domingo, 15 de junho de 2014

Chegou a hora dessa gente bronzeada...

A abertura da Copa me deixou com um gostinho de quero mais [e eu não sou chato], assim como todos os estrangeiros; acostumados com as imagens das alegorias do carnaval carioca, da Festa do Boi de Parintins e das festas juninas nordestinas; eu esperava mais [fica a expectativa para os Jogos Olímpicos de 2016]. Mas a Cerimônia esteve longe de ser um desastre; ao contrário, contemplou alguns elementos da chamada brasilidade que tornaram o espetáculo bonito e respeitável.
A pátria de chuteiras, como a reputou Nelson Rodrigues, está em festa. E, aonde chegam, os estrangeiros se deslumbram com as belezas naturais, com o carinho dos brasileiros e com determinados complexos urbanos [aonde alguns achavam só existir florestas ou morros]. Claro, alguns transtornos fazem parte da rotina daqueles que nos visitam, mas - longe de ser uma idiossincrasia nossa - tais falhas de execução podem ocorrer e qualquer país [que aprendamos com elas para melhor atende-los em 2016].
Até aqui, os jogos têm sido emocionantes. Sou suspeito para falar sobre partidas, afinal, sou apaixonado pelas equipes africanas e, por razões bem especiais, tenho olhado com carinho para as partidas da equipe colombiana de anos para cá [ansioso para assistir Costa do Marfim vs Colômbia]. Quanto à seleção canarinho, acompanho sem a paixão de 1994; mas, empolgado com o meu conterrâneo Hulk, temos torcido muito e aproveitado a oportunidade para juntar a família.
Esse Brasil "de Caboclo, Mãe-Preta e Pai João" é lindo; só nos falta - ainda - uma representação a altura; porém tenho convicção de que ainda verei o Estado funcionando de forma gerencial, com respeito a esta gente tão boa que forma o mosaico étnico tão bem representado pelas nossas Cidades-Sede. 
Mesmo com as polêmicas, legítimas, envolvendo a realização do Mundial; torço por um legado positivo quanto à infraestrutura, mobilidade urbana e - principalmente - no que se refere à autoestima do povo brasileiro. Que a nossa gente [dos morros, da amazônia, dos aglomerados urbanos, do nordeste, do cerrado...] perceba que - unida - é capaz de realizar grandes coisas. Que tenhamos, sim, a consciência de nossas limitações [para a nossa própria evolução], mas que nunca mais olhemos para às grandes potências mundiais com o sentimento de "sonho em - um dia  - chegar ai", antes, com a convicção de que "o caminho é árduo, mas os brazucas estão chegando".

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