sábado, 27 de abril de 2013

Tempos Líquidos


Dias negros e estranhos têm se passado, amontoados... Resta-me o (des)consolo de que o fenômeno não se dá exclusivamente na minha vida.
Atentados terroristas em Boston, durante a realização de uma maratona; na Venezuela, o Poder Legislativo nega a voz e corta salários dos Deputados que não reconhecerem como legítima a vitória do Presidente, e, o candidato derrotado recebe uma ordem de prisão por “incitar à perturbação a ordem pública” [protestar contra o que chamou de fraudes nas eleições]; No Brasil, tentam amordaçar o Ministério Público, indicam condenados pela Justiça para à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal e – a última – é esta tentativa de limitar o poder do STF [súmulas vinculantes e declarações de inconstitucionalidade passariam a ser submetidas ao Congresso]...
Parece que vivemos em uma época sem princípios, em um tempo aonde tudo e todos parecem estar em uma crise de identidade [Seria o que chamam de Identidades líquidas?] e, quando certos conceitos são relativizados, as coisas tendem ao caos.
É triste ver alguns “intelectuais”, com medo de admitir que erraram, aplaudindo tais medidas, tentando sustentar o insustentável [o que contradiz o conceito de intelectual]. E o povo, bem... 
E eu, com meus próprios demônios internos para administrar, com as minhas próprias dúvidas para esclarecer e com as minhas próprias desilusões para curar; tomo partido de não pensar nessas coisas... Com sorte, um dia, consigo me mudar para Bruxelas e deixar para trás nossa Ilha de Vera Cruz e tudo que ela tem se transformado.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Com o Cooper Feito


A única forma de fazer as intermitências suportáveis, é com exercícios físicos. Então, adiantamos as atividades para aproveitar o fim de tarde para a tradicional caminhada ao redor do Açude Velho. Confesso que prefiro o horário da manhã, mas foi o que pude fazer hoje.
Apesar dos exercícios de higiene mental [e da liberação de endorfina]; vejo, com certo desgosto, as obras da reforma se arrastando desde a gestão passada... E o pior, é possível se contemplar, depois de quase 90% pronta, erros de execução que já eram visíveis [e criticados por mim e pela torcida do Flamengo] quando a obra estava em fase embrionária.
Mês passado conversava com o jornalista Artur Lira e o mesmo me alertou para o desnível com que aqueles tijolos foram afixados no chão. Depois da fala do notável comunicador, minha percepção a este respeito foi aguçada e, de fato, nós, que não temos mais a coluna de um garoto de 16 anos, submetemos a mesma a este desnecessário impacto [ou vai dizer que eles foram friamente calculados pelos engenheiros]. Outra crítica que se faz, refere-se à altura dos bancos do entorno, já que os jênios [com “j” mesmo] tiveram a brilhante ideia de afixar um piso por cima do outro, o altura dos bancos diminuiu, aumentar mesmo, só a possibilidade de acidentes [por sinal, na semana passada, pude assistir a um “quase-acidente” em virtude de tais alturas].
Já a reforma da pista do Parque da Criança ficou um primor e as obras que estão em andamento darão nova vida ao espaço. Enfim; mesmo com tais divagações e minhas lutas internas, pude realizar meu cooper e só voltei para casa depois do cooper feito.