segunda-feira, 15 de outubro de 2012

João Pessoa, sua linda...


Depois de quase um ano volto a Capital sem a correria que sempre marca minhas passagens pela Parahyba. Diferente do ano passado estava em paz, embora minha ida àquela cidade envolvesse uma prova de concurso. Sem a metade do peso que carregava em 2011, e agora com um sem número de amigos naquelas bandas, minha estadia foi uma das melhores deste ano, mesmo curta e muito breve. Com exceção de alguns pequenos atropelos que sempre ocorrem quando deixo a Rainha da Borborema, pude dar algumas risadas. Logo na chegada, encontrei um primo de Campina Grande com a sua noiva, o detalhe é que mal nos vemos na Serra, mas nos encontramos em João Pessoa, não só ele, mas a cada dois passos era possível se esbarrar em algum campinagrandense [o que, é claro, é sempre motivo de piadas por parte de meus amigos da capital].
Pude conversar com Jorge Procópio sobre a política estadual e do Cariri, coisa que gosto um bocado; pois ele entende do assunto, pude por os papos em dia com o meu grande amigo Filipi Correia, além de estar com meus parentes pessoenses, que são os melhores anfitriões que conheço. Fiz uma prova razoável, com o tempo a gente termina aprendendo certos atalhos, não sei se desta vez, mas sei que minha ascensão está próxima, basta que continuemos com o trabalho sério e constante que estamos desenvolvendo.
Por fim, pude me esparramar na cadeira de praia, de frente às calmas ondas da praia de Cabo Branco; enquanto belas jovens iam e vinham. Neste cenário, tomei partido de não pensar ou, dando uma de Alberto Caeiro, tentar “sentir o instante” sem pensar nele ou no que viria depois. Sim, o hoje é uma dádiva e, como uma bebida que só pode ser bebida quente, temos que solvê-lo com certa urgência. Agora; de volta à Serra; lembro dos amigos, do sol, das belas transeuntes e  tenho a certeza de que os dias de agonia terão uma recompensa.
Fico com o conceito de Ingrid Betencour de que “não há noite que dure para sempre” e com as sábias palavras de Érico Veríssimo, que diz que “a vida nos proporciona momentos incríveis que compensam a dor de viver”.