quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Antônio Ivo Se Suicida

O Prefeito de Santa Luzia foi até a capital paraibana, entrando na Casa Civil, redigiu algumas cartas, entre elas uma dirigida ao governador e atirou contra seu próprio peito.
O que espanta é a serenidade que a correspondência aparenta, veja o texto na íntegra:

Cássio,
Que Deus esteja com você. Muita serenidade para enfrentar essas atribulações, é o que desejo. A verdade vai aparecer e toda a trama que foi montada para prejudicar você e o seu governo haverá de ser desmascarada. A verdade triunfará.
Caro amigo, chega. A vida se tornou um fardo muito pesado para mim. Não posso mais adiar uma decisão tomada já há algum tempo. É uma decisão extrema, estou consciente. Calmamente parto para este salto no escuro. É chegado o momento. Estou partindo rumo ao desconhecido, espero que Deus, o meu Deus, tenha piedade de mim, tenha compaixão do meu espírito.
Cuidei dos outros e esqueci de cuidar de mim e da minha família. Ao longo da vida, cometi erros ou fui levado a cometer erros, é verdade, mas não agi por maldade ou má-fé. Lutei sempre de peito aberto, acreditando nas pessoas, mas nem todas mereciam.
Espero ser lembrado pelo que fiz de bom e o que fiz pelas pessoas, como médico e como político. Que a lembrança que porventura tenham de mim seja pelo que fiz até ontem e não pelo ato de hoje. Lamento não ter podido fazer mais pelos mais necessitados.
Que a lembrança de mim seja um alento na vida dos que sofrem e na esperança dos que buscam uma vida plena, com saúde, com honra e com dignidade.
Ao amigo, um forte abraço. Tudo vai dar certo, a luta será difícil e desigual, mas você vencerá. A Paraíba sabe o que você fez; os que mais precisam sabem a grandeza do seu governo.
Amigo,

Abraços

Antonio Ivo

domingo, 14 de dezembro de 2008

Editais

Em parceria com a Casa do Cardeal está entrando no ar um novo blog à respeito de editais de concursos públicos, a nova coqueluche do povo brasileiro [inclusive minha], o site conterá comentários a respeito de provas, assim como downloads das mesmas e dos editais de concursos abertos. Mas a proposta, com o passar do tempo, é expandir para licitações públicas e concorrências em geral.
Enfim, torcemos para o sucesso deste novo blog, assim como reiteramos nosso apoio e ajuda naquilo que for necessário.
Confira:

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Noite Amarela



Ontem a noite viu-se uma verdadeira festa nas ruas de Campina Grande [e demais cidades da Paraíba, como eu estava, por questões físicas, só em Campina...]. O Tribunal Superior Eleitoral acatou uma medida cautelar que manterá o governador Cássio Cunha Lima no governo até que se esgotem os embargos declaratórios [estes só poderão ser impetrados a partir de quarta-feira após a publicação do acórdão]. Embora a imprensa nacional, não entendendo o caso, tenha promovido um linchamento ao governador, o mesmo recebeu apoio da Cúpula nacional do PSDB, à saber: José Serra, Aécio Neves, Arthur Virgílio, Sérgio Guerra e até mesmo do ex-presidente FHC. Além de todos os governadores do Norte e Nordeste, senadores governistas como Paulo Paim e Cristóvão Buarque...
Agora, os funcionários poderão relaxar e não temer a volta daqueles que durante sete anos não deram um centavo de aumento nem assinaram um PCCR [Plano de cargos, Carreira e Remuneração] se quer, daqueles que foram incessíveis a greves de fome e mais de três meses de greve dos professores da UEPB.
Segundo os advogados de Cunha Lima, existem muitos erros no processo, estes serão rebatidos nos embargos declaratórios. Só posso dizer que a soberania popular foi respeitada, assim como o princípio da ampla defesa. Espero, agora, que seja respeitado o princípio da equidade [que não ajam com um peso e uma medida em Santa Catarina e outros na Paraíba]. Enfim, quem encomendou terno para a posse do candidato rejeitado pela maioria dos paraibanos, deverá fazer uma doação para um brechó de final de ano.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eleições Turbulentas

Uma dos atributos de que me orgulho em ser detentor é minha imaginação fértil, sendo esta notável dês de as séries menos avançadas do ensino fundamental. Se existe algo que não consigo imaginar se chama: Eleição Municipal de Jerusalém.
Vai dizer que você consegue imaginar a panela de pressão do mundo chegando a um consenso, isso seria até possível uma vez que 65% da população é de judeus que, em tese, votam, na maioria das vezes, coesos. Difícil é imaginar a aceitação da vitória por parte dos 252.000 árabes que completam a população.
Em uma região onde a divisão entre política e religião é quase invisível temos dois candidatos que polarizam as eleições um deles é o rabino ultra-ortodoxo Meir Porush, o outro, que diz-se laico, Nir Barkat defende, como o primeiro, a anexação da parte oriental de Jerusalém, conquistada na guerra árabe-israelense de 1967 e declarada em 1980 pelo Parlamento "capital indivisível e eterna do Estado de Israel".
Enfim, esperamos que o próximo prefeito se preocupe em resolver as questões socioeconômicas da região e que, durante o pleito, não morra ninguém.
Para quem se espanta com eleições na Paraíba...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sola Fide

Esta semana fazem exatamente 491 anos da Reforma Protestante, quando Martinho Lutero pregou suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, isto após pregar alguns sermões contra as indulgências. Em geral as propostas de Lutero visavam diminuir o cabresto que a igreja detinha sobre seus membros. O Deus pregado durante a Idade Medieval era um ser cruel que andava com um machado apontado para a cabeça de cada homem esperando o menor deslize para partí-lo ao meio. A salvação era fruto dos méritos humanos e como não temos lá muitos méritos... O homem Medieval vivia sobre constante tenção, sem a certeza de sua salvação. Lutero espalhou sua doutrina que veio a contagiar toda a Europa provocando o que se chamou de Contra-Reforma, que veio a ser uma reação da Igreja Católica Romana. A Doutrina de Lutero se baseava sobre cinco pilares: Sola fide (somente a fé); Sola scriptura (somente a Escritura); Solus Christus (somente Cristo); Sola gratia (somente a graça) e Soli Deo gloria (glória somente a Deus). Passados 491 anos não seria tempo de uma nova reforma? Ou ao menos de uma parada para reflexão do que tem havido esses anos na Igreja Protestante, sobretudo a brasileira?
A reforma protestante ela sobreviverá com ou sem o apoio destas!

domingo, 26 de outubro de 2008

Veneziano é Reeleito em Campina Grande (sem meu voto)


Terminam as eleições na minha cidade, aqui houve vitória do candidato à reeleição pelo PMDB Veneziano Vital do Rego Segundo Neto, filho do ex-deputado Antônio Vital do Rego e neto dos ex-governadores Pedro Gondim e major Veneziano Vital.
Agora, movidos pelas paixões aparecem centenas de analistas políticos atribuindo a vitória a isto ou a aquilo, a esta ou aquela falha nos bastidores, nos quais me incluo. Sendo assim a única análise que faço é que foi a escolha da maioria dos campinenses, esperamos, agora, grandeza de vencedores e de vencidos em torno de uma Campina melhor. Que a oposição fiscalize, o governo governe e o povo seja o vencedor.

Felix Araújo [Um Caio Graco paraibano]

Tenho evitado publicar poemas de outros autores, porém, publicarei este do grande líder político Felix Araújo, natural de Cabaceiras-PB, sendo assassinado em 27 de Julho de 1953 nas ruas de Campina Grande. destacou-se como orador, político, defensor daqueles que não podiam se defender e poeta. É pai do Ex-Prefeito de Campina Grande Felix Araújo Filho.

Meu Cáucaso
Cabaceiras- 1942

Moços felizes, para quem o mundo
É uma trama de sonhos e esplendores,
É a vida, o grande rio escuro e fundo,
Um tecido de fios multicores!

Ouço em vossas palavras um profundo
Entrechocar de risos e de flores
As asas do prazer em vôo fecundo,
Aleluias de crenças e de amores!

Mas quando invejo o vosso riso e canto!
- Eu que sinto no peito essa ferida,
Eu que nos olhos meus verto este pranto!

Rio, soluço e choro de aflição...
-Sou Prometeu no Cáucaso da vida
ferido pelas águias da ilusão.

sábado, 25 de outubro de 2008

Utilidade Pública


Aviso aos amigos etílicos de plantão, está proibida a venda de bebidas amanhã. Então encham suas adegas hoje o mais cedo possível. Mas se forem beber, lembrem da lei seca, afinal o que você imaginar de polícia está aqui em Campina, acredito que até a marinha fiscalizará a compra de votos no Açude Velho.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Nossa História

Para quem acredita que Campina Grande foi descoberta um dia destes, aí vai a lista dos prefeitos, em outras postagens falaremos das obras de alguns deles:

Francisco Camilo de Araújo - 2 de Março de 1895 à 7 de Janeiro de 1901; João Lourenço Porto - 7 de Janeiro de 1901 à 14 de Novembro de 1904; Cristiano Lauritzen - 14 de Novembro de 1904 à 18 de Novembro de 1923; Juvino de Souza do Ó - 23 de Novembro de 1923 à 23 de Maio de 1924; Ernani Lauritzen - 23 de Maio de 1924 à 13 de Dezembro de 1928; Lafayete Cavalcanti Correia de Melo - 7 de Fevereiro de 1929 à 20 de Dezembro de 1932; Antônio Pereira de Almeida - 20 de Dezembro de 1932 à 8 de Junho de 1934; Antônio Pereira Diniz - 27 de Junho de 1934 à 12 de Setembro de 1935; Bento Figueiredo - 12 de Setembro de 1935 18 de Dezembro de 1935; Vergniaud Borborema Wanderley - 18 de Dezembro de 1935 à 1 de Março de 1938; Bento Figueiredo - 4 de Janeiro de 1938 20 de Agosto de 1940; Vergniaud Borborema Wanderley - 20 de Agosto de 1940 à 1 de Março de 1945; Severino Gomes Procópio - 1 de Abril de 1945 à 6 de Novembro de 1945; Raimundo Viana de Macêdo - 6 de Novembro de 1945 à 22 de Agosto de 1946; Anfrísio Ribeiro de Brito - 22 de Agosto de 1946 à 11 de Outubro de 1946; Sabiniano Alves do Rêgo Maia - 14 de Março de 1947 à 30 de Outubro de 1947; Elpídio Josué de Almeida - 30 de Outubro de 1947 à 30 de Novembro de 1951; Plínio Lemos - 30 de Novembro de 1951 à 30 de Novembro de 1955; Elpídio Josué de Almeida - 30 de Novembro de 1955 à 30 de Novembro de 1959; Severino Bezerra Cabral - 30 de Novembro de 1959 à 30 de Novembro de 1963; Newton Vieira Rique - 30 de Novembro de 1963 à 15 de Junho de 1964; João Jerônimo da Costa - 15 de Junho de 1964 à 30 de Novembro de 1964; Williams de Souza Arruda - 30 de Novembro de 1964 à 31 de Janeiro de 1969; Ronaldo José da Cunha Lima - 31 de Janeiro de 1969 à 14 de Março de 1969; Orlando Augusto César de Almeida - 14 de Março de 1969 à 14 de Maio de 1969; Manoel Paz de Lima - 14 de Maio de 1969 à 15 de Julho de 1970; Luiz Motta Filho - 15 de Julho de 1970 à 31 de Janeiro de 1973; Evaldo Cavalcanti da Cruz - 31 de Janeiro de 1973 31 de Janeiro de 1977; Enivaldo Ribeiro - 31 de Janeiro de 1977 à 31 de Janeiro de 1983; Ronaldo José da Cunha Lima - 31 de Janeiro de 1983 à 1 de Janeiro de 1989; Cássio Rodrigues da Cunha Lima - 1 de Janeiro de 1989 à 31 de Dezembro de 1992; Félix Araújo Filho - 1 de Janeiro de 1993 à 31 de Dezembro de 1996; Cássio Rodrigues da Cunha Lima - 1 de Janeiro de 1997 à 5 de Abril de 2002; Cozete Barbosa Loureiro G. de Medeiros - 5 de Abril de 2002 à 31 de Dezembro de 2004; Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto - 1 de Janeiro de 2005 à 31 de Dezembro de 2008.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Futuro? Não interessa...

Esses dias, tenho vindo pouco por aqui, não pela falta de fatos, mas pela falta de tempo. Enfim: minha cidade está em chamas em virtude do segundo turno das eleições municipais, tenho notado, até com certo medo, grande hostilidade por parte dos eleitores de ambas as coligações, o que nos mostra que quanto mais modernos, mais nos aproximamos do rudimentarismo.
A crise econômica que atacou economias sedimentadas como a da Inglaterra [A Rainha perdeu milhões em aplicações], começa a dar sinais de que chegará a pátria que nos pariu, há quem diga que caso chegue terá envergadura maior do que a grande recessão de 1929, quem viver verá[espero viver sem ver]!
Acompanhamos o seqüestro e assassinato da menina Eloá, jovem que teve sua existência interrompida por um chamado crime passional. Agora, a imprensa fustiga a policia por não ter abatido seu algoz, a polícia por sua vez afirma que não teria como adivinhar o desfecho. Tudo em vão, a menina está morta. Resta a sociedade o consolo [vão] de saber que seus órgãos foram doados a outros.
Como se vê, muita coisa louca está acontecendo e eu mero espectador, de mãos atadas, tomo meu cafezinho no calçadão, olho tudo e para me iludir arquiteto planos de um futuro feliz...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Suicídio

Andando em minha estrada decrescente
Vivi todas as fases freudianas
Noites compridas de horas insanas
Marcaram meu tempo de adolescente

Hoje adulto e em amores descrente
Ainda atravesso as noites em claro
Agora com um ceticismo raro
Procuro razões pra seguir em frente!

Não encontrando caminho ou saída
Como sentir prazer por minha vida?
Como fugir do apego ao que é fugaz?

Quem sabe fazendo no pulso um corte
Beijando os carnudos lábios da morte
Enfim me venha de encontro a paz

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Parafraseando Jessiêr: "Coisas para se dizer Benzodeus"

Uma das maiores vaidades humanas é entrar para os anais da história, logo uma das maiores maldades que se pode fazer a alguém é retirar os nomes, daqueles que tinham legitimidade, do cânone.
Como fizeram a faraó Nefertiti [isto mesmo um dinasta egípcia do sexo feminino], violaram seu túmulo e descaracterizaram o seu corpo, numa tentativa de varrer sua existência da história. O gozado é que anos depois pesquisas provam a existência de Nefertiti, e o mais engraçado é que, como todos sempre tomam partido da vítima, ela é mais glorificada do que, provavelmente, seria se não a houvessem tentado usurpar.
Mas o caso mais esdrúxulo de que tenho notícia foi o do Papa Formoso que oito meses depois de morto foi desenterrado, vestido de papa, colocado em um trono, julgado e condenado por seu sucessor, Estevão VI.
Após o julgamento, Estevão rasgou as vestes, arrancou os dedos e arremessou o cadáver na rua, ordenando mais tarde que o atirassem em um rio. Estava destruída a história de Formoso?
Bem, as reações contra o papado de Estevão VI foram violentas, de modo que acabou seus dias encarcerado, morrendo estrangulado. E seu segundo sucessor conseguindo achar o corpo de Formoso, o devolve todas as honras papais e lhe dá um sepultamento digno de um Sumo Pontífice romano. [Como disse meu cunhado: “Por isso que chamam a Idade Média de idade das trevas”].
O interessante é que existem pessoas [políticos] que querem apagar os vestígios de seus antecessores, gestores incapazes de reconhecer o trabalho de anos para terraplanar as ruas que ele calça e calçar as ruas que ele asfalta.
Parece que algumas pessoas, que se julgam a própria quarta revolução industrial, ainda estão na Idade Média. Mas a História há de fazer justiça!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tá! Tiro o meu chapéu!

Esses dias estive acompanhando o trabalho da Justiça Eleitoral nas eleições de meu município. É inegável o empenho dos agentes em fazer cumprir a lei e o mais interessante, até onde pude ver, é o caráter educativo da atuação dos mesmos. Nos eventos das duas chapas que polarizam o prelo político campinense eles estavam lá. Desviando as motos e carros do percurso para que não caracterizasse carreatas ou motorreatas. Acompanhei atento um dos fiscais orientando certo eleitor para que não retirasse seu carro dali durante a passeata, fiscal este que agiu tão educadamente que prontamente foi atendido de bom grado.
É bom ver a justiça paraibana trabalhando em coisas que realmente importam ao invés de procurar pelo em casca de ovo, de modo que até seu mais ferrenho crítico tem que tirar o chapéu para seus agentes. Com toda esta fiscalização ainda vemos absurdos, calcule se não a tivéssemos...

domingo, 7 de setembro de 2008

Já podeis da pátria...

Hoje acordei com o toque do telefone [André, você não vem olhar o desfile cívico?], era o jeito ir... Após as 09:00 horas da manhã não tem mais muito o que se ver [do desfile], excetuando as mulheres semi-nuas, as crianças fazendo birra para seus pais comprarem cata-ventos verde-amarelos e seres distribuindo suas propostas de campanha [agora, sempre digo que meu título é de Teresina] tudo ocorreu sem maiores atropelos.
Infelizmente não vi as forças armadas, devido a hora, mas sempre é bom ver pessoas, bandas marciais executando músicas seculares e vendedores de algodão doce sem nenhum pudor se utilizando de joguetes psicológicos ludibriadores de crianças.
Será que podemos ver a mãe gentil contente?
Ah... A música se refere aos filhos, nós, enteados, certamente haveremos de conviver com a careta da pátria. Fazer o que?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Noite de são Bartolomeu - 24 de agosto de 1572

Para quem pensa que as morestes em nome de Deus são coisa de hoje, devo lembrar do aniversário de 436 anos de um dos mais cruéis conflitos religiosos de todos os tempos, onde aproximadamente 100.000 protestantes franceses foram assassinados. O engraçado é que a famosa Noite de São Bartolomeu ocorreu dois anos depois do tratado de Saint-Germain onde a rainha Chatarina de Médici e os Huguenotes haviam selado um acordo de não-agressão. Chatarina tentou assassinar o Almirante Gaspard e, não conseguindo, se enfureceu e então na manhã do dia de São Bartolomeu assassinou os principais líderes huguenotes, hostilidades estas que se espalharam por toda França resultando no número de mortes acima citado. O Papa Gregório XIII, jubilante com o “belo ato da coroa francesa”, mandou pintar um mural comemorativo, assim como cunhar uma edição especial de medalhas comemorativas à tal dia. Hoje, não haveria necessidade de tal conflito visto que o próprio movimento protestante tem atacado a sí mesmo atirando no próprio pé. Mas questionaria, quantas pessoas mais hão de morrer em nome de Deus?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Metamorfose

Eu vejo em tua vista mais opaca
Os ares violentos de um maníaco
E o ódio em seu sorriso demoníaco
Cortando o ar mais forte que uma faca

Já não mais te fartas por mais que comas
E assim caminhas em prantos eternos
Sentindo a dor em teus órgãos internos
E não há quem te veja os hematomas

Então tua alma tísica se cansa
De alimentar a falsa esperança
Que um dia acharás um ombro amigo!

Que trates de esquecer quem tanto amas
Deitando na mais doce dentre as camas
Chamada pelos homens de jazigo

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Volta ás [J]Aulas

Acabam-se as férias e o Festival de Inverno, retornam as aulas e a vontade de pular do Edifício Lucas. As primeiras com um certo saudosismo as últimas tendo como motivação apenas a pesquisa que ainda me empolga um pouco, este semestre dentre outras coisas engraçadas assistirei aulas também no período da manhã, visto que semestre passado, fui reprovado em uma disciplina.
Vão-se as férias, a paciência e o Festival de Inverno, sobram às dores de cabeça e as intermitências e doçuras da vida acadêmica [sim, também existem doçuras. Ah que doçuras!], mas o que não para um momento se quer é a preparação para o concurso do Tribunal de Justiça da Paraíba, o edital é meio louco, mas me parece valer á pena. Espero conseguir manter o ritmo até o final do semestre. Muito embora a idéia do Edifício Lucas não me pareça de um todo má.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Festival de Inverno

Muitos dizem que o teatro nasceu na Grécia, mas, muito antes dos gregos, a senhora Eneida Agra Maracajá já organizava seus espetáculos artísticos. Brincadeiras à parte esta notável dama paraibana tem sido de uma importância fundamental para o desenvolvimento da arte local. A prova mais visível desta relação é o Festival de Inverno [criado e organizado pela mesma] que na sua 33ª edição leva pessoas das mais variadas faixas etárias aos locais de apresentação ou como disse uma colega da universidade, dá à Campina Grande dez dias gratuitos de arte. Fui à abertura e vi um belíssimo espetáculo de dança, fora isso peças teatrais, exibições de curtas e muita música. Os espetáculos musicais acontecem à noite na Praça da Bandeira, até agora assisti os Shows de Mundo Livre S/A, que junto com Chico Science e a nação Zumbi idealizaram o movimento Maguebeat [sobre o qual escreverei depois] e da banda paraibana Cabruêra que já é quase indispensável ao evento, contando com dezenas de admiradores. As expectativas agora se voltam para a apresentação do grupo Teatro Mágico e para o encerramento com Cordel do Fogo Encantado, se meu humor deixar marcarei presença. Enfim parabéns à dona Eneida e parabéns à Campina Grande. Ano que vem estaremos lá novamente.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ave César

Poucas vezes na vida um homem se sente um César. Principalmente quando não se tem a auto-estima em níveis normais [uma pessoa dita normal sente-se no máximo um Marcos Antônio]. Mas hoje tive meu momento de César, ao sair do Banco Real, quando fui ao Calçadão da Cardoso Vieira, e, sentado em um de seus bancos observava os passantes [certamente meus súditos] e um rapaz engraxava os meus sapatos. Não me via melhor que ele em nada, inclusive acredito que ele tinha mais dinheiro no bolso do que eu, mas alguma interferência cósmica fez com que ele fosse o prestador e eu o contratador do serviço. Sem contar que em tal serviço, enquanto o clieente [ou César] fica sentado [em seu trono], o trabalhador [ou servo] executa sua tarefa, prostrado, lembrando os costumes feudais. Durante dez ou quinze minutos tive meu momento Caio Júlio César, mas temendo que o senado me assassinasse, resolvi voltar a mim e pagar os merecidos três reais do rapaz e saí de lá com os sapatos brilhando e com o ego novamente contraído.

domingo, 6 de julho de 2008

Pegaram o Pombo

Três eventos ocorrem todo ano: mortes de torcedores em campeonatos de futebol [talvez para relembrar os mortos nas arenas romanas], enchentes em São Paulo [Como uma forma de relembrar, talvez, o dilúvio noêmico] e greve dos Correios [Quem sabe, para celebrar... O aniversário de uma greve que nunca se acaba, apenas cochila]. A que mais me perturba é esta última, visto que parte de minha vida é resolvida por correspondência [não se preocupem, não utilizo os correios para tirar carteira de habilitação, se trata de encomendas]. Acredito que os negociantes dos termos de fim de greve são incompetentes, pois sempre deixam uma lacuna grande o suficiente para motivar a greve do ano subseqüente, a greve dos Correios já deveria fazer parte do calendário nacional de eventos. Se tal órgão houvesse sido privatizado duvido que passássemos por tal transtorno [Louco é quem diz isso perto de uma das agencias credenciadas].
O engraçado é ouvir o sindicalista protestar contra a corrupção, os mensaleiros a desmoralização de legislativo... [com o tempo ele protestará contra o aumento da SELIC, contra os uniformes dos agentes de limpeza, contra o regime Talibã, contra a Noite de São Bartolomeu...] Na verdade ele deveria, nesses termos, propor uma terceira revolução ditatorial. Com representantes deste quilate, o que temos a esperar são greves, anuais.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Intensos

Acaba-se o São João [deste tenho excelentes lembranças], e agora? Como as pessoas esquecerão de sua miséria? Que trabalham quatro meses por ano para pagar impostos que são mal aplicados? As pequenas efemeridades desta vida tornam o duradouro suportável uma vez que desvia um pouco nossa mente dele, mas o efêmero dissipa-se com a mesma velocidade que chega e o que nos resta é a mísera constância, ou como diria o poeta Taciano Valério “o opróbrio de uma vida sã”.
Ah, temos ainda este ano o prelo político, que ao invés de fazer com que pensemos sobre a constância, nos oferece, em troca de nossos votos, o efêmero. Depois disso, é encher a cara no reveillon, fazer promessas de iniciar uma dieta, trocar de emprego, trocar de carro, trocar de móveis, trocar de cônjuge e aproveitar o momento, vivemos numa sociedade que talvez nem saiba quem é Horácio e que quando fala em Carpe Dien se refere a uma marca de perfume, mas vive como se não houvesse amanhã, não pelo prazer de viver os segundos, mas pelo medo de pensar no tempo vindouro, então empurremos com a barriga e deixemos tudo para o ano que vem, afinal para que sair do planejamento? Que nos venham as festas e que esqueçamos nossa miséria, os impostos e de nosso famigerado futuro...

Cíclo

Creio que estou começando a relaxar agora, tive um final de semana meio atípico, fui a Recife, fazer as provas da Caixa Econômica Federal, fora os três ônibus que quebraram nada aconteceu de esdrúxulo... Hoje finalmente sei o que querem dizer férias acadêmicas, se bem que minha pesquisa os estudos para outros concursos em pauta [e a falta de recursos para uma viajem decente] não permitem que os músculos do trapézio se descontraiam. O gozado é que não é um investimento de retorno certo, se não fizer isso provavelmente serei mais um que se acotovelam nas filas do Bolsa-renda daqui há alguns anos, mas por um outro lado se tudo isso der, circunstancialmente, errado irei para tal fila. Maquiavel disse que a preparação sem a oportunidade é tão inútil quanto a oportunidade sem a preparação, então vou me preparando para agarrar a oportunidade, mesmo sem saber se a mesma passará. O que tenho a perder além da juventude? Dos melhores anos de minha vida? Do apogeu de minhas forças? Enfim, Juntemos dinheiro para comprar os remédios da velhice...

sábado, 21 de junho de 2008

Quem me dera ao menos uma vez...



Se nada der certo na minha vida eu, aproveitando os cabelos lisos e o sangue de minha avó paterna, me tornarei índio. Não, somente, pelo que diz a Rita Lee: “Viver pelado, pintado de verde, num eterno domingo, ser um bicho preguiça, espantar turista e tomar banho de sol”. Mas por ser tratado como o filho mais novo.
Ou seja, ter carta-branca para fazer besteiras, sem licitações, e ter a certeza da impunidade, sempre ouvindo: “Ah, mas o pobrezinho é só um... Índio”!
O que devem pensar a esse respeito os familiares de Ulisses Stefani, assassinado por índios em uma disputa de terras? O que devem pensar disso os familiares dos quatro mortos no Tocantins, assassinados por índios ao tentar recuperar um trator que aqueles haviam roubado?
Só está faltando mesmo o nosso brilhante governo criar o Bolsa-índio e Quotas para índios nas universidades públicas, dias atrás estive falando dos índios que atacaram o engenheiro da ELETROBRAS com facões, e o pior, a policia teve que permitir que os mesmos entrassem na palestra armados de facões, pois “o facão faz parte da cultura indígena”... Sendo assim, solicito aos índios que vão a uma audiência publica do Senado Federal armados de facões. Questionaria se os celulares que alguns deles andam fazem parte também da cultura indígena. Nada contra os índios, nem teria razão para tal, uma vez que sou neto de uma índia, mas tudo contra a violência desnecessária, tudo contra a impunidade, tudo contra passar a mão na cabeça de quem quer que esteja errado...
Não tenho certeza se terminarei meu curso, nem se meus investimentos darão certo, caso nada dê certo, procurarei uma tribo que me aceite.

Curta I

Ontem fui ao centro da cidade resolver umas coisas de minha mãe [ônus de ser o filho mais novo] e encontrei um amigo na porta do Hospital da Clipse:

- Tudo bem? – Perguntei eu
Ao que ele respondeu – Estou sim!
- Tens aproveitado o São João? – Insisti
- Homem, não me fale em São João para que eu não tenha raiva!
- O que houve? Casasse?
Disse ele – Você está louco, é só uma cirrose!

Agora pensarei duas vezes antes de casar [ou de ingerir álcool em demasia].

sexta-feira, 20 de junho de 2008

São João I

Sábado [amanhã fará oito dias] fui ao Parque do Povo acompanhado de meu amigo Thiago Leão, afinal é sempre bom distrair-se, encontrei alguns conhecidos [algumas meninas da faculdade passam por uma metamorfose ao tirar a farda], conheci algumas pessoas, amadureci algumas idéias [geralmente elas ficam podres antes que eu as execute]...
Paramos alguns instantes no quiosque do Tenebra onde ao som de Maracatu víamos as meninas que passavam... Enfim chaga a hora de voltar para casa. E o que tenho de novo? Dois números de telefone e um par de olheiras. Mas cá entre nós é bem melhor do que ficar em casa alimentando certas lembranças e pensamentos [hoje é Zé Ramalho e a prova final de LET 1].

terça-feira, 17 de junho de 2008

Café da Manhã

Hoje pela manhã saí para tomar meu café, na cabeça, as provas finais e o trabalho de Lingüística, meus passos, geralmente rápidos, eram diminuídos pela lentidão com que as pessoas desfilam no centro da cidade, a chuva nem caia com uma freqüência que justificasse a abertura de meu enorme guarda-chuva, nem me dava uma trégua, parando só quando eu me encontrava no Calçadão da Cardoso Vieira. Lá dezenas de engraxates saltaram sobre mim [porque sair de sapato social?], exércitos de vendedores de celular [que não recolhem impostos] vieram ao meu encontro, assim como meia dúzia de mendigos, ébrios e doidos.
Enquanto tomava meu café ouvia as conversas e acompanhava o movimento: Torcedores do Sport Recife iam à forra com os torcedores do Corinthias, prosélitos do governador atacavam o prefeito e o contrário também, o doido que canta requiem [pasmem, em campina tem mesmo isso] passou entoando seu belíssimo canto... E eu ouvindo tudo, remoendo meus problemas e imaginando se de fato eles não estavam certos e eu errado.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Seis Anos

Hoje fazem seis anos da morte de meu avô. É difícil não pensar nisso, uma vez que Seu Pedro sempre foi uma pessoa marcante. Ele era um homem de extremos, tanto as alegrias quanto às tristezas eram vividas na plenitude, o que em parte o envivecia, em parte o matava.
Sempre ouço histórias do jovem boêmio, do homem empreendedor, do ser de bom coração que ajudou pessoas, do líder, enfim de uma pessoa com virtudes e defeitos como qualquer outra, porém as virtudes a que me referi tornam-no imortal.
Espero ter a disposição para levar a diante o seu legado de trabalho e honradez [porque não o da boemia também].
Enfim, enquanto eu estiver vivo, não deixarei que seu nome seja esquecido, para que se saiba que vale a pena ter caráter.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Neo-liberalismo II

Esses dias, estive lembrando de uma leitura que fiz há alguns anos [meu cérebro funciona assim], lembrava de Utopia do Thomas More e de Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado do Friedrich Engels. E tentava imaginar uma sociedade comunista [não estou afirmando que tais livros são comunistas, mas vai dizer que não parece?]. Será que no mundo atual seria possível, como queria Rousseaul, castrar a vontade pessoal em favor da coletiva? Penso que não! Muito mais racional me parece a proposta do Addam Smith:

"Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter”.

Talvez pensando nisso, vantagens que podem obter, os paises “neo-comunistas” promovam uma verdadeira orgia com as contas públicas a exemplo do Chavez que vende petróleo abaixo do preço de mercado para seus pseudo-aliados, e, pasmem, doando dinheiro para o carnaval carioca.
Às vezes fico imaginando o estado pesado de Getúlio Vargas, será que todas aquelas empresas realmente faziam bem para o Estado? [Pelo menos o presidente tinha onde empregar seus correligionários]. O Totalitarismo era uma das principais características do Nazi-fascismo, situação esta que veio a ser modernizada com a passagem das estatais para a iniciativa privada. Esta, pensando nas “vantagens que eles podiam obter”, ofereciam serviços de qualidade, coisa que o Estado “em nome do bem comum” não fazia.
Não tenho intenção de desconstruir uma doutrina, mas na minha opinião o sonho Comunista é muito bonito, mas prefiro a realidade capitalista.

domingo, 1 de junho de 2008

Neo-liberalismo I

Sempre que se fala em Neo-liberalismo a primeira coisa que vem a cabeça é aquele demônio draconiano pregado na campanha contra FHC. Mas se olharmos com isenção veremos que o Leviatã não é tão assustador assim. O problema, no Brasil, não foram privatizações, mas a forma com que foram feitas. Vejamos o exemplo da Companhia Vale do Rio Doce que após a privatização é a maior produtora de ferro e níquel do Mundo, antes um cabide de emprego para correligionários dos detentores do poder, hoje uma referencia mundial. E as empresas telefônicas? Lembro que meu avô comprou um celular por uma fortuna, era status social, ele andava todo orgulhoso com aquele aparelho [menos discreto do que algumas armas] pendurado na cintura. Após a privatização qualquer ser pode possuir um celular [alguns acham pouco e possuem mais de um]. Uma pessoa certa vez me disse que a tecnologia ia chegar a todos de todo jeito mesmo, com ou sem as privatizações. Como minha bola de cristal está quebrada não dá para saber se isso é verossímil ou não. Mas fico imaginando, para que uma empresa monopolista e estatal iria se preocupar em melhorar seus serviços e barateá-los?
Com os grandes monopólios a livre-competição inexiste. Com a burocracia que é para se estabelecer enquanto iniciativa privada, a livre-iniciativa é só teoria. E sem livre-iniciativa e livre-concorrência não existe o neo-liberalismo.
As PPP’s [parcerias público-privadas] deveriam agregar a abrangência e gratuidade do setor público e a eficiência e qualidade do setor privado. Seria excelente se não fosse utilizada para driblar a lei de responsabilidade fiscal.
Enfim, o estado totalitário é pesado e retrógrado, mas moderniza-lo como fizeram no Brasil se torna oneroso. O problema sempre é o Brasil não é? Como disse um poeta punk na praça Clementino Procópio: "Este é o Brasil país do futebol, praia, bunda, samba e sol".

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ser normal - Programa de índio

Às vezes fico me perguntando se vale a pena ser somente um cidadão normal, existem legislações específicas para as chamadas minorias. Bolsas em universidades para os sem terra... Índios que não podem ser impedidos de participar de protestos com facões [uma vez que estes fazem parte da cultura indígena], o grande perigo é você ser um engenheiro, um proprietário rural ou um filho de um proprietário rural que quer entrar na Universidade.
Revoltei-me com o ataque dos índios contra o engenheiro da ELETROBRÁS, o tempo em que às coisas no Brasil eram resolvidas pela truculência foi vencido com a morte de Vargas e com o que se chama de redemocratização e é inadmissível uma conduta como essa, principalmente, daqueles que sempre são mostrados como coitadinhos da história brasileira.
Sou protestante, e durante a colonização dos Estados Unidos da América, se utilizando de armas de fogo os protestantes dizimaram os índios, fazendo das armas parte integrante da cultura protestante, estas são utilizadas dês de longas datas pelos mesmos que dês de a reforma partiram para um enfrentamento bélico e em paises como a Irlanda o conflito, Católicos vs Protestantes, ainda sobrevive até hoje.
Imagine se Protestantes e Católicos resolvessem entrar armados em uma Aldeia [armas e guerra fazem parte da cultura cristã, a exemplo das cruzadas] na luta contra os “infiéis”. Imagine um mouro na grande São Paulo querendo entrar no aeroporto ou num Shopping com dinamites amarradas ao corpo [a polícia não deveria intervir, pois isto faz parte da cultura do Islã]. Mas como nem protestantes, nem católicos e nem mouros são minorias, cabe a nós, cidadãos normais pagar a conta.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Um tempo à frente do seu homem II

Outra vantagem, de ter nascido em tempos anteriores, seriam os títulos de nobreza, ah nada me encanta mais do que esta espécie de distinção. Algumas vezes herdadas no sangue. Uma coisa é o cara bradar:
- Zé das Couves acaba de chegar – Outra completamente diferente é:
- O Barão José de Médici acaba de chegar
Creio que por esta minha paixão por títulos me auto denomino Cardeal Richelieu, político este que era primeiro ministro e duque além de clérigo.
Mas para satisfazer minha vaidade eu não precisaria voltar muito na história, pois de todos o título que mais me chama atenção é o de Interventor. A arbitrariedade com que o Interventor ocupa o lugar do deposto causa inveja nos homens e libido nas mulheres.
Seria interessante governar com intervenção mínima do legislativo [ditadura?]. Não é muito diferente de entupir a câmara com Medidas Provisórias.
Mas, já que não podemos voltar no tempo vamos derrubar a Amazônia para fazer palito de dente, afinal Marina Silva não é mais ministra do Meio Ambiente.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Um tempo à frente do seu homem

Esses dias tenho aparecido pouco por aqui. Em parte devido a uma espécie de esmorecimento, estou cansado de muita coisa. Será que ter nascido na Idade Medieval seria melhor?
Seria bom ser leal a um senhor feudal neste mundo onde não temos por quem lutar [algum gênio dirá: “por si mesmo”]. O que diriam se eu vos revelasse que sou meu próprio mouro. Aliás, somos nossos próprios mouros! Mas o fato é que faltam líderes, faltam objetivos, falta por que ou por quem lutar [adolescência tardia é a da sua mãe...].
E agora? Serei paladino de que? Qual minha bandeira? Como matar o mouro que me aflige sem cometer suicídio?
Ai Idade Medieval seria bom por a culpa no acaso, e não me importar com a miséria nem com a violência, pois matar mouros era orgulhar o senhor feudal e servir a Deus!
E agora? Bem, vamos esquecer tudo isso e aguardar o São João, afinal nossa vida fútil continua.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Função Fática da Linguagem [no banco]

Meus óculos só ficam prontos sábado, dá para imaginar a agonia que enfrento para estudar e escrever, porém não paro, não por paixão ao ofício, talvez por vaidade, não sei, Ronaldo Cunha Lima diria que eu faço isso “não por amor ao sacrifício, mas para que se mostre que não existe sacrifício para o amor”.
Meu programa matinal, hoje, foi basicamente o que toda pessoa normal sonha para uma manhã. Fila do banco real no DNVDFIB [Dia Nacional dos Velhinhos e Deficientes Físicos Irem ao Banco]. Irritei-me, não pelo atendimento prioritário a os outros [penso este ser legítimo], mas pela falta de prioridade em que estou inserido, enfim no Brasil a legislação sempre beneficia as minorias. Não existe uma lei que beneficie os Jovens normais da classe média [não venham se fazer de desentendidos].
Na minha espera, fui vítima da função fática da linguagem, uma televisão exibia desenhos animados. Um senhor risonho interveio dizendo:

- Bicho não fala, não é?
[O senhor é a prova de que sua tese é errada]
- Não, meu senhor!
- Tem umas pessoas que dublam esses bicinhos não é?
[Não, tosco, na verdade este seriado é gravado em Marte onde os bichos têm esta aparência e, pasme, voz]
- Tem sim, meu senhor
- E as crianças adoram, não é?
[Querido, só se foi no seu tempo, pois hoje as crianças adoram a TV senado e o Canal do Boi]
- De fato, adoram mesmo...

Daí seguiu-se uma conversa da qual participei sempre que solicitado [... Né?... Né não?], após algumas horas minha ficha aparece no painel, fiquei mais contente por poder levantar sem parecer grosso do que propriamente por ser atendido.
Não sei o que pensar disso tudo, mas penso que se meu humor estivesse melhor teria dado boas gargalhadas conversando com o Mr. Óbvio... [um cara desses deveria ter a ficha 40.000].

sábado, 3 de maio de 2008

Flash Back (isso se escreve assim?)

Quando olhamos para roupas que usamos na década passada pensamos: “Como possui algo tão ridículo”?... Às vezes isto se dá com ex-namoradas, posicionamentos políticos, cortes de cabelo... Enfim a eterna evolução e insatisfação do homem, esses dias observei umas antigas postagens de outro Blog que assinei até meados de 2006, publicarei um dos textos dele:

12 de março de 2006

Domingo, fui ao Shopping encontrar uns amigos e paquerar com livros e cd’s, dei umas voltas, paquerei algumas meninas, entrei na Livraria Cultura [minha preferida], por um momento pensei em Taciano Valério que alimentava a tara de roubar um livro, porém um certo pudor e as câmeras de vigilância interna oprimiam o rapaz. Fui as Americanas onde vi alguns cd’s que na próxima visita comprarei. E fui para o lugar do encontro [sempre faço hora para me atrasar um pouco para fazer o charme], todos estavam lá, rimos, contamos piadas e por alguns instantes esquecemos dos problemas cotidianos.
Uma cena, entretanto, chamou a atenção desse meu poeta interior, é engraçado como as crianças são espontâneas, um menino que aguardava o pedido na mesa ao nosso lado salivava olhando a lasanha que devorávamos.
Aquele olhar tarado e indiscreto me fez pensar na dissimulação adulta, imaginei o que seria da sociedade se déssemos vazão a nossa criança interior. Pascal dizia: “Se um amigo soubesse o que o outro diz dele na sua ausência, não existiriam senão quatro amigos na terra”. Pensei até no Filme: O Mentiroso, onde certo advogado foi condicionado a dizer a verdade durante um dia e “esculhambou” seus colegas de trabalho e seu chefe. Somos dissimulados, nunca dizemos 100% do que pensamos das pessoas, As pessoas gostam de ser lisonjeadas, então lisonjeamos. Gostam de ser elogiadas, então elogiamos. Fogem da verdade e tentam esconde-la, então mentimos e fingimos não ver o que cada um é.
A verdade é que crescemos e um pudor necessário para viver em sociedade, nos transformou em mentirosos, verdadeiros atores.
Sigamos na nossa dissimulação Machadiana.
Sim, a lasanha estava uma delícia



Se evoluí ou involuí quem saberá?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Argumentação sub-desenvolvida

Esses dias fiz uma visita ao Blog de meu amigo Tiago e li um belo texto a respeito Marcha da Maconha, intitulado A Marcha da Vergonha. O texto me fez pensar, refletir sobre alguns pontos que eu não havia refletido antes. Mas o que me chamou atenção foram os comentários dos leitores.
Nada contra os namorados de Marijuana, nem contra o fato deles discordarem, mesmo porque não concordo com o texto na íntegra, o que não reduz a excelente qualidade do mesmo.
Mas é incrível como as pessoas não podendo atacar os argumentos, atacam o argumentador. O mais interessante é que, atacando o argumentador se arrogam de ter respondido a seus questionamentos:

- Tal tonalidade de barulho é oriunda do atrito entre dois bastões de cobre...
- Você não entende nada de tonalidades seu imbecil!
- Qual o contra-argumento?
- Ah, você está equivocado e precisa se informar!

O pior é que artistas como esses tomados por uma Ilusão Voluntária, tem seu ego preenchido com tão pouco, na verdade preenchido com nada.
Outro ponto interessante é a mania de certos pseudo-intelectuais de chamar de alienados todo e qualquer que discorde de suas idéias. Fico imaginando o que diriam os intelectuais de verdade:

- Oi Voltaire Tudo bem? O que você acha disso?
- “Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”.

E com tais “argumentos” os “revolucionários” tem seguidores, quase tão “intelectuais” quanto seus mestres.
Ai Deus, como somos frágeis, Blaise Pascal dizia: "Somos tão vaidosos que não nos importariamos em morrer se soubessemos que todos do mundo lembrassem de nós para sempre, mas somos tão vãos que a atenção de meia duzia de pessoas nos preenche este vazio”.
Mas, comamos e bebamos no feriado e brindemos ao Brasil. Pátria que nos pariu!

domingo, 27 de abril de 2008

Domingo

Acordei na expectativa do grande prêmio da Catalunha, depois da largada confesso que não tive lá muitas emoções, só posso dizer que foi Massa ver Alonso se Ferrari.

Lembrei que hoje era dia de Domingo no Parque, fui dar uma conferida, meio chateado por já ser muito tarde, mas vendo o número de pessoas que chegavam simultaneamente a mim percebi que a vagabundagem matutina dominical [acordar tarde nos domingos]era generalizada.
Nos poucos minutos que passei no Parque [uns vinte minutos] percebi algumas dicotomias engraçadas: Mães cada vez mais jovens e com cada vez menos roupas, crianças cada vez mais espertas e menos educadas, pessoas com razões suficientes para estar chorando, mas cada vez com mais gargalhadas e com menos dentes...
Vi o bom e velho Tam, como sempre marcando presença nos eventos da Prefeitura, Vi o Chico da Tocha, entre outras celebridades de Campina Grande.
Houve distribuição de mudas e, pasmem, não eram trevos cor-de-laranja. Havia um belo palco e ao lado uma tenda com uma faixa bem visível: Crianças Perdidas [me questionei se as crianças realmente perdidas não eram as que estavam dançando o Creu no palco, mas...]. Enfim gente bonita, gente feia, capoeiristas, crianças, vendedores de algodão doce e eu [que nem sou feio, nem bonito, nem criança, nem capoeirista e nem vendo algodão doce...].
Na falta de mais detalhes paro por aqui, afinal as três últimas linhas foram terríveis.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dossiê II - Estrelando: José Maranhão?

Com essa até São Jorge caiu do andor. Temo comentar a respeito de determinados temas, isso por experiências amargas em períodos anteriores, mas não poderia deixar de noticiar isto em meu blog, para que não me processem postarei na íntegra a reportagem do Jornal do Brasil, na coluna Informe desta quarta-feira:

“Não se sabe quem foi o pioneiro no setor, mas essa história de dossiê para intimidar adversários transcendeu as paredes do Planalto. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral andam a passos calculados com a revelação de um deles: um ex-presidente de um banco estatal, expert no assunto, teria levantado dados contra dois da turma. O caso envolve o julgamento do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), suspeito de irregularidades na campanha de reeleição.Suspeita-se de um movimento político para tirar o governo de Cássio. O senador José Maranhão (PMDB-PB), segundo colocado na eleição de 2006, seria o beneficiado com o cargo. O advogado dele, Fernando Neves, teria confidenciado a um amigo o desejo de pular fora do caso antes que a toga pegue fogo. Os supostos dossiês seriam para forçar os ministros na decisão contra Cássio. "O povo está querendo criar um factóide", disse Maranhão à coluna. O senador admitiu que, há alguns meses, esteve no TSE, numa visita de cortesia a ministros, acompanhado dos presidentes do PMDB (seu partido), Michel Temer, e do PT, Ricardo Berzoini. Não por acaso, o vice de Maranhão é petista. Mas o senador garante: não fez mais visitas. E onde entra o ex-banqueiro nisso tudo? Ele é da Paraíba. Agora, cabe a pergunta: Por que a turma do TSE temeria um dossiê?

”Abre da coluna publicada nesta quarta na pág. 4 do JB

Deixo os comentários por conta dos possíveis leitores... Mas que isto - Caso se confirmasse - causararia pasmo até mesmo no Santo Guerreiro, ah Causaria!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Excentrismo

Ontem fui tirar uma xerox, para a professora de Português III [era o mínimo que eu podia fazer, depois de quase 40 minutos de atraso], encontrei um grupo de meninas conversando sobre a Micarande 2008 [quem manda falar alto]:
- Ah, vi você pegando 'uns cabinha lah'!
- E aquele traveco gritando ao lado dos camarotes você viu?
- Vi sim! Eu tava 'nos camarote'!
[sic]
È interessante conhecer pessoas com interesses e afinidades comuns, por mais esdrúxulas que sejam, é nisto que me perco por que não tenho pessoas que, dentro de uma mesma fase, goste das coisas como gosto e que sua excentricidade se encaixe com a minha.
Hoje mesmo estava assistindo o Jornal, quando ouvi uma voz me chamando, aflita. Corri para a cozinha me sentindo um herói medieval, a virgem estava presa e gritava por um herói, de repente eu chuto a porta e a derrubo assim como Ájax derrubou o Príncipe Eitor de seu cavalo com seu escudo [ambigüidade não é? O escudo de Ájax]. Ta bom, era vovó que estava presa no banheiro.
Mas sou de fato excêntrico, se eu fosse autista talvez fosse um bom pintor, matemático, mas como sempre ficamos no bom e velho limbo, longe dos extremos e esparramados na zona de conforto.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Segunda-Feira da verdade

Hoje o dia começou com uma neblina estranha, como se o próprio Sol estivesse de ressaca [que é que tem? o Mar pode ficar, por que não o Sol também], talvez conseqüência das cinzas de que falei na última postagem, enfim, a segunda feira que sucede uma festa é muito peculiar. Fui dar a volta minha de cada dia no Açude Velho, vi um bêbado com um isopor de quentinha na cabeça deitado de frente a Oficina de Aníbal [ainda fechada] de frente ao São Braz, vi os funcionários da serraria comentando gloriosamente as “gatinhas que tinham pegado”. Gente indo dar expediente de óculos escuros, o Hiper Bompreço quase vazio, os agentes de limpeza retirando os últimos resíduos da Via-Axé...
Parece que a vida recomeça a cada segunda-feira, como se tivéssemos dupla personalidade. A pessoa que você conhece bêbada, dançando o Créu no carnaval da Praia de Intermares é a mesma com quem você vai pagar uma disciplina durante o semestre, esta é a vida, em Junho tem mais...
Enfim, se querem saber, eles é que são felizes, pensar tem me tirado o juízo.
Viva a ressaca! Viva ao cartão de Crédito estourado! Viva a Bahia!

domingo, 13 de abril de 2008

Cinzas, mas em Junho tem fogueira...

Termina a Micarande [quer dizer, segunda-feira ainda tem Zé Pereira] e com ela o fogaréu do coração dos foliões deixa apenas cinzas. Este ano aconteceu quase tudo, tipo um comerciante que tomou a arma do assaltante e foi baleado no pé; as promessas de Durval de voltar no ano que vem em pleno Parque do Povo [para a alegria dos fans]; o estudante que foi esfaqueado dentro do Bloco Cerveja e Coco; a Alegria [com “A” maiúsculo mesmo] dos foliões ao som de Bel Marques, Ivete Sangalo [esta, segundo Roberto Michelle com cada “lapa de perna”] etc.
Todo evento é marcado pela violência, afinal, algumas pessoas saem de casa unicamente com a intenção de fazer o mal, mas no todo creio que [dentro do que se espera de Micarande] ocorreu tudo bem.
Mas e amanhã? Voltam às crises, volta nossa vida ao normal e nos joga na cara o quanto somos infelizes, pois como dizia Pascal “se fossemos felizes, não precisaríamos nos recrear, uma vez que nosso estado normal seria de alegria, sem precisar de estímulos externos”.
Mas, resta-nos brincar amanhã com o Zé Pereira e aguardar a fatura do cartão que no fim do mês trará a primeira prestação do abadá do bloco, [três noites pagas em seis vezes sem juros].
Enfim, vou parar por aqui, todo mundo deve ver e eu ser o cego...
Ah... São João vem aí!
Ai, porque não nasci na Suíça?

domingo, 6 de abril de 2008

Cuzcuz

Quando eu fazia a segunda série existia uma brincadeira, não muito sadia, mas responsável por nos ajudar gastar as energias infantes e a externar a violência inerente ao homem [homo homini lupus], tal brincadeira chamava-se Cuscuz, uma referencia a uma comida tão apreciada em nossos lares, que consistia em se fazer um bolo de terra e colocar [assim como no Cuscuz de milho] um objeto no meio geralmente um palito ou canudo. Cada um tinha sua vez de retirar uma porção da terra e aquele que derrubasse o palito era perseguido e agredido até chegar a um ponto de anistia previamente combinado entre os pequenos bárbaros.
Esses dias vendo umas fotografias de um açude que rompeu no meu estado, veio a memória este período de minha infância, pois, vendo o dano, a única explicação racional é que os poderes públicos estavam brincando de Cuscuz quando construíram o açude. È pena que o nosso Epitácio Pessoa sem manutenção e obras de desassoreamento não tem como armazenar tal água, chegando a mais de três metros a vazão d’água em seu sangrador... Muita chuva, muitos estragos e pouco armazenamento.
Este é o Brasil, pátria que me pariu!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Micarande I

Existe uma lei natural a qual satura todas as constâncias arremessando-as no rude desfiladeiro do obsoleto, nossa boa e velha Micarande não faz exceção à regra. Durante anos, a festa tinha sentido ou, na mais eufêmica das hipóteses, minha cegueira era menor, mas de fato houve um tempo em que a festa era menos violenta.
O que dizer de uma festa em pleno interior da Paraíba onde a música é baiana, os artistas são baianos, os empresários são baianos e, pasmem, até mesmo os assaltantes são importados da terra de todos os santos.
Dês de a morte do jovem Edésio Carlos dos Santos Júnior [assassinado dentro do bloco Spázzio], tenho alimentado um pouco de amargura á respeito do evento. Mas o caso Edésio ganhou notoriedade graças ao empenho de seus pais que durante alguns anos fizeram panfletagem durante a Micarande, mas quantos outros não foram assassinados durante o evento, isso para não mencionar os feridos a faca.
O tempo da Micarande está esgotado, o presidente FHC dizia que um dos maiores erros dos homens públicos é não perceberem a passagem dos períodos históricos e insistirem em estruturas saturadas.
Postarei novamente sobre este tema apresentando novos dados e soluções, afinal não sou um opositor provinciano.

Seis e Meia

Ontem fui prestigiar o famoso Projeto Seis e Meia, esperava que o show ocorresse com atraso, como de outras vezes o que inclusive lhe rendeu o codinome de Projeto Sete Horas, mas tudo ocorreu dentro da pontualidade, [18:35] Marcelo Lancelote abiu o show, com um repertório razoável e precisando praticar um pouco mais de acordeom, mas superou minhas expectativas.
Ás [07:45] Se inicia o show de Jessiêr Quirino, como sempre irreverente com seus causos e poesias que cantam o nordeste e encantam o Brasil, sempre contando com sua fiel plateia, que, diga-se de passagem, está cada vez mais heterogênea, velhinhos, rapazinhos, mocinhas com suas blusinhas mostrando suas barriguinhas, tatuagem(zinhas) e seus pearcings, casais de namorados, famílias inteiras e eu.
Isso tudo por oito reais [visto que sou estudante, pelo menos uma vantagem não é?], enfim, comprimento os poderes públicos por tal iniciativa, este mês teremos meu conterrâneo Chico César e mês que vem Arnaldo Anthunes, pena que não posso perder muitas aulas na Quinta à noite [lingüística e OTEC].

terça-feira, 25 de março de 2008

Cataclismo



Parece que as chuvas vieram umedecer de vez a terra paraibana, Cabaceiras [uma das cidades de menor índice pluviométrico do país] ficou debaixo d’água, após receber em dois dias a chuva que, em uma situação normal, não receberia durante um ano inteiro. Me chamou atenção [e de todo país] um desmoronamento em uma rodovia que conheço muito bem, a PB-148, que embora o Jornal Hoje teime em dizer que é em João Pessoa, eu afirmo, com conhecimento de causa, ser a estrada que liga Campina Grande a Queimadas, Caturité e Boqueirão, o trecho do ocorrido foi na divisa entre Caturité e Boqueirão, onde morreram a dona de casa Maria Bonfim Bezerra Silva, 36, e os filhos dela Renata Bezerra Silva, 13, Emanoel Bezerra Silva, 4, e Lucas Bezerra Silva, de apenas 11 meses. Os outros três ocupantes do carro tiveram apenas escoriações e sobreviveram.
Fontes afirmam que a ponte do distrito de Paulo de Sousa, divisa entre Caturité e Queimadas, está comprometida e há a forte possibilidade da mesma ruir.
Parece que não só os açudes sangram, mas também o coração dos parentes das vítimas imoladas pela falta de manutenção em nossas rodovias, enfim, não quero culpar ninguém, apenas registrar este fato e externar minha solidariedade a todos os direta e indiretamente atingidos por tais cataclismos.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Filha

O que faz uma pessoa desejar ter uma filha?
Sinceramente não sei, o ônus é enorme... Criar uma mulher nos dias de hoje parece mais complexo do que criar um homem. Mas um belo dia me deparei com a personagem de Érico Veríssimo, a Clarissa. E a partir de então penso muito em ter minha filha. Porque?
Não sei!


Clarissa
À minha filha ainda inconcepta

Se me amares, minha filha, se me amares
Perceberás dos meus olhares os lampejos
Cobrirás minhas mãos trêmulas de beijos
E me darás o mais puro de seus olhares

Se me amares, minha filha, se me amares
Perceberás, por tua causa, secos meus rios
Com paciência verás os meus tresvarios
Por mim, seus rios, desaguarão nos mares

Se me amares, sem tristeza e lacrimemos
Não deixarás para o meu fúnebre cortejo
O beijo grato e a oferta de flores

Pois terás feito tudo por mim, ainda em vida
Terás saudade, mas com a missão cumprida
Terás vivido, o mais lindo dos amores

quinta-feira, 13 de março de 2008

Cansaço Emocional

“Às vezes a agonia é tanta
Que rolando dos últimos degraus
O Hércules treme e vai tombar no Caos
De onde seu corpo nunca mais levanta”
(Augusto dos Anjos)

Como entender o cansaço?
Se for de ordem física, certamente um pouco de repouso tende a resolver, caso seja mental existem terapias medicamentosas, homeopáticas, fisioterapeuticas que resolvem (ou abrandam) tais canseiras. Mas e quando o homem se sente cansado sentimentalmente falando? Levando em consideração que tal moléstia altera os estados físico e mental, existiria cura para tal chaga?
Quando se sabe que não há solução para catástrofes iminentes e tudo que se tem a fazer é “das ruínas de uma casa assistir ao desmoronamento de outra casa”. Seria preciso ser um profeta para prever que um móvel, sem freios descendo uma ladeira em direção ao despenhadeiro tende a se esborrachar? Óbvio que é preciso apenas olhar e ver-se.
Padre Antônio Vieira dizia que para um homem se ver são necessários apenas visão, espelho e luz. Ou seja, somente sendo cego, estando em trevas ou não tendo espelho para não notar a frágil condição humana.
Quando vemos que tudo que cremos é frágil nossas forças se esvaem e o que fazer?
Penso que quando não se pode remediar uma chaga a única coisa a se fazer é sentir a plenitude de sua dor. O poeta Cazuza dizia que a dor esconde uma pontinha de prazer. Obvio que eu não acredito nisso, mas já que não dá para vencer o metal, sejamos como o Sândalo, arvore cheirosa, que não podendo resistir ao lenhador, perfuma o machado que o fere.
A existência terrena é algo muito pequeno, já que não podemos evitar os males que ao menos tentemos enfrenta-los com altruísmo.
De todo jeito:

“É natural que este Hercules se estorça
E que tombe para sempre nessas lutas
Estrangulado pelas rodas brutas
Do mecanismo que tiver mais força”
(Augusto dos Anjos)

sábado, 8 de março de 2008

Como seria um nazista Paraibano? [já sei a resposta dos partidarios do PMDB local]A pergunta é estranha, mas por esses dias tal existência foi comprovada. Um jovem, no interior do estado, proferiu um golpe de faca no rosto do colega de escola. E com o agressor foram encontradas mensagens de cunho Nazista, e pior, planejava um grande ataque para o dia do aniversário de seu mentor intelectual, Hitler!
Penso que ele se jacta de pertencer a raça pura [os paraibanos] e sai por aí atacando com sua Faca Peixeira todos que resistirem ao sistema que tenta implantar. Mas como sempre o país forte vence a guerra, penso que este ficará ou preso ou numa casa de repouso [eufemicamente falando] .
Será que ele chamava Hitler de Rita, ou pensava que o termo Judeu era uma acusação a alguma moça cujo apelido seria Ju ou que a suástica seria uma cruz com falta de manutenção... Agora entendo porque a igreja não gostava que certas pessoas tivessem acesso a leitura. Inda bem que um rapaz desses não teve acesso a o livro de São Cipriano, o livro Satiricom de Petrônio ou ao filme de Dr. Hannibal Lecter.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Tristeza

O que falar a respeito da tristeza?
È complexo dar definições a respeito de algo tão subjetivo, Renato Russo nos dá uma prova desta impossibilidade de definição: “Disseste que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira”. Augusto dos Anjos foi clássico ao dizer: “O quadro de aflições que me consomem, o próprio Pedro Américo não pinta, para pintar era preciso a tinta feita de todos os tormentos do homem”. Como definir o indefinível? Talvez com o grau de subjetividade de um poeta triste seja possível.
Imagine a agonia de estar amarrado á beira do mar no horário em que a maré sobe, imagine-se sangrando pelos poros e nada podendo fazer para estancar a hemorragia você torce e estica os braços de agonia deitado como o Homem Vitruviano. E mesmo assim não consegue externar tal dor. As lágrimas nos olhos são como as larvas vulcânicas, embora quentes a escorrer pela face são apenas a parte pequena do tectonismo. Pois o furor, e as temperaturas mais altas ficam escondidas, castigando o interior terreno.
Queres saber o que é tristeza?
Tomara que nunca saibas, pois só se sabe sentindo.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

We Are the World of Carnaval...

Bem, passou o carnaval e a terra recomeça a sua gravitação em redor do sol [pelo menos para o povo brasileiro], as promessas de parar de beber e de iniciar uma dieta passam a vigorar. Os concursos públicos [moda dos jovens brasileiros] prometem bastante movimentação para este pós-carnaval, o edital do INSS ainda está em aberto [até quarta... Espero que o site congestione e ninguém consiga se inscrever mais], mas o documento que mais tem tirado o sono dos concurseiros é o bendito edital da Caixa Econômica Federal, primeiro será publicado um somente para o Acre [este servirá de base de estudo para o seguinte] depois um outro Edital será lançado para o resto do país. Confesso que ando meio ansioso, afinal parece que a extinção da CPMF não prejudicou o lançamento de editais, nem a saúde [uma vez que conseguir fazer a saúde brasileira piorar seria uma praga apocalíptica], mas somente deu uma razão ideológica para se aumentar impostos e se criticar a oposição.
A mim, mero mortal, só me resta estudar para descontar o carnaval, que passei estudando, no ano que vem.... Quem me conhece sabe que isso é só força de expressão!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

17 dias

2008 para mim inicia bem, me preparo para o concurso do INSS, aguardo o início dos trabalhos acadêmicos, fora outras coisas que não vou mencionar.
Mas decorridos 17 dias do ano eleitoral já se começa a fazer especulações à respeito de uma eleição que mais parece uma prévia das eleições de 2010. Armando Abílio troca ataques com Cícero Lucena Filho e diz que não apoiará uma eventual candidatura de Efraim Morais, este último parece decidido a disputar o governo do Estado. Falam numa chapa encabeçada por Ricardo Coutinho, Ney Suassuna e Cássio Cunha Lima [quem será o tecelão à cozer esta fronha de retalhos?], E o prefeito Venezeano? Terá ele espaço no PMDB para disputar a vaga no Palácio da Redenção? José Maranhão abrirá mão da Vaga? Quem viver, verá!
Mas estamos em 2008 ainda! Venezeano Vital embora venha fazendo uma boa administração há de enfrentar uma grande batalha, existem dois nomes de peso na ponta da agulha tucana Rômulo Gouveia e Ronaldo Cunha Lima. Eu sendo ele, colocaria minhas tranças de molho e pensaria nesta eleição com mais carinho.
Lembrando que todo este quadro pode se modificar caso o Governador seja cassado, tem gente batendo bombo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

2008

Inicia-se mais um ano e estamos com aquela obrigação moral de fazer melhor do que o ano que passado... É sempre assim, após o Reveillon do Campestre [onde aprendi que: Na dúvida, a namorada do Lutador de Jiu-Jistu é a bonitona que está lhe paquerando e que a luz apagada da Have é para que você não note o rosto feio dos participantes] fiz uma introspecção, tracei metas e estou me esforçando por cumpri-las, mas por que esperar um ano inteiro para fazer balanço?
Não entendo, só sei que o fim das férias acadêmicas se aproxima e os concursos e congressos vêm com tudo e temos que ser fortes, e ainda, contar com possíveis intermitências.
No fim deste ano veremos se o saldo foi positivo ou não, agora é pôr a mão na massa e ter o cuidado de se errar que não sejam os mesmos erros de 2007.