terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cataratas do Iguaçu: Uma da sete maravilhas da natureza

No dia 1 de julho de 2007 me manifestei contra a escolha do Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo moderno (Postagem: http://migre.me/5xUuY). Bem, passados alguns anos a opinião continua a mesma, uma vez que se colocarmos o nosso Cristo ao lado da Muralha da China, do Taj Mahal, do Coliseu e de Petra (para citar apenas quatro), veremos que nossa “maravilha” não é lá muito exótica. E quando acrescentamos a Basílica de Santa Sofia e Chichén Itza às comparações vemos que, arquitetonicamente falando, nosso monumento é deveras simplório. O fato é que os brasileiros foram estimulados a votar em massa no Cristo (reparem: a votar no Cristo e não na estátua do Cristo), que hoje é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.



Mais uma vez a fundação New 7 Wonders realiza uma eleição, desta feita para a escolha das Sete Maravilhas da Natureza. E as Cataratas do Iguaçu aparecem – se não me engano – em segundo lugar. Não vejo campanha em televisão, não vejo artistas engajados. Mas, diferente do Cristo Redentor, vejo a candidatura das Cataratas com muito mais legitimidade. Estas são, de fato, maravilhas da natureza!

Para se informar de como votar consulte o site da campanha:
http://www.votecataratas.com/

domingo, 21 de agosto de 2011

Estado Democrático Totalitário?

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez – através da TV estatal daquele país - afirmou que planeja tomar o controle da indústria nacional de ouro, sob o argumento de conter a mineração ilegal e o contrabando, preservando, deste modo, as reservas nacionais. Assim, passam a pertencer ao Estado a indústria do petróleo, a dos metais e a indústria do cimento. Chávez disse que estava aumentando o controle do governo para acabar com a exploração ilegal de ouro e coltam, um minério que contém tântalo, usado na fabricação de aparelhos celulares e videogames.

Matéria do http://www.nytimes.com/

Comentário nosso: Qualquer medida que vise acabar com a industria ilegal é louvável do ponto de vista da defesa da soberania de um país. Entretanto esta medida chaveana nos faz levantar alguns questionamentos. Seria a nacionalização a única forma de cessar com a exploração ilegal de minérios? Não seria esta uma cópia dos modelos totalitários nazi-facistas? Tenho um pouco de receio quando vejo nossas repúblicas democráticas da América Latina de braços dados com este tipo de governo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Senado(s)

Sempre que alguém se refere ao Senado Romano, em uma roda de conversa entre universitários, um dos tópicos favoritos é a corrupção da qual Caio Júlio César o acusou para justificar seu “golpe”, ou – ainda – a corrupção da qual Salústio acusara, não só o senado, mas todo o Império, sem falar das muitas conspirações desta maravilhosa e assustadora instituição.
Assim sendo, que diferença haveria entre esta casa legislativa e a nossa, tecnicamente, algumas centenas de anos mais civilizada e evoluída? A única que consigo ver [olhando superficialmente] é que em Roma havia a eloquência de um Cícero, o destemor e o valor de um Salústio, assim como os debates acalorados e de alto nível protagonizados por estes dois.
O que vemos hoje, por parte de alguns parlamentares, é o despreparo intelectual. É a falta de capacidade para legislar, criar projetos relevantes para a melhoria da sociedade. Parece que só herdamos dos romanos a parte ruim da democracia, ou seria nossa gente que não está preparada para viver a plenitude do modelo democrático?
Calígula, em um episódio cômico da história, nomeou seu cavalo de passeio para o Senado Romano. Não imagino tal imperador ouvindo alguns dos debates atuais sem dar boas risadas...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Colhe...

Ele bate na pedra com toda força que seus braços possuem... Seu corpo inteiro sua, seus músculos doem... E a pedra continua inteira e imponente!
Até que, desidratado, ele cai com a cabeça sobre a pedra, morre...
E enfim a pedra racha!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Guerra de Troia?

Desde Sexta-feira tenho pensado, por razões diversas, em uma historinha. Imagine: Uma mulher é levada de um território a outro e, com o intuito mais de reparar a ofensa do que necessariamente reavê-la, os povos que compunham sua etnia se confederam e guerreiam contra o povo que, supostamente sequestrou a moça. Se você pensou na Guerra de Troia devo advertir-lhe de que, na verdade, se trata de outro conflito. A chamada Tragédia de Tracunhaém.



Em 1574 uma índia, filha do Cacique Potiguar, fora supostamente raptada por Diogo Dias, quando aquela e seus irmãos passaram a noite no Engenho Tracunhaém, de propriedade deste. Os irmãos voltaram para a aldeia sem a moça. Após várias tentativas de reavê-la por vias pacíficas, nações indígenas das regiões do Rio Paraíba e do Rio Grande do Norte se confederaram e promoveram uma carnificina no engenho, matando todos, entre funcionários e proprietários, e ateando fogo ao empreendimento.




Após este evento a Capitania de Itamaracá foi desmembrada e foi criada a Capitania Real da Paraíba, esta só pode ser reconquistada após várias expedições da Coroa Lusitana. O plano de fundo deste conflito é fantástico. Afinal, além dos interesses portugueses, havia a influência que os corsários franceses exerceram sobre os Índios. Enfim, Como “perguntar não ofende” adoraria saber de duas coisas: 1 Alguém entende por que nossos cursos de História, Jornalismo e Arte e Mídia não produzem um documentário sobre o tema? 2 Porque a Guerra de Troia é tão glamorosa e nosso conflito parece menor?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Sem crise"

Parece que o “Sol de tirar o mofo” chega à Serra. É aquele que aparece a tarde para secar as roupas, sucessor de manhãs geladas. Aquele que faz você – que saiu de casa agasalhado – voltar com o casaco pendurado no braço. Sol que anuncia o fim da rigorosidade das chuvas, previstas para cessar na segunda metade de Agosto. Fechamento de ciclo, início de aulas, época de tomar decisões que afetarão o temido 2012 (será que o mundo acaba?)!





Muitos caminhos a serem descobertos. E, em cada uma deles, uma série de consequências. Vida de adulto é complicada! Mas, por hora, me concentro nos demônios que estão mais próximos e que podem, por tanto, ser golpeados. Em comparação ao ano passado, vivo um momento bem melhor hoje! Afinal, enfrento praticamente as mesmas lutas, mas quase sem nenhuma pressão [só a pressão que ponho em tudo quanto me envolvo]... Mas o fato é que amadureci um pouco mais. Não conto mais com insígnias que atrapalhavam e conto com novas que ajudam. Enfim, entro nas sanhas com mais chances do que há um ano...





Garantia de êxito? Não... Não! Mas, até lidar melhor com os revezes já é muita coisa!