"Compadeçamo-nos mutuamente do povo que obedece e do homem que manda só".
Simón Bolivar
Parece que a esquerdização da América Latina anda afinada nos diversos países do Sul. O fenômeno não tem, somente, fatos dignos de censura, uma vez que uma de suas características é a redistribuição de renda. Porém, há de se convir que a parte podre do regime [como disse um recente comentarista do blog] deixaria os próprios Simón Bolivar e Che Guevara nauseantes.
Recentemente, Hugo Chvávez [de olho no pleito do ano que vem] unificou os programas sociais vanezuelanos em um programa chamado Filhos do meu povo que contemplará as famílias em situação de extrema pobreza com a ajuda pecuniária equivalente a cem dólares mensais. Segundo a BBC a ajuda vai além do modelo brasileiro, uma vez que, na Venezuela, famílias que tem filhos deficientes, também, hão de contar com o benefício [este de, cerca de, US$ 139,50].
Isto seria uma iniciativa interessante se não estivéssemos falando de um homem que está há menos de um ano da sucessão presidencial. Seria um feito digno de louvor se não estivéssemos falando do mesmo Tenente-Coronel Hugo Chávez que, comandando cerca de 300 militares, tentou dar um golpe de Estado na Venezuela. Seria, enfim, um ato de caridade se não estivéssemos falando de um líder que governa por decretos, fecha canais de televisão da oposição, censura matérias jornalísticas que critiquem o governo e mantém-se no poder desde 1997.
Iniciativas como essa lembram o Estado Novo de Salazar em Portugal e de Getúlio Vargas no Brasil, nos quais pseudo-benefícios calavam a população contra violações dos direitos fundamentais de quem ousava pensar diferente.
É assustador o que está sendo feito em alguns dos países da América Latina. Fico imaginando a reação de Chávez caso perca as eleições do ano que vem. Imagino o que querem chefes do executivo que lutam para enfraquecer seus respectivos Congressos. Ditadura, seja vermelha, azul, amarela ou rosa será sempre ditadura e os homens de bem da América Latina não podem ficar genuflexos diante desses neo-caudilhos.
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