sábado, 12 de julho de 2014

Inês

Ao longe, ela olhava para o cais
a procura do rosto que, um dia,
indiferente ao pranto que vertia,
embarcou para não voltar jamais!

Ele navega com sede voraz
de mares, tempestades, ventanias...
E ela, em claro, em sua cama fria,
sente que, aos poucos, su'esperança jaz

Então, a uma certa hora do dia
a ausência dele mais forte doía
e um riso amargo esfaqueava Inês

E ela, com seu corpo quase morto,
corria, louca, em direção ao porto
dizendo: "ele chega desta vez"

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