quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Lições de uma menina no ônibus 303...


Tenho me furtado de fazer certos tipos de comentário para não ser aquela senhora que, quando alguém lhe diz que o dia está lindo, responde “Menos para Sebastião, que morreu de câncer”... Entretanto, acredito que posso falar minimamente sem que seja o suficiente para receber a alcunha de “ave negra do agouro”.
Hoje, a caminho da UEPB, todos nos entreolhávamos no Calvário da linha 333, sem forças suficiente para proferir palavra. Quando uma menina de colo fez uma constatação óbvia, cuja obviedade mais pareceu uma teoria científica bem testada do que o opróbrio do senso comum, e – em um ato de revolta infante no qual individuava o incômodo de todos os presentes – disse: “Mas isso aqui está muito cheio”.
Invejei a condição de infante daquela menina, sua não necessidade de conter protestos e, acima de tudo, o fato de acreditar que haveria quem resolvesse o seu clamor. Continuei em minha jornada, quase como o poeta Virgílio atravessando os sete níveis do inferno dantesco, desejando – como aquela criança – poder espernear sem ser tido como louco, poder, enfim, dar vazão aos sentimentos animais que assolam o coração de todo aquele que é tratado como tal.
Mas, adulto que sou, me contive. Concentrei-me no que ocorreu durante o dia e cheguei na minha amada UEPB. Esta instituição que eu amo, como um príncipe ama a sua prometida. Mas, que – infelizmente – para vê-la, precisa matar todo dia o dragão, chamado 333, que cerca o castelo. 
Que nosso problema seja resolvido como, aliás, vem sendo aos poucos, e que aquela menina nunca seja como eu.

sábado, 11 de agosto de 2012

Na Terra de Djavan


Estamos em um ritmo alucinante de estudos para o concurso do TJ de Alagoas. Não posso dizer que vou com a fé dos últimos concursos, mas – dentro de nossas possibilidades – estamos nos preparando. Será um motivo de muita alegria voltar à terra do Marechal Deodoro da Fonseca. Minha ida aquele estado, em 2007, foi um divisor de águas em minha vida. Deixei lá algumas convicções; trouxe muito conhecimento, amigos e outras coisas que levarei para sempre.
Esforço-me para que esta nova “visita” a Maceió signifique “um novo divisor de águas”. Sim. Tenho tentado dar o que chamo de choque de gestão em minha vida e espero que seja este o pontapé inicial. Não tenho tido tempo para me dedicar as demais atividades, em nome de uma boa preparação. Universidade, inglês... Tudo tem sido deixado em segundo plano e o que me incomoda é que eu gosto dessas outras atividades, elas me fazem ser eu. Entretanto é hora de concentrar esforços em busca de redenção.
Que a Terra de Djavan me traga inspiração e que, finalmente, eu possa voar com asas próprias.