quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ser normal - Programa de índio

Às vezes fico me perguntando se vale a pena ser somente um cidadão normal, existem legislações específicas para as chamadas minorias. Bolsas em universidades para os sem terra... Índios que não podem ser impedidos de participar de protestos com facões [uma vez que estes fazem parte da cultura indígena], o grande perigo é você ser um engenheiro, um proprietário rural ou um filho de um proprietário rural que quer entrar na Universidade.
Revoltei-me com o ataque dos índios contra o engenheiro da ELETROBRÁS, o tempo em que às coisas no Brasil eram resolvidas pela truculência foi vencido com a morte de Vargas e com o que se chama de redemocratização e é inadmissível uma conduta como essa, principalmente, daqueles que sempre são mostrados como coitadinhos da história brasileira.
Sou protestante, e durante a colonização dos Estados Unidos da América, se utilizando de armas de fogo os protestantes dizimaram os índios, fazendo das armas parte integrante da cultura protestante, estas são utilizadas dês de longas datas pelos mesmos que dês de a reforma partiram para um enfrentamento bélico e em paises como a Irlanda o conflito, Católicos vs Protestantes, ainda sobrevive até hoje.
Imagine se Protestantes e Católicos resolvessem entrar armados em uma Aldeia [armas e guerra fazem parte da cultura cristã, a exemplo das cruzadas] na luta contra os “infiéis”. Imagine um mouro na grande São Paulo querendo entrar no aeroporto ou num Shopping com dinamites amarradas ao corpo [a polícia não deveria intervir, pois isto faz parte da cultura do Islã]. Mas como nem protestantes, nem católicos e nem mouros são minorias, cabe a nós, cidadãos normais pagar a conta.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Um tempo à frente do seu homem II

Outra vantagem, de ter nascido em tempos anteriores, seriam os títulos de nobreza, ah nada me encanta mais do que esta espécie de distinção. Algumas vezes herdadas no sangue. Uma coisa é o cara bradar:
- Zé das Couves acaba de chegar – Outra completamente diferente é:
- O Barão José de Médici acaba de chegar
Creio que por esta minha paixão por títulos me auto denomino Cardeal Richelieu, político este que era primeiro ministro e duque além de clérigo.
Mas para satisfazer minha vaidade eu não precisaria voltar muito na história, pois de todos o título que mais me chama atenção é o de Interventor. A arbitrariedade com que o Interventor ocupa o lugar do deposto causa inveja nos homens e libido nas mulheres.
Seria interessante governar com intervenção mínima do legislativo [ditadura?]. Não é muito diferente de entupir a câmara com Medidas Provisórias.
Mas, já que não podemos voltar no tempo vamos derrubar a Amazônia para fazer palito de dente, afinal Marina Silva não é mais ministra do Meio Ambiente.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Um tempo à frente do seu homem

Esses dias tenho aparecido pouco por aqui. Em parte devido a uma espécie de esmorecimento, estou cansado de muita coisa. Será que ter nascido na Idade Medieval seria melhor?
Seria bom ser leal a um senhor feudal neste mundo onde não temos por quem lutar [algum gênio dirá: “por si mesmo”]. O que diriam se eu vos revelasse que sou meu próprio mouro. Aliás, somos nossos próprios mouros! Mas o fato é que faltam líderes, faltam objetivos, falta por que ou por quem lutar [adolescência tardia é a da sua mãe...].
E agora? Serei paladino de que? Qual minha bandeira? Como matar o mouro que me aflige sem cometer suicídio?
Ai Idade Medieval seria bom por a culpa no acaso, e não me importar com a miséria nem com a violência, pois matar mouros era orgulhar o senhor feudal e servir a Deus!
E agora? Bem, vamos esquecer tudo isso e aguardar o São João, afinal nossa vida fútil continua.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Função Fática da Linguagem [no banco]

Meus óculos só ficam prontos sábado, dá para imaginar a agonia que enfrento para estudar e escrever, porém não paro, não por paixão ao ofício, talvez por vaidade, não sei, Ronaldo Cunha Lima diria que eu faço isso “não por amor ao sacrifício, mas para que se mostre que não existe sacrifício para o amor”.
Meu programa matinal, hoje, foi basicamente o que toda pessoa normal sonha para uma manhã. Fila do banco real no DNVDFIB [Dia Nacional dos Velhinhos e Deficientes Físicos Irem ao Banco]. Irritei-me, não pelo atendimento prioritário a os outros [penso este ser legítimo], mas pela falta de prioridade em que estou inserido, enfim no Brasil a legislação sempre beneficia as minorias. Não existe uma lei que beneficie os Jovens normais da classe média [não venham se fazer de desentendidos].
Na minha espera, fui vítima da função fática da linguagem, uma televisão exibia desenhos animados. Um senhor risonho interveio dizendo:

- Bicho não fala, não é?
[O senhor é a prova de que sua tese é errada]
- Não, meu senhor!
- Tem umas pessoas que dublam esses bicinhos não é?
[Não, tosco, na verdade este seriado é gravado em Marte onde os bichos têm esta aparência e, pasme, voz]
- Tem sim, meu senhor
- E as crianças adoram, não é?
[Querido, só se foi no seu tempo, pois hoje as crianças adoram a TV senado e o Canal do Boi]
- De fato, adoram mesmo...

Daí seguiu-se uma conversa da qual participei sempre que solicitado [... Né?... Né não?], após algumas horas minha ficha aparece no painel, fiquei mais contente por poder levantar sem parecer grosso do que propriamente por ser atendido.
Não sei o que pensar disso tudo, mas penso que se meu humor estivesse melhor teria dado boas gargalhadas conversando com o Mr. Óbvio... [um cara desses deveria ter a ficha 40.000].

sábado, 3 de maio de 2008

Flash Back (isso se escreve assim?)

Quando olhamos para roupas que usamos na década passada pensamos: “Como possui algo tão ridículo”?... Às vezes isto se dá com ex-namoradas, posicionamentos políticos, cortes de cabelo... Enfim a eterna evolução e insatisfação do homem, esses dias observei umas antigas postagens de outro Blog que assinei até meados de 2006, publicarei um dos textos dele:

12 de março de 2006

Domingo, fui ao Shopping encontrar uns amigos e paquerar com livros e cd’s, dei umas voltas, paquerei algumas meninas, entrei na Livraria Cultura [minha preferida], por um momento pensei em Taciano Valério que alimentava a tara de roubar um livro, porém um certo pudor e as câmeras de vigilância interna oprimiam o rapaz. Fui as Americanas onde vi alguns cd’s que na próxima visita comprarei. E fui para o lugar do encontro [sempre faço hora para me atrasar um pouco para fazer o charme], todos estavam lá, rimos, contamos piadas e por alguns instantes esquecemos dos problemas cotidianos.
Uma cena, entretanto, chamou a atenção desse meu poeta interior, é engraçado como as crianças são espontâneas, um menino que aguardava o pedido na mesa ao nosso lado salivava olhando a lasanha que devorávamos.
Aquele olhar tarado e indiscreto me fez pensar na dissimulação adulta, imaginei o que seria da sociedade se déssemos vazão a nossa criança interior. Pascal dizia: “Se um amigo soubesse o que o outro diz dele na sua ausência, não existiriam senão quatro amigos na terra”. Pensei até no Filme: O Mentiroso, onde certo advogado foi condicionado a dizer a verdade durante um dia e “esculhambou” seus colegas de trabalho e seu chefe. Somos dissimulados, nunca dizemos 100% do que pensamos das pessoas, As pessoas gostam de ser lisonjeadas, então lisonjeamos. Gostam de ser elogiadas, então elogiamos. Fogem da verdade e tentam esconde-la, então mentimos e fingimos não ver o que cada um é.
A verdade é que crescemos e um pudor necessário para viver em sociedade, nos transformou em mentirosos, verdadeiros atores.
Sigamos na nossa dissimulação Machadiana.
Sim, a lasanha estava uma delícia



Se evoluí ou involuí quem saberá?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Argumentação sub-desenvolvida

Esses dias fiz uma visita ao Blog de meu amigo Tiago e li um belo texto a respeito Marcha da Maconha, intitulado A Marcha da Vergonha. O texto me fez pensar, refletir sobre alguns pontos que eu não havia refletido antes. Mas o que me chamou atenção foram os comentários dos leitores.
Nada contra os namorados de Marijuana, nem contra o fato deles discordarem, mesmo porque não concordo com o texto na íntegra, o que não reduz a excelente qualidade do mesmo.
Mas é incrível como as pessoas não podendo atacar os argumentos, atacam o argumentador. O mais interessante é que, atacando o argumentador se arrogam de ter respondido a seus questionamentos:

- Tal tonalidade de barulho é oriunda do atrito entre dois bastões de cobre...
- Você não entende nada de tonalidades seu imbecil!
- Qual o contra-argumento?
- Ah, você está equivocado e precisa se informar!

O pior é que artistas como esses tomados por uma Ilusão Voluntária, tem seu ego preenchido com tão pouco, na verdade preenchido com nada.
Outro ponto interessante é a mania de certos pseudo-intelectuais de chamar de alienados todo e qualquer que discorde de suas idéias. Fico imaginando o que diriam os intelectuais de verdade:

- Oi Voltaire Tudo bem? O que você acha disso?
- “Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”.

E com tais “argumentos” os “revolucionários” tem seguidores, quase tão “intelectuais” quanto seus mestres.
Ai Deus, como somos frágeis, Blaise Pascal dizia: "Somos tão vaidosos que não nos importariamos em morrer se soubessemos que todos do mundo lembrassem de nós para sempre, mas somos tão vãos que a atenção de meia duzia de pessoas nos preenche este vazio”.
Mas, comamos e bebamos no feriado e brindemos ao Brasil. Pátria que nos pariu!