quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sobre Maio e a Cachaça


Maio, quinto mês do nosso calendário. O nome é oriundo de uma deusa da mitologia grega chamada Maya, mãe de Hermes. Conforme a tradição católica, é o Mês Mariano, convencionou-se – de igual modo – que este seria o mês das mães, para outros o mês das noivas...
Este mês marca – também – algo importante para a economia nacional e para a identidade nordestina. O início da colheita da cana-de-açúcar. Ora, tal colheita nos remete aos tempos coloniais nos quais a economia da colônia girava – basicamente – sob a tríade monocultura/escravidão/latifúndio. Mas, passada esta época, a cultura da cana de açúcar das antigas capitanias ainda resiste no interior dos, agora, estados da Federação com outro direcionamento.
O pró-álcool, dos governos militares, fez com que grande parte de nossa plantação fosse não mais destinada aos engenhos, mas às usinas; mudança esta que afetou drasticamente nossa economia. Em alguns dos estados aonde a economia gira em torno das usinas, a concentração de renda quase que beira moldes coloniais, de modo que há quem afirme que os donos de usina são os senhores de engenho de nossa época e, levando-se em conta a forma de colheita e a influência política destes empresários, não é uma tese a se desconsiderar sem estudo.
Dos poucos engenhos que resistem, alguns se modernizaram e, no interior da Paraíba, produzem algumas das melhores cachaças do país, como a Volúpia – premiada por diversos órgãos como a número um do Brasil – fora isto, temos engenhos sustentáveis, como o da cachaça Triunfo, que utiliza o bagaço da cana e a chamada cana de cabeça [imprópria para o consumo humano] como combustíveis de sua produção. É como se os senhores de engenho tivessem se tornado empresários da cachaça e os empresários, senhores de engenho do combustível.
Mas eu, particularmente, ainda prefiro os engenhos mais rústicos; daquela cachaça, vendida nos bares do brejo paraibano, que não tem rótulo, que você respira perto dela e sente o cheiro da cana de açúcar, que você bebe e ao final do gole sente um gostinho de rapadura.
A safra dura até Setembro, ansioso pela produção da cachaça Rainha e de tantas outras da região dos engenhos paraibanos. Não, não sou um alcoólatra, longe de mim. Mas sou um degustador desta cultura que tanto influenciou e influencia às nossas vidas e movimenta à economia de nossa região.
Este é o Brejo, esta é a Paraíba... Bem vindo, Maio!

Um comentário:

Anônimo disse...

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