sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Noite Amarela



Ontem a noite viu-se uma verdadeira festa nas ruas de Campina Grande [e demais cidades da Paraíba, como eu estava, por questões físicas, só em Campina...]. O Tribunal Superior Eleitoral acatou uma medida cautelar que manterá o governador Cássio Cunha Lima no governo até que se esgotem os embargos declaratórios [estes só poderão ser impetrados a partir de quarta-feira após a publicação do acórdão]. Embora a imprensa nacional, não entendendo o caso, tenha promovido um linchamento ao governador, o mesmo recebeu apoio da Cúpula nacional do PSDB, à saber: José Serra, Aécio Neves, Arthur Virgílio, Sérgio Guerra e até mesmo do ex-presidente FHC. Além de todos os governadores do Norte e Nordeste, senadores governistas como Paulo Paim e Cristóvão Buarque...
Agora, os funcionários poderão relaxar e não temer a volta daqueles que durante sete anos não deram um centavo de aumento nem assinaram um PCCR [Plano de cargos, Carreira e Remuneração] se quer, daqueles que foram incessíveis a greves de fome e mais de três meses de greve dos professores da UEPB.
Segundo os advogados de Cunha Lima, existem muitos erros no processo, estes serão rebatidos nos embargos declaratórios. Só posso dizer que a soberania popular foi respeitada, assim como o princípio da ampla defesa. Espero, agora, que seja respeitado o princípio da equidade [que não ajam com um peso e uma medida em Santa Catarina e outros na Paraíba]. Enfim, quem encomendou terno para a posse do candidato rejeitado pela maioria dos paraibanos, deverá fazer uma doação para um brechó de final de ano.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eleições Turbulentas

Uma dos atributos de que me orgulho em ser detentor é minha imaginação fértil, sendo esta notável dês de as séries menos avançadas do ensino fundamental. Se existe algo que não consigo imaginar se chama: Eleição Municipal de Jerusalém.
Vai dizer que você consegue imaginar a panela de pressão do mundo chegando a um consenso, isso seria até possível uma vez que 65% da população é de judeus que, em tese, votam, na maioria das vezes, coesos. Difícil é imaginar a aceitação da vitória por parte dos 252.000 árabes que completam a população.
Em uma região onde a divisão entre política e religião é quase invisível temos dois candidatos que polarizam as eleições um deles é o rabino ultra-ortodoxo Meir Porush, o outro, que diz-se laico, Nir Barkat defende, como o primeiro, a anexação da parte oriental de Jerusalém, conquistada na guerra árabe-israelense de 1967 e declarada em 1980 pelo Parlamento "capital indivisível e eterna do Estado de Israel".
Enfim, esperamos que o próximo prefeito se preocupe em resolver as questões socioeconômicas da região e que, durante o pleito, não morra ninguém.
Para quem se espanta com eleições na Paraíba...