inegável o empenho dos agentes em fazer cumprir a lei e o mais interessante, até onde pude ver, é o caráter educativo da atuação dos mesmos. Nos eventos das duas chapas que polarizam o prelo político campinense eles estavam lá. Desviando as motos e carros do percurso para que não caracterizasse carreatas ou motorreatas. Acompanhei atento um dos fiscais orientando certo eleitor para que não retirasse seu carro dali durante a passeata, fiscal este que agiu tão educadamente que prontamente foi atendido de bom grado.
É bom ver a justiça paraibana trabalhando em coisas que realmente importam ao invés de procurar pelo em casca de ovo, de modo que até seu mais ferrenho crítico tem que tirar o chapéu para seus agentes. Com toda esta fiscalização ainda vemos absurdos, calcule se não a tivéssemos...

domingo, 7 de setembro de 2008

Já podeis da pátria...

Hoje acordei com o toque do telefone [André, você não vem olhar o desfile cívico?], era o jeito ir... Após as 09:00 horas da manhã não tem mais muito o que se ver [do desfile], excetuando as mulheres semi-nuas, as crianças fazendo birra para seus pais comprarem cata-ventos verde-amarelos e seres distribuindo suas propostas de campanha [agora, sempre digo que meu título é de Teresina] tudo ocorreu sem maiores atropelos.
Infelizmente não vi as forças armadas, devido a hora, mas sempre é bom ver pessoas, bandas marciais executando músicas seculares e vendedores de algodão doce sem nenhum pudor se utilizando de joguetes psicológicos ludibriadores de crianças.
Será que podemos ver a mãe gentil contente?
Ah... A música se refere aos filhos, nós, enteados, certamente haveremos de conviver com a careta da pátria. Fazer o que?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Noite de são Bartolomeu - 24 de agosto de 1572

Para quem pensa que as morestes em nome de Deus são coisa de hoje, devo lembrar do aniversário de 436 anos de um dos mais cruéis conflitos religiosos de todos os tempos, onde aproximadamente 100.000 protestantes franceses foram assassinados. O engraçado é que a famosa Noite de São Bartolomeu ocorreu dois anos depois do tratado de Saint-Germain onde a rainha Chatarina de Médici e os Huguenotes haviam selado um acordo de não-agressão. Chatarina tentou assassinar o Almirante Gaspard e, não conseguindo, se enfureceu e então na manhã do dia de São Bartolomeu assassinou os principais líderes huguenotes, hostilidades estas que se espalharam por toda França resultando no número de mortes acima citado. O Papa Gregório XIII, jubilante com o “belo ato da coroa francesa”, mandou pintar um mural comemorativo, assim como cunhar uma edição especial de medalhas comemorativas à tal dia. Hoje, não haveria necessidade de tal conflito visto que o próprio movimento protestante tem atacado a sí mesmo atirando no próprio pé. Mas questionaria, quantas pessoas mais hão de morrer em nome de Deus?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Metamorfose

Eu vejo em tua vista mais opaca
Os ares violentos de um maníaco
E o ódio em seu sorriso demoníaco
Cortando o ar mais forte que uma faca

Já não mais te fartas por mais que comas
E assim caminhas em prantos eternos
Sentindo a dor em teus órgãos internos
E não há quem te veja os hematomas

Então tua alma tísica se cansa
De alimentar a falsa esperança
Que um dia acharás um ombro amigo!

Que trates de esquecer quem tanto amas
Deitando na mais doce dentre as camas
Chamada pelos homens de jazigo

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Volta ás [J]Aulas

Acabam-se as férias e o Festival de Inverno, retornam as aulas e a vontade de pular do Edifício Lucas. As primeiras com um certo saudosismo as últimas tendo como motivação apenas a pesquisa que ainda me empolga um pouco, este semestre dentre outras coisas engraçadas assistirei aulas também no período da manhã, visto que semestre passado, fui reprovado em uma disciplina.
Vão-se as férias, a paciência e o Festival de Inverno, sobram às dores de cabeça e as intermitências e doçuras da vida acadêmica [sim, também existem doçuras. Ah que doçuras!], mas o que não para um momento se quer é a preparação para o concurso do Tribunal de Justiça da Paraíba, o edital é meio louco, mas me parece valer á pena. Espero conseguir manter o ritmo até o final do semestre. Muito embora a idéia do Edifício Lucas não me pareça de um todo má.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Festival de Inverno

Muitos dizem que o teatro nasceu na Grécia, mas, muito antes dos gregos, a senhora Eneida Agra Maracajá já organizava seus espetáculos artísticos. Brincadeiras à parte esta notável dama paraibana tem sido de uma importância fundamental para o desenvolvimento da arte local. A prova mais visível desta relação é o Festival de Inverno [criado e organizado pela mesma] que na sua 33ª edição leva pessoas das mais variadas faixas etárias aos locais de apresentação ou como disse uma colega da universidade, dá à Campina Grande dez dias gratuitos de arte. Fui à abertura e vi um belíssimo espetáculo de dança, fora isso peças teatrais, exibições de curtas e muita música. Os espetáculos musicais acontecem à noite na Praça da Bandeira, até agora assisti os Shows de Mundo Livre S/A, que junto com Chico Science e a nação Zumbi idealizaram o movimento Maguebeat [sobre o qual escreverei depois] e da banda paraibana Cabruêra que já é quase indispensável ao evento, contando com dezenas de admiradores. As expectativas agora se voltam para a apresentação do grupo Teatro Mágico e para o encerramento com Cordel do Fogo Encantado, se meu humor deixar marcarei presença. Enfim parabéns à dona Eneida e parabéns à Campina Grande. Ano que vem estaremos lá novamente.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ave César

Poucas vezes na vida um homem se sente um César. Principalmente quando não se tem a auto-estima em níveis normais [uma pessoa dita normal sente-se no máximo um Marcos Antônio]. Mas hoje tive meu momento de César, ao sair do Banco Real, quando fui ao Calçadão da Cardoso Vieira, e, sentado em um de seus bancos observava os passantes [certamente meus súditos] e um rapaz engraxava os meus sapatos. Não me via melhor que ele em nada, inclusive acredito que ele tinha mais dinheiro no bolso do que eu, mas alguma interferência cósmica fez com que ele fosse o prestador e eu o contratador do serviço. Sem contar que em tal serviço, enquanto o clieente [ou César] fica sentado [em seu trono], o trabalhador [ou servo] executa sua tarefa, prostrado, lembrando os costumes feudais. Durante dez ou quinze minutos tive meu momento Caio Júlio César, mas temendo que o senado me assassinasse, resolvi voltar a mim e pagar os merecidos três reais do rapaz e saí de lá com os sapatos brilhando e com o ego novamente contraído.

domingo, 6 de julho de 2008

Pegaram o Pombo

Três eventos ocorrem todo ano: mortes de torcedores em campeonatos de futebol [talvez para relembrar os mortos nas arenas romanas], enchentes em São Paulo [Como uma forma de relembrar, talvez, o dilúvio noêmico] e greve dos Correios [Quem sabe, para celebrar... O aniversário de uma greve que nunca se acaba, apenas cochila]. A que mais me perturba é esta última, visto que parte de minha vida é resolvida por correspondência [não se preocupem, não utilizo os correios para tirar carteira de habilitação, se trata de encomendas]. Acredito que os negociantes dos termos de fim de greve são incompetentes, pois sempre deixam uma lacuna grande o suficiente para motivar a greve do ano subseqüente, a greve dos Correios já deveria fazer parte do calendário nacional de eventos. Se tal órgão houvesse sido privatizado duvido que passássemos por tal transtorno [Louco é quem diz isso perto de uma das agencias credenciadas].
O engraçado é ouvir o sindicalista protestar contra a corrupção, os mensaleiros a desmoralização de legislativo... [com o tempo ele protestará contra o aumento da SELIC, contra os uniformes dos agentes de limpeza, contra o regime Talibã, contra a Noite de São Bartolomeu...] Na verdade ele deveria, nesses termos, propor uma terceira revolução ditatorial. Com representantes deste quilate, o que temos a esperar são greves, anuais.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Intensos

Acaba-se o São João [deste tenho excelentes lembranças], e agora? Como as pessoas esquecerão de sua miséria? Que trabalham quatro meses por ano para pagar impostos que são mal aplicados? As pequenas efemeridades desta vida tornam o duradouro suportável uma vez que desvia um pouco nossa mente dele, mas o efêmero dissipa-se com a mesma velocidade que chega e o que nos resta é a mísera constância, ou como diria o poeta Taciano Valério “o opróbrio de uma vida sã”.
Ah, temos ainda este ano o prelo político, que ao invés de fazer com que pensemos sobre a constância, nos oferece, em troca de nossos votos, o efêmero. Depois disso, é encher a cara no reveillon, fazer promessas de iniciar uma dieta, trocar de emprego, trocar de carro, trocar de móveis, trocar de cônjuge e aproveitar o momento, vivemos numa sociedade que talvez nem saiba quem é Horácio e que quando fala em Carpe Dien se refere a uma marca de perfume, mas vive como se não houvesse amanhã, não pelo prazer de viver os segundos, mas pelo medo de pensar no tempo vindouro, então empurremos com a barriga e deixemos tudo para o ano que vem, afinal para que sair do planejamento? Que nos venham as festas e que esqueçamos nossa miséria, os impostos e de nosso famigerado futuro...

Cíclo

Creio que estou começando a relaxar agora, tive um final de semana meio atípico, fui a Recife, fazer as provas da Caixa Econômica Federal, fora os três ônibus que quebraram nada aconteceu de esdrúxulo... Hoje finalmente sei o que querem dizer férias acadêmicas, se bem que minha pesquisa os estudos para outros concursos em pauta [e a falta de recursos para uma viajem decente] não permitem que os músculos do trapézio se descontraiam. O gozado é que não é um investimento de retorno certo, se não fizer isso provavelmente serei mais um que se acotovelam nas filas do Bolsa-renda daqui há alguns anos, mas por um outro lado se tudo isso der, circunstancialmente, errado irei para tal fila. Maquiavel disse que a preparação sem a oportunidade é tão inútil quanto a oportunidade sem a preparação, então vou me preparando para agarrar a oportunidade, mesmo sem saber se a mesma passará. O que tenho a perder além da juventude? Dos melhores anos de minha vida? Do apogeu de minhas forças? Enfim, Juntemos dinheiro para comprar os remédios da velhice...

sábado, 21 de junho de 2008

Quem me dera ao menos uma vez...



Se nada der certo na minha vida eu, aproveitando os cabelos lisos e o sangue de minha avó paterna, me tornarei índio. Não, somente, pelo que diz a Rita Lee: “Viver pelado, pintado de verde, num eterno domingo, ser um bicho preguiça, espantar turista e tomar banho de sol”. Mas por ser tratado como o filho mais novo.
Ou seja, ter carta-branca para fazer besteiras, sem licitações, e ter a certeza da impunidade, sempre ouvindo: “Ah, mas o pobrezinho é só um... Índio”!
O que devem pensar a esse respeito os familiares de Ulisses Stefani, assassinado por índios em uma disputa de terras? O que devem pensar disso os familiares dos quatro mortos no Tocantins, assassinados por índios ao tentar recuperar um trator que aqueles haviam roubado?
Só está faltando mesmo o nosso brilhante governo criar o Bolsa-índio e Quotas para índios nas universidades públicas, dias atrás estive falando dos índios que atacaram o engenheiro da ELETROBRAS com facões, e o pior, a policia teve que permitir que os mesmos entrassem na palestra armados de facões, pois “o facão faz parte da cultura indígena”... Sendo assim, solicito aos índios que vão a uma audiência publica do Senado Federal armados de facões. Questionaria se os celulares que alguns deles andam fazem parte também da cultura indígena. Nada contra os índios, nem teria razão para tal, uma vez que sou neto de uma índia, mas tudo contra a violência desnecessária, tudo contra a impunidade, tudo contra passar a mão na cabeça de quem quer que esteja errado...
Não tenho certeza se terminarei meu curso, nem se meus investimentos darão certo, caso nada dê certo, procurarei uma tribo que me aceite.

Curta I

Ontem fui ao centro da cidade resolver umas coisas de minha mãe [ônus de ser o filho mais novo] e encontrei um amigo na porta do Hospital da Clipse:

- Tudo bem? – Perguntei eu
Ao que ele respondeu – Estou sim!
- Tens aproveitado o São João? – Insisti
- Homem, não me fale em São João para que eu não tenha raiva!
- O que houve? Casasse?
Disse ele – Você está louco, é só uma cirrose!

Agora pensarei duas vezes antes de casar [ou de ingerir álcool em demasia].

sexta-feira, 20 de junho de 2008

São João I

Sábado [amanhã fará oito dias] fui ao Parque do Povo acompanhado de meu amigo Thiago Leão, afinal é sempre bom distrair-se, encontrei alguns conhecidos [algumas meninas da faculdade passam por uma metamorfose ao tirar a farda], conheci algumas pessoas, amadureci algumas idéias [geralmente elas ficam podres antes que eu as execute]...
Paramos alguns instantes no quiosque do Tenebra onde ao som de Maracatu víamos as meninas que passavam... Enfim chaga a hora de voltar para casa. E o que tenho de novo? Dois números de telefone e um par de olheiras. Mas cá entre nós é bem melhor do que ficar em casa alimentando certas lembranças e pensamentos [hoje é Zé Ramalho e a prova final de LET 1].

terça-feira, 17 de junho de 2008

Café da Manhã

Hoje pela manhã saí para tomar meu café, na cabeça, as provas finais e o trabalho de Lingüística, meus passos, geralmente rápidos, eram diminuídos pela lentidão com que as pessoas desfilam no centro da cidade, a chuva nem caia com uma freqüência que justificasse a abertura de meu enorme guarda-chuva, nem me dava uma trégua, parando só quando eu me encontrava no Calçadão da Cardoso Vieira. Lá dezenas de engraxates saltaram sobre mim [porque sair de sapato social?], exércitos de vendedores de celular [que não recolhem impostos] vieram ao meu encontro, assim como meia dúzia de mendigos, ébrios e doidos.
Enquanto tomava meu café ouvia as conversas e acompanhava o movimento: Torcedores do Sport Recife iam à forra com os torcedores do Corinthias, prosélitos do governador atacavam o prefeito e o contrário também, o doido que canta requiem [pasmem, em campina tem mesmo isso] passou entoando seu belíssimo canto... E eu ouvindo tudo, remoendo meus problemas e imaginando se de fato eles não estavam certos e eu errado.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Seis Anos

Hoje fazem seis anos da morte de meu avô. É difícil não pensar nisso, uma vez que Seu Pedro sempre foi uma pessoa marcante. Ele era um homem de extremos, tanto as alegrias quanto às tristezas eram vividas na plenitude, o que em parte o envivecia, em parte o matava.
Sempre ouço histórias do jovem boêmio, do homem empreendedor, do ser de bom coração que ajudou pessoas, do líder, enfim de uma pessoa com virtudes e defeitos como qualquer outra, porém as virtudes a que me referi tornam-no imortal.
Espero ter a disposição para levar a diante o seu legado de trabalho e honradez [porque não o da boemia também].
Enfim, enquanto eu estiver vivo, não deixarei que seu nome seja esquecido, para que se saiba que vale a pena ter caráter.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Neo-liberalismo II

Esses dias, estive lembrando de uma leitura que fiz há alguns anos [meu cérebro funciona assim], lembrava de Utopia do Thomas More e de Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado do Friedrich Engels. E tentava imaginar uma sociedade comunista [não estou afirmando que tais livros são comunistas, mas vai dizer que não parece?]. Será que no mundo atual seria possível, como queria Rousseaul, castrar a vontade pessoal em favor da coletiva? Penso que não! Muito mais racional me parece a proposta do Addam Smith:

"Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter”.

Talvez pensando nisso, vantagens que podem obter, os paises “neo-comunistas” promovam uma verdadeira orgia com as contas públicas a exemplo do Chavez que vende petróleo abaixo do preço de mercado para seus pseudo-aliados, e, pasmem, doando dinheiro para o carnaval carioca.
Às vezes fico imaginando o estado pesado de Getúlio Vargas, será que todas aquelas empresas realmente faziam bem para o Estado? [Pelo menos o presidente tinha onde empregar seus correligionários]. O Totalitarismo era uma das principais características do Nazi-fascismo, situação esta que veio a ser modernizada com a passagem das estatais para a iniciativa privada. Esta, pensando nas “vantagens que eles podiam obter”, ofereciam serviços de qualidade, coisa que o Estado “em nome do bem comum” não fazia.
Não tenho intenção de desconstruir uma doutrina, mas na minha opinião o sonho Comunista é muito bonito, mas prefiro a realidade capitalista.

domingo, 1 de junho de 2008

Neo-liberalismo I

Sempre que se fala em Neo-liberalismo a primeira coisa que vem a cabeça é aquele demônio draconiano pregado na campanha contra FHC. Mas se olharmos com isenção veremos que o Leviatã não é tão assustador assim. O problema, no Brasil, não foram privatizações, mas a forma com que foram feitas. Vejamos o exemplo da Companhia Vale do Rio Doce que após a privatização é a maior produtora de ferro e níquel do Mundo, antes um cabide de emprego para correligionários dos detentores do poder, hoje uma referencia mundial. E as empresas telefônicas? Lembro que meu avô comprou um celular por uma fortuna, era status social, ele andava todo orgulhoso com aquele aparelho [menos discreto do que algumas armas] pendurado na cintura. Após a privatização qualquer ser pode possuir um celular [alguns acham pouco e possuem mais de um]. Uma pessoa certa vez me disse que a tecnologia ia chegar a todos de todo jeito mesmo, com ou sem as privatizações. Como minha bola de cristal está quebrada não dá para saber se isso é verossímil ou não. Mas fico imaginando, para que uma empresa monopolista e estatal iria se preocupar em melhorar seus serviços e barateá-los?
Com os grandes monopólios a livre-competição inexiste. Com a burocracia que é para se estabelecer enquanto iniciativa privada, a livre-iniciativa é só teoria. E sem livre-iniciativa e livre-concorrência não existe o neo-liberalismo.
As PPP’s [parcerias público-privadas] deveriam agregar a abrangência e gratuidade do setor público e a eficiência e qualidade do setor privado. Seria excelente se não fosse utilizada para driblar a lei de responsabilidade fiscal.
Enfim, o estado totalitário é pesado e retrógrado, mas moderniza-lo como fizeram no Brasil se torna oneroso. O problema sempre é o Brasil não é? Como disse um poeta punk na praça Clementino Procópio: "Este é o Brasil país do futebol, praia, bunda, samba e sol".

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ser normal - Programa de índio

Às vezes fico me perguntando se vale a pena ser somente um cidadão normal, existem legislações específicas para as chamadas minorias. Bolsas em universidades para os sem terra... Índios que não podem ser impedidos de participar de protestos com facões [uma vez que estes fazem parte da cultura indígena], o grande perigo é você ser um engenheiro, um proprietário rural ou um filho de um proprietário rural que quer entrar na Universidade.
Revoltei-me com o ataque dos índios contra o engenheiro da ELETROBRÁS, o tempo em que às coisas no Brasil eram resolvidas pela truculência foi vencido com a morte de Vargas e com o que se chama de redemocratização e é inadmissível uma conduta como essa, principalmente, daqueles que sempre são mostrados como coitadinhos da história brasileira.
Sou protestante, e durante a colonização dos Estados Unidos da América, se utilizando de armas de fogo os protestantes dizimaram os índios, fazendo das armas parte integrante da cultura protestante, estas são utilizadas dês de longas datas pelos mesmos que dês de a reforma partiram para um enfrentamento bélico e em paises como a Irlanda o conflito, Católicos vs Protestantes, ainda sobrevive até hoje.
Imagine se Protestantes e Católicos resolvessem entrar armados em uma Aldeia [armas e guerra fazem parte da cultura cristã, a exemplo das cruzadas] na luta contra os “infiéis”. Imagine um mouro na grande São Paulo querendo entrar no aeroporto ou num Shopping com dinamites amarradas ao corpo [a polícia não deveria intervir, pois isto faz parte da cultura do Islã]. Mas como nem protestantes, nem católicos e nem mouros são minorias, cabe a nós, cidadãos normais pagar a conta.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Um tempo à frente do seu homem II

Outra vantagem, de ter nascido em tempos anteriores, seriam os títulos de nobreza, ah nada me encanta mais do que esta espécie de distinção. Algumas vezes herdadas no sangue. Uma coisa é o cara bradar:
- Zé das Couves acaba de chegar – Outra completamente diferente é:
- O Barão José de Médici acaba de chegar
Creio que por esta minha paixão por títulos me auto denomino Cardeal Richelieu, político este que era primeiro ministro e duque além de clérigo.
Mas para satisfazer minha vaidade eu não precisaria voltar muito na história, pois de todos o título que mais me chama atenção é o de Interventor. A arbitrariedade com que o Interventor ocupa o lugar do deposto causa inveja nos homens e libido nas mulheres.
Seria interessante governar com intervenção mínima do legislativo [ditadura?]. Não é muito diferente de entupir a câmara com Medidas Provisórias.
Mas, já que não podemos voltar no tempo vamos derrubar a Amazônia para fazer palito de dente, afinal Marina Silva não é mais ministra do Meio Ambiente.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Um tempo à frente do seu homem

Esses dias tenho aparecido pouco por aqui. Em parte devido a uma espécie de esmorecimento, estou cansado de muita coisa. Será que ter nascido na Idade Medieval seria melhor?
Seria bom ser leal a um senhor feudal neste mundo onde não temos por quem lutar [algum gênio dirá: “por si mesmo”]. O que diriam se eu vos revelasse que sou meu próprio mouro. Aliás, somos nossos próprios mouros! Mas o fato é que faltam líderes, faltam objetivos, falta por que ou por quem lutar [adolescência tardia é a da sua mãe...].
E agora? Serei paladino de que? Qual minha bandeira? Como matar o mouro que me aflige sem cometer suicídio?
Ai Idade Medieval seria bom por a culpa no acaso, e não me importar com a miséria nem com a violência, pois matar mouros era orgulhar o senhor feudal e servir a Deus!
E agora? Bem, vamos esquecer tudo isso e aguardar o São João, afinal nossa vida fútil continua.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Função Fática da Linguagem [no banco]

Meus óculos só ficam prontos sábado, dá para imaginar a agonia que enfrento para estudar e escrever, porém não paro, não por paixão ao ofício, talvez por vaidade, não sei, Ronaldo Cunha Lima diria que eu faço isso “não por amor ao sacrifício, mas para que se mostre que não existe sacrifício para o amor”.
Meu programa matinal, hoje, foi basicamente o que toda pessoa normal sonha para uma manhã. Fila do banco real no DNVDFIB [Dia Nacional dos Velhinhos e Deficientes Físicos Irem ao Banco]. Irritei-me, não pelo atendimento prioritário a os outros [penso este ser legítimo], mas pela falta de prioridade em que estou inserido, enfim no Brasil a legislação sempre beneficia as minorias. Não existe uma lei que beneficie os Jovens normais da classe média [não venham se fazer de desentendidos].
Na minha espera, fui vítima da função fática da linguagem, uma televisão exibia desenhos animados. Um senhor risonho interveio dizendo:

- Bicho não fala, não é?
[O senhor é a prova de que sua tese é errada]
- Não, meu senhor!
- Tem umas pessoas que dublam esses bicinhos não é?
[Não, tosco, na verdade este seriado é gravado em Marte onde os bichos têm esta aparência e, pasme, voz]
- Tem sim, meu senhor
- E as crianças adoram, não é?
[Querido, só se foi no seu tempo, pois hoje as crianças adoram a TV senado e o Canal do Boi]
- De fato, adoram mesmo...

Daí seguiu-se uma conversa da qual participei sempre que solicitado [... Né?... Né não?], após algumas horas minha ficha aparece no painel, fiquei mais contente por poder levantar sem parecer grosso do que propriamente por ser atendido.
Não sei o que pensar disso tudo, mas penso que se meu humor estivesse melhor teria dado boas gargalhadas conversando com o Mr. Óbvio... [um cara desses deveria ter a ficha 40.000].

sábado, 3 de maio de 2008

Flash Back (isso se escreve assim?)

Quando olhamos para roupas que usamos na década passada pensamos: “Como possui algo tão ridículo”?... Às vezes isto se dá com ex-namoradas, posicionamentos políticos, cortes de cabelo... Enfim a eterna evolução e insatisfação do homem, esses dias observei umas antigas postagens de outro Blog que assinei até meados de 2006, publicarei um dos textos dele:

12 de março de 2006

Domingo, fui ao Shopping encontrar uns amigos e paquerar com livros e cd’s, dei umas voltas, paquerei algumas meninas, entrei na Livraria Cultura [minha preferida], por um momento pensei em Taciano Valério que alimentava a tara de roubar um livro, porém um certo pudor e as câmeras de vigilância interna oprimiam o rapaz. Fui as Americanas onde vi alguns cd’s que na próxima visita comprarei. E fui para o lugar do encontro [sempre faço hora para me atrasar um pouco para fazer o charme], todos estavam lá, rimos, contamos piadas e por alguns instantes esquecemos dos problemas cotidianos.
Uma cena, entretanto, chamou a atenção desse meu poeta interior, é engraçado como as crianças são espontâneas, um menino que aguardava o pedido na mesa ao nosso lado salivava olhando a lasanha que devorávamos.
Aquele olhar tarado e indiscreto me fez pensar na dissimulação adulta, imaginei o que seria da sociedade se déssemos vazão a nossa criança interior. Pascal dizia: “Se um amigo soubesse o que o outro diz dele na sua ausência, não existiriam senão quatro amigos na terra”. Pensei até no Filme: O Mentiroso, onde certo advogado foi condicionado a dizer a verdade durante um dia e “esculhambou” seus colegas de trabalho e seu chefe. Somos dissimulados, nunca dizemos 100% do que pensamos das pessoas, As pessoas gostam de ser lisonjeadas, então lisonjeamos. Gostam de ser elogiadas, então elogiamos. Fogem da verdade e tentam esconde-la, então mentimos e fingimos não ver o que cada um é.
A verdade é que crescemos e um pudor necessário para viver em sociedade, nos transformou em mentirosos, verdadeiros atores.
Sigamos na nossa dissimulação Machadiana.
Sim, a lasanha estava uma delícia



Se evoluí ou involuí quem saberá?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Argumentação sub-desenvolvida

Esses dias fiz uma visita ao Blog de meu amigo Tiago e li um belo texto a respeito Marcha da Maconha, intitulado A Marcha da Vergonha. O texto me fez pensar, refletir sobre alguns pontos que eu não havia refletido antes. Mas o que me chamou atenção foram os comentários dos leitores.
Nada contra os namorados de Marijuana, nem contra o fato deles discordarem, mesmo porque não concordo com o texto na íntegra, o que não reduz a excelente qualidade do mesmo.
Mas é incrível como as pessoas não podendo atacar os argumentos, atacam o argumentador. O mais interessante é que, atacando o argumentador se arrogam de ter respondido a seus questionamentos:

- Tal tonalidade de barulho é oriunda do atrito entre dois bastões de cobre...
- Você não entende nada de tonalidades seu imbecil!
- Qual o contra-argumento?
- Ah, você está equivocado e precisa se informar!

O pior é que artistas como esses tomados por uma Ilusão Voluntária, tem seu ego preenchido com tão pouco, na verdade preenchido com nada.
Outro ponto interessante é a mania de certos pseudo-intelectuais de chamar de alienados todo e qualquer que discorde de suas idéias. Fico imaginando o que diriam os intelectuais de verdade:

- Oi Voltaire Tudo bem? O que você acha disso?
- “Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”.

E com tais “argumentos” os “revolucionários” tem seguidores, quase tão “intelectuais” quanto seus mestres.
Ai Deus, como somos frágeis, Blaise Pascal dizia: "Somos tão vaidosos que não nos importariamos em morrer se soubessemos que todos do mundo lembrassem de nós para sempre, mas somos tão vãos que a atenção de meia duzia de pessoas nos preenche este vazio”.
Mas, comamos e bebamos no feriado e brindemos ao Brasil. Pátria que nos pariu!

domingo, 27 de abril de 2008

Domingo

Acordei na expectativa do grande prêmio da Catalunha, depois da largada confesso que não tive lá muitas emoções, só posso dizer que foi Massa ver Alonso se Ferrari.

Lembrei que hoje era dia de Domingo no Parque, fui dar uma conferida, meio chateado por já ser muito tarde, mas vendo o número de pessoas que chegavam simultaneamente a mim percebi que a vagabundagem matutina dominical [acordar tarde nos domingos]era generalizada.
Nos poucos minutos que passei no Parque [uns vinte minutos] percebi algumas dicotomias engraçadas: Mães cada vez mais jovens e com cada vez menos roupas, crianças cada vez mais espertas e menos educadas, pessoas com razões suficientes para estar chorando, mas cada vez com mais gargalhadas e com menos dentes...
Vi o bom e velho Tam, como sempre marcando presença nos eventos da Prefeitura, Vi o Chico da Tocha, entre outras celebridades de Campina Grande.
Houve distribuição de mudas e, pasmem, não eram trevos cor-de-laranja. Havia um belo palco e ao lado uma tenda com uma faixa bem visível: Crianças Perdidas [me questionei se as crianças realmente perdidas não eram as que estavam dançando o Creu no palco, mas...]. Enfim gente bonita, gente feia, capoeiristas, crianças, vendedores de algodão doce e eu [que nem sou feio, nem bonito, nem criança, nem capoeirista e nem vendo algodão doce...].
Na falta de mais detalhes paro por aqui, afinal as três últimas linhas foram terríveis.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dossiê II - Estrelando: José Maranhão?

Com essa até São Jorge caiu do andor. Temo comentar a respeito de determinados temas, isso por experiências amargas em períodos anteriores, mas não poderia deixar de noticiar isto em meu blog, para que não me processem postarei na íntegra a reportagem do Jornal do Brasil, na coluna Informe desta quarta-feira:

“Não se sabe quem foi o pioneiro no setor, mas essa história de dossiê para intimidar adversários transcendeu as paredes do Planalto. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral andam a passos calculados com a revelação de um deles: um ex-presidente de um banco estatal, expert no assunto, teria levantado dados contra dois da turma. O caso envolve o julgamento do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), suspeito de irregularidades na campanha de reeleição.Suspeita-se de um movimento político para tirar o governo de Cássio. O senador José Maranhão (PMDB-PB), segundo colocado na eleição de 2006, seria o beneficiado com o cargo. O advogado dele, Fernando Neves, teria confidenciado a um amigo o desejo de pular fora do caso antes que a toga pegue fogo. Os supostos dossiês seriam para forçar os ministros na decisão contra Cássio. "O povo está querendo criar um factóide", disse Maranhão à coluna. O senador admitiu que, há alguns meses, esteve no TSE, numa visita de cortesia a ministros, acompanhado dos presidentes do PMDB (seu partido), Michel Temer, e do PT, Ricardo Berzoini. Não por acaso, o vice de Maranhão é petista. Mas o senador garante: não fez mais visitas. E onde entra o ex-banqueiro nisso tudo? Ele é da Paraíba. Agora, cabe a pergunta: Por que a turma do TSE temeria um dossiê?

”Abre da coluna publicada nesta quarta na pág. 4 do JB

Deixo os comentários por conta dos possíveis leitores... Mas que isto - Caso se confirmasse - causararia pasmo até mesmo no Santo Guerreiro, ah Causaria!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Excentrismo

Ontem fui tirar uma xerox, para a professora de Português III [era o mínimo que eu podia fazer, depois de quase 40 minutos de atraso], encontrei um grupo de meninas conversando sobre a Micarande 2008 [quem manda falar alto]:
- Ah, vi você pegando 'uns cabinha lah'!
- E aquele traveco gritando ao lado dos camarotes você viu?
- Vi sim! Eu tava 'nos camarote'!
[sic]
È interessante conhecer pessoas com interesses e afinidades comuns, por mais esdrúxulas que sejam, é nisto que me perco por que não tenho pessoas que, dentro de uma mesma fase, goste das coisas como gosto e que sua excentricidade se encaixe com a minha.
Hoje mesmo estava assistindo o Jornal, quando ouvi uma voz me chamando, aflita. Corri para a cozinha me sentindo um herói medieval, a virgem estava presa e gritava por um herói, de repente eu chuto a porta e a derrubo assim como Ájax derrubou o Príncipe Eitor de seu cavalo com seu escudo [ambigüidade não é? O escudo de Ájax]. Ta bom, era vovó que estava presa no banheiro.
Mas sou de fato excêntrico, se eu fosse autista talvez fosse um bom pintor, matemático, mas como sempre ficamos no bom e velho limbo, longe dos extremos e esparramados na zona de conforto.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Segunda-Feira da verdade

Hoje o dia começou com uma neblina estranha, como se o próprio Sol estivesse de ressaca [que é que tem? o Mar pode ficar, por que não o Sol também], talvez conseqüência das cinzas de que falei na última postagem, enfim, a segunda feira que sucede uma festa é muito peculiar. Fui dar a volta minha de cada dia no Açude Velho, vi um bêbado com um isopor de quentinha na cabeça deitado de frente a Oficina de Aníbal [ainda fechada] de frente ao São Braz, vi os funcionários da serraria comentando gloriosamente as “gatinhas que tinham pegado”. Gente indo dar expediente de óculos escuros, o Hiper Bompreço quase vazio, os agentes de limpeza retirando os últimos resíduos da Via-Axé...
Parece que a vida recomeça a cada segunda-feira, como se tivéssemos dupla personalidade. A pessoa que você conhece bêbada, dançando o Créu no carnaval da Praia de Intermares é a mesma com quem você vai pagar uma disciplina durante o semestre, esta é a vida, em Junho tem mais...
Enfim, se querem saber, eles é que são felizes, pensar tem me tirado o juízo.
Viva a ressaca! Viva ao cartão de Crédito estourado! Viva a Bahia!

domingo, 13 de abril de 2008

Cinzas, mas em Junho tem fogueira...

Termina a Micarande [quer dizer, segunda-feira ainda tem Zé Pereira] e com ela o fogaréu do coração dos foliões deixa apenas cinzas. Este ano aconteceu quase tudo, tipo um comerciante que tomou a arma do assaltante e foi baleado no pé; as promessas de Durval de voltar no ano que vem em pleno Parque do Povo [para a alegria dos fans]; o estudante que foi esfaqueado dentro do Bloco Cerveja e Coco; a Alegria [com “A” maiúsculo mesmo] dos foliões ao som de Bel Marques, Ivete Sangalo [esta, segundo Roberto Michelle com cada “lapa de perna”] etc.
Todo evento é marcado pela violência, afinal, algumas pessoas saem de casa unicamente com a intenção de fazer o mal, mas no todo creio que [dentro do que se espera de Micarande] ocorreu tudo bem.
Mas e amanhã? Voltam às crises, volta nossa vida ao normal e nos joga na cara o quanto somos infelizes, pois como dizia Pascal “se fossemos felizes, não precisaríamos nos recrear, uma vez que nosso estado normal seria de alegria, sem precisar de estímulos externos”.
Mas, resta-nos brincar amanhã com o Zé Pereira e aguardar a fatura do cartão que no fim do mês trará a primeira prestação do abadá do bloco, [três noites pagas em seis vezes sem juros].
Enfim, vou parar por aqui, todo mundo deve ver e eu ser o cego...
Ah... São João vem aí!
Ai, porque não nasci na Suíça?

domingo, 6 de abril de 2008

Cuzcuz

Quando eu fazia a segunda série existia uma brincadeira, não muito sadia, mas responsável por nos ajudar gastar as energias infantes e a externar a violência inerente ao homem [homo homini lupus], tal brincadeira chamava-se Cuscuz, uma referencia a uma comida tão apreciada em nossos lares, que consistia em se fazer um bolo de terra e colocar [assim como no Cuscuz de milho] um objeto no meio geralmente um palito ou canudo. Cada um tinha sua vez de retirar uma porção da terra e aquele que derrubasse o palito era perseguido e agredido até chegar a um ponto de anistia previamente combinado entre os pequenos bárbaros.
Esses dias vendo umas fotografias de um açude que rompeu no meu estado, veio a memória este período de minha infância, pois, vendo o dano, a única explicação racional é que os poderes públicos estavam brincando de Cuscuz quando construíram o açude. È pena que o nosso Epitácio Pessoa sem manutenção e obras de desassoreamento não tem como armazenar tal água, chegando a mais de três metros a vazão d’água em seu sangrador... Muita chuva, muitos estragos e pouco armazenamento.
Este é o Brasil, pátria que me pariu!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Micarande I

Existe uma lei natural a qual satura todas as constâncias arremessando-as no rude desfiladeiro do obsoleto, nossa boa e velha Micarande não faz exceção à regra. Durante anos, a festa tinha sentido ou, na mais eufêmica das hipóteses, minha cegueira era menor, mas de fato houve um tempo em que a festa era menos violenta.
O que dizer de uma festa em pleno interior da Paraíba onde a música é baiana, os artistas são baianos, os empresários são baianos e, pasmem, até mesmo os assaltantes são importados da terra de todos os santos.
Dês de a morte do jovem Edésio Carlos dos Santos Júnior [assassinado dentro do bloco Spázzio], tenho alimentado um pouco de amargura á respeito do evento. Mas o caso Edésio ganhou notoriedade graças ao empenho de seus pais que durante alguns anos fizeram panfletagem durante a Micarande, mas quantos outros não foram assassinados durante o evento, isso para não mencionar os feridos a faca.
O tempo da Micarande está esgotado, o presidente FHC dizia que um dos maiores erros dos homens públicos é não perceberem a passagem dos períodos históricos e insistirem em estruturas saturadas.
Postarei novamente sobre este tema apresentando novos dados e soluções, afinal não sou um opositor provinciano.

Seis e Meia

Ontem fui prestigiar o famoso Projeto Seis e Meia, esperava que o show ocorresse com atraso, como de outras vezes o que inclusive lhe rendeu o codinome de Projeto Sete Horas, mas tudo ocorreu dentro da pontualidade, [18:35] Marcelo Lancelote abiu o show, com um repertório razoável e precisando praticar um pouco mais de acordeom, mas superou minhas expectativas.
Ás [07:45] Se inicia o show de Jessiêr Quirino, como sempre irreverente com seus causos e poesias que cantam o nordeste e encantam o Brasil, sempre contando com sua fiel plateia, que, diga-se de passagem, está cada vez mais heterogênea, velhinhos, rapazinhos, mocinhas com suas blusinhas mostrando suas barriguinhas, tatuagem(zinhas) e seus pearcings, casais de namorados, famílias inteiras e eu.
Isso tudo por oito reais [visto que sou estudante, pelo menos uma vantagem não é?], enfim, comprimento os poderes públicos por tal iniciativa, este mês teremos meu conterrâneo Chico César e mês que vem Arnaldo Anthunes, pena que não posso perder muitas aulas na Quinta à noite [lingüística e OTEC].

terça-feira, 25 de março de 2008

Cataclismo



Parece que as chuvas vieram umedecer de vez a terra paraibana, Cabaceiras [uma das cidades de menor índice pluviométrico do país] ficou debaixo d’água, após receber em dois dias a chuva que, em uma situação normal, não receberia durante um ano inteiro. Me chamou atenção [e de todo país] um desmoronamento em uma rodovia que conheço muito bem, a PB-148, que embora o Jornal Hoje teime em dizer que é em João Pessoa, eu afirmo, com conhecimento de causa, ser a estrada que liga Campina Grande a Queimadas, Caturité e Boqueirão, o trecho do ocorrido foi na divisa entre Caturité e Boqueirão, onde morreram a dona de casa Maria Bonfim Bezerra Silva, 36, e os filhos dela Renata Bezerra Silva, 13, Emanoel Bezerra Silva, 4, e Lucas Bezerra Silva, de apenas 11 meses. Os outros três ocupantes do carro tiveram apenas escoriações e sobreviveram.
Fontes afirmam que a ponte do distrito de Paulo de Sousa, divisa entre Caturité e Queimadas, está comprometida e há a forte possibilidade da mesma ruir.
Parece que não só os açudes sangram, mas também o coração dos parentes das vítimas imoladas pela falta de manutenção em nossas rodovias, enfim, não quero culpar ninguém, apenas registrar este fato e externar minha solidariedade a todos os direta e indiretamente atingidos por tais cataclismos.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Filha

O que faz uma pessoa desejar ter uma filha?
Sinceramente não sei, o ônus é enorme... Criar uma mulher nos dias de hoje parece mais complexo do que criar um homem. Mas um belo dia me deparei com a personagem de Érico Veríssimo, a Clarissa. E a partir de então penso muito em ter minha filha. Porque?
Não sei!


Clarissa
À minha filha ainda inconcepta

Se me amares, minha filha, se me amares
Perceberás dos meus olhares os lampejos
Cobrirás minhas mãos trêmulas de beijos
E me darás o mais puro de seus olhares

Se me amares, minha filha, se me amares
Perceberás, por tua causa, secos meus rios
Com paciência verás os meus tresvarios
Por mim, seus rios, desaguarão nos mares

Se me amares, sem tristeza e lacrimemos
Não deixarás para o meu fúnebre cortejo
O beijo grato e a oferta de flores

Pois terás feito tudo por mim, ainda em vida
Terás saudade, mas com a missão cumprida
Terás vivido, o mais lindo dos amores

quinta-feira, 13 de março de 2008

Cansaço Emocional

“Às vezes a agonia é tanta
Que rolando dos últimos degraus
O Hércules treme e vai tombar no Caos
De onde seu corpo nunca mais levanta”
(Augusto dos Anjos)

Como entender o cansaço?
Se for de ordem física, certamente um pouco de repouso tende a resolver, caso seja mental existem terapias medicamentosas, homeopáticas, fisioterapeuticas que resolvem (ou abrandam) tais canseiras. Mas e quando o homem se sente cansado sentimentalmente falando? Levando em consideração que tal moléstia altera os estados físico e mental, existiria cura para tal chaga?
Quando se sabe que não há solução para catástrofes iminentes e tudo que se tem a fazer é “das ruínas de uma casa assistir ao desmoronamento de outra casa”. Seria preciso ser um profeta para prever que um móvel, sem freios descendo uma ladeira em direção ao despenhadeiro tende a se esborrachar? Óbvio que é preciso apenas olhar e ver-se.
Padre Antônio Vieira dizia que para um homem se ver são necessários apenas visão, espelho e luz. Ou seja, somente sendo cego, estando em trevas ou não tendo espelho para não notar a frágil condição humana.
Quando vemos que tudo que cremos é frágil nossas forças se esvaem e o que fazer?
Penso que quando não se pode remediar uma chaga a única coisa a se fazer é sentir a plenitude de sua dor. O poeta Cazuza dizia que a dor esconde uma pontinha de prazer. Obvio que eu não acredito nisso, mas já que não dá para vencer o metal, sejamos como o Sândalo, arvore cheirosa, que não podendo resistir ao lenhador, perfuma o machado que o fere.
A existência terrena é algo muito pequeno, já que não podemos evitar os males que ao menos tentemos enfrenta-los com altruísmo.
De todo jeito:

“É natural que este Hercules se estorça
E que tombe para sempre nessas lutas
Estrangulado pelas rodas brutas
Do mecanismo que tiver mais força”
(Augusto dos Anjos)

sábado, 8 de março de 2008

Como seria um nazista Paraibano? [já sei a resposta dos partidarios do PMDB local]A pergunta é estranha, mas por esses dias tal existência foi comprovada. Um jovem, no interior do estado, proferiu um golpe de faca no rosto do colega de escola. E com o agressor foram encontradas mensagens de cunho Nazista, e pior, planejava um grande ataque para o dia do aniversário de seu mentor intelectual, Hitler!
Penso que ele se jacta de pertencer a raça pura [os paraibanos] e sai por aí atacando com sua Faca Peixeira todos que resistirem ao sistema que tenta implantar. Mas como sempre o país forte vence a guerra, penso que este ficará ou preso ou numa casa de repouso [eufemicamente falando] .
Será que ele chamava Hitler de Rita, ou pensava que o termo Judeu era uma acusação a alguma moça cujo apelido seria Ju ou que a suástica seria uma cruz com falta de manutenção... Agora entendo porque a igreja não gostava que certas pessoas tivessem acesso a leitura. Inda bem que um rapaz desses não teve acesso a o livro de São Cipriano, o livro Satiricom de Petrônio ou ao filme de Dr. Hannibal Lecter.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Tristeza

O que falar a respeito da tristeza?
È complexo dar definições a respeito de algo tão subjetivo, Renato Russo nos dá uma prova desta impossibilidade de definição: “Disseste que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira”. Augusto dos Anjos foi clássico ao dizer: “O quadro de aflições que me consomem, o próprio Pedro Américo não pinta, para pintar era preciso a tinta feita de todos os tormentos do homem”. Como definir o indefinível? Talvez com o grau de subjetividade de um poeta triste seja possível.
Imagine a agonia de estar amarrado á beira do mar no horário em que a maré sobe, imagine-se sangrando pelos poros e nada podendo fazer para estancar a hemorragia você torce e estica os braços de agonia deitado como o Homem Vitruviano. E mesmo assim não consegue externar tal dor. As lágrimas nos olhos são como as larvas vulcânicas, embora quentes a escorrer pela face são apenas a parte pequena do tectonismo. Pois o furor, e as temperaturas mais altas ficam escondidas, castigando o interior terreno.
Queres saber o que é tristeza?
Tomara que nunca saibas, pois só se sabe sentindo.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

We Are the World of Carnaval...

Bem, passou o carnaval e a terra recomeça a sua gravitação em redor do sol [pelo menos para o povo brasileiro], as promessas de parar de beber e de iniciar uma dieta passam a vigorar. Os concursos públicos [moda dos jovens brasileiros] prometem bastante movimentação para este pós-carnaval, o edital do INSS ainda está em aberto [até quarta... Espero que o site congestione e ninguém consiga se inscrever mais], mas o documento que mais tem tirado o sono dos concurseiros é o bendito edital da Caixa Econômica Federal, primeiro será publicado um somente para o Acre [este servirá de base de estudo para o seguinte] depois um outro Edital será lançado para o resto do país. Confesso que ando meio ansioso, afinal parece que a extinção da CPMF não prejudicou o lançamento de editais, nem a saúde [uma vez que conseguir fazer a saúde brasileira piorar seria uma praga apocalíptica], mas somente deu uma razão ideológica para se aumentar impostos e se criticar a oposição.
A mim, mero mortal, só me resta estudar para descontar o carnaval, que passei estudando, no ano que vem.... Quem me conhece sabe que isso é só força de expressão!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

17 dias

2008 para mim inicia bem, me preparo para o concurso do INSS, aguardo o início dos trabalhos acadêmicos, fora outras coisas que não vou mencionar.
Mas decorridos 17 dias do ano eleitoral já se começa a fazer especulações à respeito de uma eleição que mais parece uma prévia das eleições de 2010. Armando Abílio troca ataques com Cícero Lucena Filho e diz que não apoiará uma eventual candidatura de Efraim Morais, este último parece decidido a disputar o governo do Estado. Falam numa chapa encabeçada por Ricardo Coutinho, Ney Suassuna e Cássio Cunha Lima [quem será o tecelão à cozer esta fronha de retalhos?], E o prefeito Venezeano? Terá ele espaço no PMDB para disputar a vaga no Palácio da Redenção? José Maranhão abrirá mão da Vaga? Quem viver, verá!
Mas estamos em 2008 ainda! Venezeano Vital embora venha fazendo uma boa administração há de enfrentar uma grande batalha, existem dois nomes de peso na ponta da agulha tucana Rômulo Gouveia e Ronaldo Cunha Lima. Eu sendo ele, colocaria minhas tranças de molho e pensaria nesta eleição com mais carinho.
Lembrando que todo este quadro pode se modificar caso o Governador seja cassado, tem gente batendo bombo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

2008

Inicia-se mais um ano e estamos com aquela obrigação moral de fazer melhor do que o ano que passado... É sempre assim, após o Reveillon do Campestre [onde aprendi que: Na dúvida, a namorada do Lutador de Jiu-Jistu é a bonitona que está lhe paquerando e que a luz apagada da Have é para que você não note o rosto feio dos participantes] fiz uma introspecção, tracei metas e estou me esforçando por cumpri-las, mas por que esperar um ano inteiro para fazer balanço?
Não entendo, só sei que o fim das férias acadêmicas se aproxima e os concursos e congressos vêm com tudo e temos que ser fortes, e ainda, contar com possíveis intermitências.
No fim deste ano veremos se o saldo foi positivo ou não, agora é pôr a mão na massa e ter o cuidado de se errar que não sejam os mesmos erros de 2007.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz 2008

Fim de ano, para muitos apenas mais uma noite de sono, para outros um ritual, é inegável a melancolia que envolve esta última semana de Dezembro, afinal, pensamos nos planos não realizados do ano posterior, naquele regime que começaria no Feriado Universal do dia 1, nos estudos para o concurso que iniciaríamos tão logo passassem as festas, mas a verdade é que vislumbrar as coisas é sempre mais fácil do que lutar pela sua execução e nos sentimos fracos ao perceber isto, bem para evitar a melancolia ofereço músicas eletrônicas a minha cognição, sugerindo para mim um estado de euforia [bem uns bebem, outros cheiram cocaína, eu danço... posso?]...
Mas o fato é que devemos entre um gole, uma cheirada ou uma música e outra fazer uma introspecção e tentar criar um ano com menos erros, menos socos em pontas de facas. Ou caso contrário amanhã nos levantaremos da mesma forma [exceto pela ressaca].
Deixo para quem se aventurar a ler a frase do Pastor e Líder do movimento negro Martin Luther King: Eu também sou vítima de sonhos adiados e de esperanças dilaceradas, mas eu tenho um sonho”!
Bem desejo a meus leitores [meia dúzia de gente] uma 2008 de sucesso e felicidade no sentido mais visceral do termo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Esmola à Dulce

Estava lendo o edital do concurso do TRF, isso mesmo vou tomar vergonha e tentar me tornar funcionário público, bem no meio de minha leitura começo a ouvir Padre Zezinho ou sei lá que danado de padre era aquele [com todo respeito], repentinamente uma voz estridente começa a falar no microfone: “tenho 49 anos, sou um pai de família, trabalhei a vida inteira, peguei tanto peso que minha coluna estourou [não me perguntem como foi isso, pensei em várias possibilidades] e agora estou impedido de trabalhar, mas você que faz caridade pode me ajudar, estamos na época natalina contribuam... O brigado minha senhora Deus lhe pague”.
Pensei: "Simples... Ele se aposenta por invalidez, recebe um salário mínimo mensalmente, vende esta porcaria de carro por uns sete mil, investe num VGBL e vive tranqüilo até morrer”....[Como é fácil resolver problemas dos outros]
Mas será que ele se contentaria com R$ 400,00 por mês? Óbvio que não ele fatura muito mais com a boa fé alheia, que, aliás, no Brasil abunda.
Não ajudei, nem fiquei com peso na consciência, afinal cada centavo que tenho foi suado, acredito que alguns desses centavos suados exageradamente.
Bem se ele precisar de um serviço de marketing estou aqui, cobro barato. Que ele continue a pedir e que eu passe no concurso.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Acórdão é oxítona?

Porque todos os homens são iguais, sendo que uns são mais iguais do que outros...

AIME 7

Réu: Senador José Maranhão (PMDB)
Autor: Coligação Por Amor à Paraíba
Data do protocolo: dezembro de 2002
Data final do julgamento: 26 de fevereiro de 2007
Objeto: utilização do jornal estatal A União
Relator: Juiz Corregedor Alexandre Targino
Sessão presidida por: Desembargador Abraham Lincoln

Resumo do que disse o relator: “O mencionado jornal, em tese, tem como finalidade servir de veículo de divulgação de publicidade institucional de caráter informativo ou de orientação social dos atos, obras, serviços e projetos governamentais ... resta claro que as notícias veiculadas nos exemplares de julho de 2002 referem-se às informações pertinentes ao governador ... pelo que consta não há potencial lesivo suficiente ao desequilíbrio do pleito eleitoral”.
Voto: Pela improcedência da ação.A Corte, por unanimidade, acompanhou o relator, inclusive o juiz Carlos Eduardo Leite Lisboa e o desembargador Jorge Ribeiro.Interpretação: Em 2002, o jornal A União era uma simples publicação que passava desapercebida. Incapaz de informar ou interferir em um pleito eleitoral.

AIJE 251

Réu: Governador Cássio Cunha Lima (PSDB)
Autor: Procuradoria Regional Eleitoral
Data do protocolo: 30 de setembro de 2006
Data final do julgamento: 10 de dezembro de 2007
Objeto: utilização do jornal estatal A União
Relator: Juiz Corregedor Carlos Eduardo Lisboa
Sessão presidida por: Desembargador Jorge Ribeiro – voto de minerva

Resumo do que disse o relator: O magistrado falou durante cerca de duas horas. O corregedor deu destaque a fotos e notas em colunas sociais e comentários de colunistas políticos. Segundo ele, em várias publicações a imagem de Cássio é enaltecida, enquanto a do seu adversário denegrida. O juiz afirma que há potencialidade para desequilibrar o pleito.
Voto: Pela procedência da ação para cassar o diploma do governador e do vice-governador eleitos, aplicar a multa de R$ 100 mil e inelegibilidade por três anos.A votação ficou empatada em 3 a 3 e o presidente do Tribunal, Jorge Ribeiro, seguiu o relator.Interpretação: Em 2006, o jornal A União tornou-se um campeão de vendas e assinaturas, transformando-se no maior jornal do Estado e com potencialidade capaz de reverter qualquer pleito eleitoral

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Primeiro candidato a sómbolo da Confraria do War

A sociedade Confraria do War, já tem um primeiro candidato a símbolo oficial. Por medida de segurança seu autor deve ser mantido em sigilo, assim como os dos demais candidatos.

As espadas cruzadas representam, nas palavras de nosso desafeto comum, o beligerantismo da disputa, formando na parte inferior um triangulo maçônico. A parte superior temos o orbe terrestre sustentado pelas espadas, uma representação do prelo pela disputa mundial, como se a força bélica (armas) e ideológica servissem de bases para a conquista e equilíbrio terrestre.
O detalhe é que a imagem perdeu um pouco em qualidade uma vez que esta teve que ser reduzida para a hospedagem, mas dá para ter uma ideia da Original.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

E não é que a justiça vê!

Jurisprudência parece algo engraçado, pelo menos na infância me valia muito deste recurso, mesmo que involuntariamente. Sempre que me reclamavam alguma coisa errada eu buscava em meu arquivo pessoal se alguém já havia feito algo parecido e havia sido tratado de forma mais amena, e, mesmo sem me justificar terminava por receber tratamento igual.
Mas para a justiça de certo estado, em um determinado país isto não existe. Crimes cometidos num passado não distante são coisas normais e corriqueiras, mas “acusações” de coisas similares são punidas. Parece que não importa muito se a ação é crime ou não, mas sim quem a comete.
Resta aos habitantes daquele tal estado ao menos a certeza que sua justiça não é lá muito cega.

domingo, 11 de novembro de 2007

Prima Vera

Quando a primavera chegar não vão caber em minha casa mais pessoas do que as que nela estão hoje, as pessoas têm uma mania estranha de não pararem no jardim enquanto ele não tem flores. Não querem aguar, adubar, podar... Mas quando ele está florido, ah as pessoas querem entrar, sentar, levar flores para casa.
O incrível disso tudo não é o mal-caratismo dos “ladrões de flores”, afinal admirar crimes é fazer apologia aos criminosos e estes não merecem que se-lhes faça menção. O interessante é o trabalho incessante de pessoas que mesmo vendo as plantas secas conseguem trabalhar na esperança de ver o jardim mais belo. Pessoas assim só podem ter os olhos de Deus, uma vez que o Cantor kim disse com muita propriedade: “Nos galhos secos de uma árvore qualquer, onde ninguém jamais pudesse imaginar o Criador vê uma flor à brotar”
Não que meu jardim seja o paraíso, mas tomando emprestada a frase do apostolo João e adaptando-a ao meu discurso [conheço gente que faz pior, aqui é só para ilustrar]: “Ficarão fora os cães e as prostitutas”...kkkk

domingo, 4 de novembro de 2007

Parei de falar de política

Esses dias estava ouvindo a conversa alheia, habito comum nas instituições de ensino superior brasileiras, principalmente no intervalo entre uma aula e outra quando costumo tomar café com uns amigos, mas consigo dividir minha atenção entre os viciados em cafeína e os outros grupos. quinta-feira eram os “intelectuais de esquerda” [parece uma antítese, não é?], era interessante a atribuição dos critérios: suposta [visto que nada está provado] corrupção no Governo FHC quanto a emenda da reeleição é um crime digno de apedrejamento, mas o mensalão não. A Cassação de um governador tucano foi “o orgulho da Paraíba, visto que deu o exemplo”, mas a manutenção de pessoas no exercício do poder cujas provas contra si são vídeos também é justa. Quando alguém reclama das taxas de juros do governo Lula eles dizem “você é um reacionário da elite opressora que não quer que os pobres sejam beneficiados”, mas falam do arrocho fiscal do governo FHC sem levar em consideração as crises do México, de Hong Kong, da Argentina entre outras, isso para não mencionar os ataques ao World Trade Center, fato este que elevou o dólar a quatro reais e abalou a economia de todo mundo.
Tenho que parar com isso, vou deixar de falar de política, deixarei isto para os gênios de plantão.

sábado, 13 de outubro de 2007

Amor?

O que será que quer dizer o verbo amar? As novelas nos incitam a dizê-la com uma facilidade, como se o mínimo desejo fosse amor. Blaise Pascal dizia: “Se amarmos o corpo de alguém não amamos a ela, pois vindo a varíola levará a beleza deste e com este o amor, se amarmos a memória e o intelecto de alguém, não amamos a ele, pois vindo a esclerose fará com que o amor acabe”. Se não o que está dentro e o que está fora, devemos amar o que?
Putz, Não vou perguntar a Platão [nem aos alunos de filosofia] certamente ele tentaria me responder com perguntas, deixando-me com mais duvidas do que já tenho. Freud diria que é o desejo. Herman Hesse diria que é o desejo que atingiu a sabedoria.
Enfim você que lê responda, por favor, o que é amor?
Diria como Álvares de Azevedo que lavemos as nossas bocas antes de falar do amor, não nos metamos a falar daquilo que não conhecemos nem a essência, não maculemos o único sentimento puro que ainda há!

domingo, 16 de setembro de 2007

Questão de Idade

Mulheres e crianças primeiro! Quem nunca ouviu esta frase? Mas creio que aqui na Paraíba seja: “Velhinhos e crianças primeiro”. E quando a seca estava por vir estes foram embora. Pois segundo dados do IBGE em algumas de nossas cidades mais de 80% da população são eleitores.
As dez cidades em que a revisão foi determinada imediatamente pela Corte do TRE-PB, são aquelas que além de fazer parte da lista elaborada pelo TSE foram mencionados nas solicitações encaminhadas à Corregedoria. São elas: Poço de José Moura, com um percentual de 113,71% referente ao comparativo entre número de eleitores e número de habitantes; Bom Sucesso (97,19%); Cabaceiras (95,84%) [pasmem], Riacho dos Cavalos (94,52%); São Domingos do Cariri (91,58%); Emas (89,27%); Brejo dos Santos (87,15%); Cachoeira dos Índios (83,89%), Mato Grosso (81,46%) e Jericó (80,29%).

Creio que as pessoas se mudem para essas cidades em idade eleitoral e voltem para os locais de origem quando o voto passa a ser facultativo. Ou seria uma espécie de consciência cívica que incentiva os jovens a votar com 16 e as pessoas de idade a continuar votando? Vai saber!

Chumbo Grosso

Fui a convenção municipal do PSDB, vi muita coisa interessante as Cassietes [Tietes do Governador Cássio, sou meio cassiete mas não grito nem uso saias... Acho que sou um cassiôto, leia-se Casse Outro] com suas saias de tamanho inversamente proporcional a suas vozes estridentes. Estavam presentes a fiel militância tucana que dá um espetáculo em todos os eventos tucanos [muita gente para um domingo à tarde] o presidente da Assembléia Arthur Cunha Lima, os Deputados Federais Ronaldo Cunha Lima e Rômulo Gouveia. E o deputado estadual Romero Rodrigues entre outras lideranças tucanas, sem contar os ex-prefeitos Enivaldo Ribeiro e Felix Araújo Filho. E claro o Governador Cássio Cunha Lima. Este agora com um discurso mais duro e crítico a Prefeitura Municipal, atacou a administração de Veneziano Vital do rego Segundo Neto. “Onde estão às creches, uma em cada bairro que ele prometeu? Onde estão os Cajovens? Onde estão as novas idéias de que ele tanto falava? [...] O que se vê, na verdade, não são novas idéias, mas práticas antigas [...] A verdade é que a prefeitura não tem uma obra estruturante, o que ele fez foi recapear aquilo que um dia calçamos... Daqui a vinte anos o que hão de lembrar desta administração? Certamente, não será das creches, nem dos cajovens, diferente da administração de Ronaldo que onde se passa nesta cidade tem sua marca, diferente da de Enivaldo Ribeiro que abriu as grandes avenidas desta cidade proporcionando seu desenvolvimento, diferente de Félix, de Severino Cabral e de nossa administração que construiu o canal do prado e o de Bodocongó” disse Cássio.
E ainda disse que este governo é marcado por sua perseguição política.
“É por que o povo ainda não sabe o que se passa nos corredores da prefeitura” disse o Governador.
Pelo tom do discurso a eleição do ano que vem promete... Afinal Rômulo quer ser prefeito, Arthur quer, Romero quer e há quem diga que o grande trunfo pode ser a candidatura de Ronaldo. Se eu fosse o prefeito eu colocaria os caracois de molho.
Enfim, quem viver, verá!

Instinto

Alguns seguimentos da imprensa são como vermes ou urubus que se alimentam da desgraça alheia, ou ainda como uma erisipela que vive de estragar a epiderme dos outros. Estes na falta de fatos, os criam e já que não tem estatura intelectual para ascender tentam derrubar pessoas para que, subindo nas costas do cadáver consiga parecer mais alto. Não falo somente de seguimentos da imprensa brasileira, esta está em putrefação faz tempo [como posso não generalizar se uma maça podre põe a perder o cesto e neste caso não se trata de somente uma].
Os intelectuais luistanos pegaram pesado no caso Scolari, veja o que disse ator José Pedro Vasconcelos:
"Foi uma fraca exibição que culminou com um cena de falta de formação cívica, intelectual e moral. Um selecionador que agride a soco um jogador adversário deve ser despedido já", afirmou Vasconcelos”.
Com a manchete “Noite negra de Scolari”, o jornal A Bola diz que Felipão estava de “cabeça perdida” e que “furioso com a arbitragem agrediu jogador sérvio após o apito final”.
Uma foto de página inteira mostra a mão fechada do técnico na altura da orelha de Dragutinovic.
A reportagem intitulada “Noite de Tyson Scolari”, ocupa as páginas 2 e 3 e explica que “depois de levar uma palmada no braço, (Scolari) agrediu-o com um soco”.

Isso tudo levando em conta que ele não acertou o soco, imagine se acerta. Perguntaria ao Sr Vasconcelos o que é que instinto tem haver com intelectualidade. Creio que ser intelectual é xingar o adversário, certamente. O que será que um cara desses diria se visse Jesus Cristo entrando no templo armado de um azorrague derrubando tudo e pondo os cambistas para fora?
Certamente gente como ele deve enaltecer Salazar e crucificar Getulio Vargas [Salazar Brasileiro]. Parabéns para o Vasconcelos se ele consegue suportar seus instintos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Guerra Limpa

Que os Estados Unidos andam meio sem prestígio isto não é novidade, além de sua política beligerante, ainda vale relevar a não assinatura do Protocolo de Kyoto. Fazendo isto os USA admitiram não ter interesse em diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera.
Hoje pela manhã assistindo o jornal vi uma coisa que há de deixar Bush de olhos abertos. A Rússia desenvolveu uma bomba com proporções de destruição de uma bomba nuclear, mas que não atinge o meio ambiente. Ou seja, uma bomba Nuclear Ecologicamente Correta.
Nesses tempos em que a guerra é inevitável e que muito se fala no efeito estufa, é o que há de mais moderno para uma guerra limpa.
Não quero esperar para ver os caças Bio-Degradaveis, se bem que esta tecnologia é brasileira, uma vez que metade de nossos caças está inutilizada e a outra metade estão apodrecendo...

domingo, 9 de setembro de 2007

Professora pisoteada em São Paulo ECA

O Estatuto da Criança e do Adolescente protege também o menor infrator, isto certamente deve explicar a onda de crimes cometidos pelos mesmos. A certeza da impunidade é a principal mola que impulsiona aqueles em suas práticas ilícitas. Tamanha é a distorção na lei brasileira que os mesmos que não podem dirigir, podem votar. Em suma, aqueles que segundo a constituição são incapazes de guiar um veículo, certamente são capazes de escolher o rumo de um país [erro grotesco].
A situação mostra claramente a falta de limites a qual esses jovens estão acostumados. Observando-a, vemos não só a falta de respeito pela autoridade constituída, antes um desrespeito ao ser humano. Resta observar a revolta da professora que, vítima de agressão, não há de superar este trauma antes da aposentadoria, a impunidade dos criminosos, a omissão por parte da direção e o paliativo dado ao caso pela secretaria de educação do estado [o secretário disse se tratar de um acidente].
E a nós, futuros professores, ficam as nocivas certezas da letargia dos poderes públicos diante de qualquer cataclismo do qual venhamos a ser vítimas e a surdez dos gestores caso venhamos a bradar, mesmo que ensurdecedoramente, por justiça.

Velatom

Parece que o comércio de tintas para cabelo anda crescendo no oriente, e alguns psicotrópicos também, uma vez que certo líder convidou o povo norte-americano a trocar a democracia capitalista pelo Islã, dizendo esta ser a única solução para a guerra. Sem querer entrar no mérito da questão totalitária, vejo o capitalismo como um processo irreversível. O exemplo mais visível é o Neo-comunismo Chavista, que ao passo que ataca o capitalismo, vende sua imagem em relógios e promove uma verdadeira orgia com as finanças públicas sustentando os paises dos quais ele quer conquistar apoio. A exemplo do Petróleo vendido a Bolívia e a Cuba a preço de banana... Do um milhão doado ao carnaval Carioca [este saído da PDVSA – estatal do petróleo venezuelano]. Sinceramente não sei se os Norte-americanos, estes de educação protestante, se curvariam a falta de liberdade de imprensa, não sei se as mulheres norte-americanas que a custa de mortes conquistaram direitos e seu justo espaço, aceitariam as prerrogativas do Islã. Já nós brasileiros nos curvaríamos diante de quem quer que fosse, como nos curvamos a o [i]Moralez. E nos curvaremos ao Chavez se necessário. Dês de que é claro não seja suspenso o Bolsa Renda...Resta-nos especular qual a tinta para cabelo que o Bin Laden usa, será que é americana [que é que tem? Fidel usa Adidas e ninguém diz nada]? Certamente ele só conta para as amigas...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Já raiou a liberdade no horizonte (um dia ela chega)

Fui ao famoso desfile de sete de Setembro. Na verdade movido pela minha compulsão por ver pessoas. Com exceção dos desfiles das forças armadas tudo aquilo é Colóquio flácido para acalentar bovino – Nas palavras de Humberto de Campos.
Parece que não só eu compartilho desta teoria, uma vez que se muito, metade dos espectadores prestava atenção e as músicas executadas pelas bandas em nada lembravam o quadro de Pedro Américo [se foi verdade ou não é outro assunto, só quero mencionar o quadro de meu conterrâneo. Posso?]. Ano passado lembro de ter ouvido a banda de um colégio tocando “se ela dança, eu danço”... Certamente conseqüência das declarações de Roberto Carlos que disse ver poesia nesta música [deve ser na parte em que Serginho fala que a chapa vai esquentar].
Hoje deveria ser um dia de reflexão, não me importa que tenham sido mulas ao invés de cavalos, que as palavras tenham sido ridículas ao contrário do que a historia registra. Mas parece que com o tempo deixamos de bradar: Independência ou morte! E passamos a sussurrar Independência ou morte? E a escutar Dependência ou Morte!
Os povos alemães certamente escolheriam a morte, como certa mãe que matou os filhos e se suicidou, por acreditar ser impossível viver em outro regime que não o Nazista. Os povos afegãos certamente pegariam em Armas e enfrentariam quem quer que fosse, por julgarem impossível viver em outro regime que não o Talibã. Mas o Brasil, que segundo Augusto dos Anjos, é um povo sem pátria. Ah... Este vai comer pipoca e dançar [Tchan, tchan, tchan... Tchan, tchan, tchan, tchan, tchan] durante o desfile cívico.
Comi um cachorro quente, ôps, minha barriga não está nada bem...

domingo, 2 de setembro de 2007

Domingo no Parque

Hoje pela manhã, fui ao famoso Parque da Criança [meus amigos de outras cidades certamente hão de perguntar: Famoso?] acompanhar um evento chamado domingo no parque. Organizado pela Prefeitura em parceria com o SESI e a TV Paraíba. Aprendi muitas coisas na ocasião.
Bem, apesar dos serviços oferecidos serem voltados às pessoas carentes, a quantidade [e valor] dos carros ao redor denunciava a presença da classe média campinense. Saias curtas, meninas jogando futebol com os meninos, vendedores de algodão doce usando aquela técnica barata de tentar fazer com que as crianças coajam os pais a comprar, casacos pendurados nas mãos [uma vez que na noite do sábado e o inicio da manhã do domingo o frio venceu]. Pensei em comprar algo dos hippies, mas contive-me por respeito a eles, afinal seria uma espécie de consumismo de minha parte.
Por que será que as meninas feias andam em grupo? Ao passar por determinados grupos entendia o conceito bíblico de: “Cada um segundo a sua espécie”. Mas existiam meninas bonitas também e em boa quantidade.
O que é, o que é... Um espaço campinense cheio de trevos de quatro folhas laranja?
“Um evento da prefeitura” – Dirá o menino esperto e perguntará – O que é, o que é...
Uma mulher jovem e bonita segurando a mão de uma criança atrás de uma gorda de saias curtas?
“A tia, o sobrinho e a mãe da criança” – Retrucará o outro [ah... algumas mães não perdem esses costumes, o que torna as belas tias alvos complexos].
Por falar em mulher gorda encontrei ex-colegas de ensino médio, gordas com seios e barrigas enormes segurando na mão de uma criança... O tempo é cruel [e as gorduras saturadas também].
E as atrações? Um grupo [cuja proposta é resgatar vidas de crianças através da música] chamado Molecada coordenado por Fumaça [sem comentários, ou seriam cem...] se comprometeu em fazer uma homenagem a Jackson do Pandeiro dos dez minutos de apresentação quatro foram falando e o resto tocando músicas instrumentais próprias [conceito estranho de homenagem, mas...], A última atração a qual era anunciada com eloqüência era a banda de pagode Tribala [não esperei para ver].
É gozado, os ladrões e marginais de campina só atacam a partir das dez e vinte e anunciam o portão pelo qual vão entrar, esta talvez seja a única explicação para a segurança só se concentrar em um portão e a partir de tal hora. E as sombras, ah... estas estavam muito bem guardadas pela polícia militar, vi pelo menos três grupos cada um em uma sombra, estas devem ser áreas de risco.
Mas, a pesar dos atropelos o evento foi bom e só vem a confirmar a falta do que fazer nos domingos campinenses em que não tem fórmula 1, Campanha política nem trem forroviário...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Mais perto do que longe

Hoje passei a manhã com o poeta Manoel Monteiro, conversamos sobre a poesia popular nordestina, pude aprender um bocado. A Publicação de meu cordel está mais perto do que nunca. Ele teceu algumas críticas e mostrou pontos que podem ser melhorados. Estes estão sendo trabalhados e espero na data de meu aniversário estar com ele pronto.
Já para a noite o programa é menos formal (E a compania...)

domingo, 19 de agosto de 2007

Fim de semana

Sexta-feira dia 17 de Agosto de 2007

Terminou de fato o meu trabalho em Caturité, sou péssimo com despedias, algumas pessoas me abraçaram, uns velhinhos falaram de meu bisavô e de meu avô uns conheciam, outros ouviam falar. Despedi-me de algumas pessoas como se fosse voltar, mas a verdade é que dificilmente volte lá novamente [a menos que...], ficam as lembranças dos dias em que cheguei lá com medo [e tinha razões], fiz amigos, conheci meninas bonitas, umas deram atenção, outras nem me notaram, umas falaram comigo dês de minha chegada, outras esperaram o último dia [algumas nem isso]... Esta é a vida...
Estou com muitas saudades de tudo e de todos em especial: de meus colegas de almoço Cabo Chagas, Cabo Nascimento, Sargento Benedito, Adriano Cagepa, dos secretários Jair (agricultura) e Gilberto (educação), de minhas amigas Danny e Rosinha que sempre me deram atenção e de outras pessoas que por questões de segurança não vou me reportar nominalmente. Espero voltar a Caturité. Resta-me o conforto de sair de cabeça erguida deixando apenas lembranças boas aos que me conheceram.

Sábado dia 18 de Agosto de 2007

Ontem fui a o casamento de um amigo com quem brinquei de futebol na infância, essas coisas são engraçadas, pois nos dão à noção exata de que o tempo está passando [parece que vinte e três anos são realmente muito tempo]. A cerimônia foi impecável e ele chorou durante toda ela. Parecia aquele menino que na infância chorava por necessidades infantes só que agora chorando como um homem pela emoção de algo pelo qual realmente vale a pena chorar. Voltei pra casa com um desejo e uma certeza...
O desejo que eles sejam felizes e a certeza que estou ficando velho deveras.
O que será que o domingo me reserva?

domingo, 12 de agosto de 2007

Anacronia

Ia eu para a casa de minha irmã estudar um pouco de Latim e finalizar o Emule que baixava alguns arquivos para mim... Boom! Uma porcaria de um transformador estoura deixando metade do bairro da liberdade sem energia elétrica. Pensei em conspiração do acaso, fiquei com raiva. Depois sentei um pouco e vim para uma Lan Hause na parte “eletrificada” da Liberdade, barulhos ensurdecedores de fogos de uma procissão e crianças mal-educadas (essas extremamente barulhentas e gasosas) fazem da estadia da lan Hause um inferno (os mal-educados deveriam ir perdendo, gradativamente, a voz e as flatulências deveriam ter cor).
Namorar na falta de luz seria bom, mas estou sem namorada... Comer churrasco (às vezes felino) e beber coca-cola com os amigos, talvez. Mas meus amigos estão longe e estou sem dinheiro. È a eterna anacronia das coisas... O que fazer? Não perguntarei a Ana Cristina César, nem ao palhaço Pipoquinha...

terça-feira, 31 de julho de 2007

Slow Motion

Ainda estou meio slow motion, talvez conseqüência ou do cansaço do trabalho temporário ou do marasmo das férias acadêmicas. Mas iniciam-se as aulas e finda-se meu contrato, só restam alguns poucos problemas a serem resolvidos antes de entregar o cargo. Agora a lei é dar prosseguimento aos projetos interrompidos e traçar novas metas.
Esses dias, estava lendo o Diogo Mainarde e vi escrita uma idéia que tive, mas que por falta de imunidade parlamentar e de costas quentes não ousei postar (afinal, minha estória de escrever sobre políticos não é muito feliz). Fez ele uma alegoria com o cavalo que Calígula nomeou senador e um certo senador eleito pelo povo (Calígulas do sistema democrático). Mas vendo alguns comportamentos e alguns políticos provincianos que moram nas graças do povo, questionaria se os cavalos realmente são os senadores ou...(se bem que...)

domingo, 22 de julho de 2007

A Bruxa Está Solta

Esta semana foi recheada de novidades e de fatos estranhos, pelo menos para mim. Ainda estamos sobre o choque do Acidente [com “a” maiúsculo mesmo] em Congonhas, de quem é a culpa, do Lula, da Pista, dos engenheiros? Reformas foram feitas nas estradas e elas estão esburacadas, reformas foram feitas nos aeroportos entretanto... Vão terminar pondo a culpa no piloto.
Estava lendo um jornal local de minha cidade onde dizia: “morre o último coronel” fiquei pensando: “será que vencer sucessivas eleições e ser um empresário bem sucedido faz de alguém um coronel, ACM não é o primeiro que vejo chamarem por este título”, alguns externavam alegria pela morte deste, quando questionados sobre o porquê, de dez, sete não sabiam o que dizer e os outros três mencionavam o caso do painel eletrônico. Sei que corrupção não se justifica por jurisprudência, mas este caso do painel não é nada comparado a os casos mais recentes, se fossem medir pela mesma régua seria aberta a temporada de caça aos parlamentares. Sentirei falta do ACM [eu e grande parcela dos baianos e brasileiros em geral]. Resta esperar e ver o dano causado nos Democratas.
Ontem vinha para a casa de minha irmã [depois de um dia perfeito e tranqüilo] tomei uma bela de uma topada e assisti a um homem das cavernas que levava a namorada, gritando, pelos cabelos. Foi um espetáculo acho que eles tinham entre 16 e 17 anos, houve tumulto, juntou gente e no final ela o abraçou e foram felizes para sempre [assim disseram, pois fui embora] Prefiro um namoro mais calmo... Isso pode parecer preconceituoso, mas elas devem gostar de homens assim [dizia Nelson Rodrigues]... Calma meninas não faço couro com o Nelson.
O Grande Prêmio da Europa foi no mínimo inusitado [o que prova que estou certo em chamar a F1 de Corrida Maluca], alguns trechos da pista lembravam até Congonhas. Após rodadas e sobradas o Massa [nosso Barão Vermelho] conseguiu um segundo lugar amargo uma vez que perdeu a posição nas últimas cinco voltas e ainda teve que ouvir desaforos de Alonso.
Ganhamos o ouro no handebol em cima de los hermanos argentinos que, diga-se de passagem, continuam maus perdedores. Comenta-se que o prêmio de consolação é uma passagem para uma província de Buenos Aires chamada La Plata [maldade não é].
Bem, só podemos concluir como disse certo jornal: Com o Pan e a TAM esqueceram do Renan...

sábado, 14 de julho de 2007

Ouro, Prata, Bronze

A abertura dos Jogos Pan-americanos do Rio foi simplesmente brilhante, também, não era de se esperar menos daqueles que produzem um carnaval com aquela envergadura. A transmissão da Rede globo pecou um pouco uma vez que algumas imagens deveriam ter sido feitas [uia composto por quatro verbos] de cima, mas somando e dividindo ficamos na média, E Lula? Já disse várias vezes que não gosto dele, mas [não por ele, e sim pelo país] aquilo não deveria ter acontecido, não falo das vaias afinal ele merece, mas o cerimonial pecou em não ter deixado que o mesmo abrisse os Jogos [e não me venham com aquela desculpa esfarrapada de que foi para evitar mais vaias, qual a vergonha maior?]. Hoje já tivemos algumas medalhas das quais destaco a da Poliana Okimoto de prata na Maratona Aquática, e a da Equipe de ginástica artística masculina da qual destaco Victor Rosa que a pesar de uma forte lesão no pé esquerdo foi vital para a conquista. Logo mais teremos a equipe feminina.
Vamos torcer para que as medalhas continuem a vir e a organização do evento, esta sim merece ouro.

Censo I

O Censo está acabando na Cidade a qual trabalho, pessoalmente o saldo foi positivo, deixo, lá, bons amigos, portas abertas, conhecidos e nenhum desafeto. Tenho excelentes lembranças como a de uma pessoa que me dava informações com uma faca na mão contornando as estradas do mapa e depois, instintivamente, me apontando a faca perguntou: “Entendeu”?
E meus recenseadores? Estes enfrentaram cobras e cães na zona rural, mas valorosamente até aqui tem feito o seu trabalho. Meio zangados com alguns procedimentos administrativos, mas a vida é assim. O que vale é que no todo estamos bem.
Ao mencionar o nome de meus avós e bisavós achei alguns “parentes”. Encontrei alguns bilhetinhos no posto de coleta...
Mas o bom de tudo foi ter convivido com a realidade de nossa zona rural de pessoas que a pesar das dificuldades sempre se empenham em nos atender da melhor forma possível, às vezes até de maneira exagerada.
È bom, às vezes, ser bem tratado para variar um pouco, é bom ser visto pelo que é e não pelo que tem às vezes... Não sei se haveremos de prorrogar tais datas, mas já estou com saudades dos censos 2007.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Dia de Cão (ou o cão do dia?)

Hoje acordei com um mal-humor dos limbos, a noite contribuiu para isso (levando-se em conta que o Brasil venceu)... Pela manhã levantei daquele jeito, a primeira coisa que vi foi Renan Calheiros dizendo que não deixa a presidência do Senado, fui ao trabalho e tive um pequeno desentendimento com um de meus superiores (este pelo menos surtiu efeito), fui para o ponto de ônibus... Um homossexual me cantou da forma mais escancarada possível (pensei em dar-lhe um soco, mas fui inibido pela educação que recebi em casa e um dose de covardia também).
Enfim meu ônibus surge no horizonte, corri para ele como um flagelado da seca corre para um carro pipa (estava lotado de modo que tive que ir em pé até Caturité). Uma briga tirou o restinho de minha paz, um valentão discutia com um velhinho, dizendo que este estava se esfregando na sua irmã (Odeio quem fala gritando em espaços fechados... Eu e a torcida da seleção chinesa).
Todas estas coisas devem acontecer desapercebidamente todos os dias, pessoas mal-educadas, políticos enrolados, homossexuais que não respeitam as pessoas... Mas a dor e a tristeza aguçam nossos sentidos de modo que as coisas são desbotadas. Acredito que se estivesse de bom-humor a briga seria engraçada, o Renan seria engraçado (se bem que...ôps) e até mesmo as cantadas seriam motivos de chacota.
Mas o conceito que damos as coisas depende mais de nosso estado de espírito do que de como elas são. Nada necessariamente é, as coisas estão. Então os defeitos não está em como as coisas vem a nós, mas de como nós vamos até as coisas...

terça-feira, 10 de julho de 2007

Pitty a Trovadora do Caos

Dizer que nossa sociedade vive em caos não é nenhum absurdo, protestar contra isso seria cair na mesmice de alguns, mas a imitação em si não é condenável o que condeno é a qualidade desta (aliás eu e Platão).
Nesta crítica ao Caos cotidiano destacaria a cantora baiana Pitty que de forma original se destaca seu protesto contra aquele. Voltada para o público mais jovem esta utiliza a linguagem daqueles, mas incorpora ao seu discurso teorias consagradas pelo academicismo como a de Thomas Hobbes [Homo Homini Lupos].
Na canção Admirável Chip Novo a cantora fala da velocidade com que as informações nos chegam e da espécie de involução [maquinização - Uia, vai dizer que esta palavra não ficaria bonita] que o ser humano vive, que com todo o aparate tecnológico tem se afastado cada vez mais de sua essência. Idéia esta que é ratificada de forma brilhante na canção Anacrônico.
È interessante à maneira com que a cantora baiana fala de amor, são estórias que pela caoticidade tem suas respectivas verossimilhanças fortalecidas. Amores instáveis, de pessoas comuns que fazem bobagens, de pessoas que sonham acordadas, não com príncipes encantados, mas com pessoas normais, detalhes bobos como cara de sono e timbre de voz dão um tom diegético as estruturas produzidas pela mesma.
O melhor de tudo é que ela o faz com uma linguagem acessível, mas nem por isso peca em, conteúdo e profundidade. Fala das coisas como a juventude gostaria de falar.

domingo, 8 de julho de 2007

Maracutaia

Quando estou tomando banho tenho uma sensação estranha, é como se alguém me observasse da janela do banheiro, um engenheiro da McLaren. Tenho que jogar minha toalha vermelha fora...
É incrível o quanto tudo tem preço neste mundo, isto tira a diegese da vida, dês de que Rubinho cedeu a vitória a Schumacher no GP da Áustria de 2002, passei a ver a Fórmula 1 com outros olhos, mas esta da espionagem foi digna de Dick Vigarista da Corrida Maluca.
É de se questionar se tudo que vemos não é uma farsa, se em todos os esportes os campeonatos não são decididos assim. Uma meio dúzia de empresários definiria tudo e custa do que fosse (isso até me lembra um governo de um certo pais).
Viveríamos então num grande “Teatro dos Vampiros”.
Isso explicaria muita coisa, inclusive à escolha do Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo (também, quem não votaria no Filho do Homem, dirá algum engraçadinho... Cazuza diria:”Estranho o teu cristo rio que olha bem longe além, com os braços sempre abertos, mas não preteje ninguém – “Não me chamem de venenoso”).
Ah se as pirâmides do Egito falassem, os Boxes da Ferrari e Marcos Valério falassem!

sábado, 7 de julho de 2007

E não que sou normal

Hoje estou meio que melancólico [pra variar], ouvindo uma versão acústica de More Than Words do Extreme. Não! Não tentei serrar os punhos! Parece que quando estamos sensíveis, pensamos melhor ou temos uma visão triste das coisas [visão esta que reflete a realidade].
Blaise Pascal tinha razão em dizer que não somos felizes e que se o fossemos não procuraríamos o divertimento, uma vez que já estaríamos completos. Vivemos numa espécie de ilusão voluntária. Disse Pascal: “Não podendo evitar a morte e o sofrimento, o homem toma partido de não pensar neles”.
Sendo assim, hoje tenho apenas um lampejo de naturalidade, sou, talvez por minutos, um homem melancólico, frustrado, tenso, dualista e normal.
Mas é realmente meio assustador ter vivido um quarto de vida [talvez um terço] e notar todos os seus projetos caminhando em marcha lenta. Será que vou poder iniciar os projetos? Quando eu os puder iniciar, valerão ainda à pena? Poderei usufruir de seus frutos na plenitude da vida?
São dúvidas cruéis, porém possibilidades perfeitamente possíveis [por que não dizer prováveis?].
Provavelmente amanhã acordarei de bom humor e esquecerei isso, me recrearei durante o dia e não pensarei. Quem sabe dance e chegue em casa cansado e sem paciência para retomar a reflexão que só voltará a pauta na próxima melancolia?
Este sou eu com medo, infeliz, sempre insatisfeito... Este é o homem!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Pan(demonium)

O Brasil respira emfim os ares do dito Pan o qual tem colocado “lado a lado” César Maia e Polvo, ôps, Lula (ah são todos frutos do mar mesmo). Não só Democratas e Petistas, mas também atletas e torcedores de todo Brasil. O que preocupa todos é a questão segurança, afinal temos que fazer bonito para alavancar a candidatura para sediar uma Copa do Mundo.
É louvável a iniciativa dos governos (e olhem que não gosto do Lulito) descerem dos palanques e darem as mãos, mesmo que com interesses escusos. Afinal se fossemos atentar para as razões, todas as boas coisas seriam desprezíveis, visto que os mais belos heroísmos são movidos pelas mais mesquinhas razões.
Já que fingem ter grandeza, vamos fingir que os aplaudimos, afinal mentir e dissimular é uma regra para conviver bem em sociedade, os que se arrogam de dizerem o que pensam o fazem por vaidade e não dizem o que pensam sempre, ou seja (cerveja) mais uns sem critério que certamente se acotovelam nas filas dos... (digo nada).
Mas, o Pan vem aí só me resta beber coca-cola em frente a televisão, esquecer que descontaram 7% do meu salário e que os impostos vão levar o resto, esquecer do caso Renan Calheiros e de todo lixo varrido para debaixo do tapete vermelho do governo de Alibabá e os quarenta ministros e torcer para a equipe brasileira em especial para os paraibanos Edinalva Laureâno (do atletismo), Edinancir Silva (judô) e Kaio Márcio (natação) se me esqueço de outrem perdão.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Tempo

Ver as areias da ampulheta da vida escorrer às vezes é meio assustador. Imagine o que são, por exemplo, oito horas de sono diárias – Sei que algum especialista em tudo, destes que procuram a doutrina de Jean J. Rousseau em gibis da turma da Mônica. Dizendo: “Mas o corpo necessita” –... Bem, não vou argumentar contra isso, pois me reporto a pessoas que pensam e para estas não preciso explicar, já para os outros não adianta.
Mas imagino o que seriam oito horas a mais de leitura, oito horas de risadas a mais... Enfim oito horas a mais de vida.
Como se não bastasse isso temos oito horas de trabalho diárias, que n verdade não são oito, pois o horário de almoço é perdido, somadas a no mínimo mais meia hora de trajeto de ida e de vinda temos: 8 + 2 + 1= 11 horas perdidas. – Vai aparecer alguém que dirá: ”O Trabalho dignifica o homem”. Gozado, trabalho há oito anos e. (deixa para lá).
Tudo que nos sobra são cinco horas para ler, namorar, ser filho, pai, se divertir e preparar as atividades do dia seguinte.
E ainda há quem consiga perder essas cinco horas. Como?
A resposta é Introspecção, faça uma q você certamente saberá.

domingo, 1 de julho de 2007

Taj Mahal

Dos túmulos o suntuoso e belo
Do exército melancólico o forte
Mascara alva e marmórea da morte
De um corpo morto e podre o castelo

Diadema dos reais pesadelos
Repousar em cabeça alguma ousa
Pois da cabeça que em ti repousa
Talvez nem restem ossos só cabelos

Tua beleza divina e profana
É espelho da condição humana
De seu amor pequeno e limitado

Não importa o quanto o amante deseja
Por mais titânico que o amor seja
Acaba triste, morto e sepultado!

Vigésima Primeira Maravilha do Mundo

Eu acredito que devemos prestar reverencia em primeiro lugar as coisas que são nossas, porém negar a realidade é ser medíocre. Concordo que a vista de cima do Corcovado é bela. Mas querer coloca-lo no patamar dos demais concorrentes é uma grande falta de bom senso. Estes estão provando que além de não termos “maravilhas” não temos também pessoas que entendam um pouco de arte.
Amo o meu país e sei que temos muitos valores e coisas belas. Porém estamos falando de nada menos que: Acrópole, o templo maia Chichen Itzá, as Estátuas da Ilha de Páscoa, a Grande Muralha da China, Machu Picchu, a cidade de Petra (Jordânia), o Taj Mahal e a Torre Eiffel.

Estas as mais bem classificadas, preste atenção nas vinte e uma maravilhas do mundo pré-selecionadas pela fundação New 7 Orders (para concorrer como novas sete maravilhas do mundo contemporâneo):

1. Acrópole de Atenas, Grécia;
2. Alhambra - Granada, Espanha;
3. Angkor - Camboja;
4. Basílica de Santa Sofia - Istambul, Turquia;
5. Castelo de Neuschwanstein - Füssen, Alemanha;
6. Chichén Itzá - Yucatan, Mexico;
7. Coliseu - Roma, Itália;
8. Cristo Redentor - Rio de Janeiro, Brasil;
9. Estátua da Liberdade - Nova York, EUA;
10. Estátuas da Ilha de Páscoa - Chile;
11. Grande Muralha da China - China;
12. Kremlin - Moscou, Rússia;
13. Machu Picchu - Peru;
14. Opera House - Sydney, Austrália;
15. Petra - Jordânia;
16. Pirâmides de Gizé - Egito;
17. Stonehenge - Amesbury, Reino Unido;
18. Taj Mahal, Agra - India;
19. Templo Kiyomizu-dera - Kyoto, Japão;
20. Timbuktu - Mali;
21. Torre Eiffel - Paris, França.

Não sou lá muito bom em arte, mas creio que nosso Cristo não está a altura de tais maravilhas, como não está a altura de nossas Catedrais Barrocas e de outros monumentos brasileiros. Porém aguardemos e ouçamos o Alemão pedir votos para o Cristo “em nome da boa fé do povo brasileiro”.