terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Infortúnio

Sabe quando tudo no entorno entra em estado de saturação?
Imagine tudo em que você depositava esperança ruindo. Ou, pior, mostrando-se menor do que seus olhos julgavam-no... “Esperança, teus lençóis têm cheiro de doença”, disse certo poeta que não estava de um todo errado.
Conversar seria uma saída viável, certo? Mas e se todas as respostas para as suas perguntas são previsíveis? Não há nada pior do que, sempre, esperar àquelas receitas-prontas aplicáveis a qualquer situação [menos à vida do conselheiro]. Àquelas críticas com uma severidade, dificilmente utilizada no julgamento dos próprios dramas. Enfim, escutar, mais uma vez, que se deve aguardar o chamado tempo certo.
Cético demais para acreditar na mudança. Aguardo o dia de amanhã... Pois é quase certo que algo, que nada tenha haver com as queixas, me distrairá por determinado instante e me trará de volta com um pouco mais de serenidade e ainda mais distante do final do túnel. E, assim... De infortúnio em infortúnio empurra-se a vida, o maior de todos os infortúnios...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O fim de uma era

Parece que a política paraibana entra em fase de decadência. As eleições municipais se aproximam e quem podemos ver se “armando” para o debate? Aliás, que nível de debate devemos esperar para as cidades de Campina Grande e João Pessoa? Houve um tempo em que Ronaldo Cunha Lima e Antônio Vital do Rêgo se enfrentavam pela prefeitura e encantavam multidões com sua oratória e preparo para representar os campinenses. Ouve um tempo em que Felix Araújo levou tão a sério a missão de verear que foi assassinado por seus adversários.
E o grande Raymundo Asfóra? Este lutou com unhas e dentes pelo povo do Nordeste. Sua oratória fez com que o, também paraibano, Assis Chateaubriand dissesse: “Um orador assim não pede a palavra, ela se oferece”.
Ah... Quisera eu estar vivo em 1950 para assistir a disputa entre Argemiro de Figueiredo e José Américo de Almeida. Independente dos detalhes da disputa, tínhamos dois grandes nomes querendo voltar ao Governo do Estado, dois homens respeitados no Brasil inteiro, dois nomes, enfim, que faziam com que os paraibanos se orgulhassem de si mesmos.
O que esperar de 2012 para Campina Grande e João Pessoa? Trocas de acusação (como, aliás, já começaram)? Demagogia? Candidatos fazendo referência aos padrinhos políticos?
Parece que a fase áurea de nossa política passou... Digo como certo poeta da Serra: “A política não me encanta mais. Bom mesmo é tomar ‘birita’, paquerar mulher bonita, fazer versos e nada mais”.