segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Suicídio

Andando em minha estrada decrescente
Vivi todas as fases freudianas
Noites compridas de horas insanas
Marcaram meu tempo de adolescente

Hoje adulto e em amores descrente
Ainda atravesso as noites em claro
Agora com um ceticismo raro
Procuro razões pra seguir em frente!

Não encontrando caminho ou saída
Como sentir prazer por minha vida?
Como fugir do apego ao que é fugaz?

Quem sabe fazendo no pulso um corte
Beijando os carnudos lábios da morte
Enfim me venha de encontro a paz

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Parafraseando Jessiêr: "Coisas para se dizer Benzodeus"

Uma das maiores vaidades humanas é entrar para os anais da história, logo uma das maiores maldades que se pode fazer a alguém é retirar os nomes, daqueles que tinham legitimidade, do cânone.
Como fizeram a faraó Nefertiti [isto mesmo um dinasta egípcia do sexo feminino], violaram seu túmulo e descaracterizaram o seu corpo, numa tentativa de varrer sua existência da história. O gozado é que anos depois pesquisas provam a existência de Nefertiti, e o mais engraçado é que, como todos sempre tomam partido da vítima, ela é mais glorificada do que, provavelmente, seria se não a houvessem tentado usurpar.
Mas o caso mais esdrúxulo de que tenho notícia foi o do Papa Formoso que oito meses depois de morto foi desenterrado, vestido de papa, colocado em um trono, julgado e condenado por seu sucessor, Estevão VI.
Após o julgamento, Estevão rasgou as vestes, arrancou os dedos e arremessou o cadáver na rua, ordenando mais tarde que o atirassem em um rio. Estava destruída a história de Formoso?
Bem, as reações contra o papado de Estevão VI foram violentas, de modo que acabou seus dias encarcerado, morrendo estrangulado. E seu segundo sucessor conseguindo achar o corpo de Formoso, o devolve todas as honras papais e lhe dá um sepultamento digno de um Sumo Pontífice romano. [Como disse meu cunhado: “Por isso que chamam a Idade Média de idade das trevas”].
O interessante é que existem pessoas [políticos] que querem apagar os vestígios de seus antecessores, gestores incapazes de reconhecer o trabalho de anos para terraplanar as ruas que ele calça e calçar as ruas que ele asfalta.
Parece que algumas pessoas, que se julgam a própria quarta revolução industrial, ainda estão na Idade Média. Mas a História há de fazer justiça!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tá! Tiro o meu chapéu!

Esses dias estive acompanhando o trabalho da Justiça Eleitoral nas eleições de meu município. É inegável o empenho dos agentes em fazer cumprir a lei e o mais interessante, até onde pude ver, é o caráter educativo da atuação dos mesmos. Nos eventos das duas chapas que polarizam o prelo político campinense eles estavam lá. Desviando as motos e carros do percurso para que não caracterizasse carreatas ou motorreatas. Acompanhei atento um dos fiscais orientando certo eleitor para que não retirasse seu carro dali durante a passeata, fiscal este que agiu tão educadamente que prontamente foi atendido de bom grado.
É bom ver a justiça paraibana trabalhando em coisas que realmente importam ao invés de procurar pelo em casca de ovo, de modo que até seu mais ferrenho crítico tem que tirar o chapéu para seus agentes. Com toda esta fiscalização ainda vemos absurdos, calcule se não a tivéssemos...

domingo, 7 de setembro de 2008

Já podeis da pátria...

Hoje acordei com o toque do telefone [André, você não vem olhar o desfile cívico?], era o jeito ir... Após as 09:00 horas da manhã não tem mais muito o que se ver [do desfile], excetuando as mulheres semi-nuas, as crianças fazendo birra para seus pais comprarem cata-ventos verde-amarelos e seres distribuindo suas propostas de campanha [agora, sempre digo que meu título é de Teresina] tudo ocorreu sem maiores atropelos.
Infelizmente não vi as forças armadas, devido a hora, mas sempre é bom ver pessoas, bandas marciais executando músicas seculares e vendedores de algodão doce sem nenhum pudor se utilizando de joguetes psicológicos ludibriadores de crianças.
Será que podemos ver a mãe gentil contente?
Ah... A música se refere aos filhos, nós, enteados, certamente haveremos de conviver com a careta da pátria. Fazer o que?