domingo, 27 de novembro de 2011

Bolsa-Familia: O "cala-boca" dos Caudilhos

"Compadeçamo-nos mutuamente do povo que obedece e do homem que manda só".

Simón Bolivar



Parece que a esquerdização da América Latina anda afinada nos diversos países do Sul. O fenômeno não tem, somente, fatos dignos de censura, uma vez que uma de suas características é a redistribuição de renda. Porém, há de se convir que a parte podre do regime [como disse um recente comentarista do blog] deixaria os próprios Simón Bolivar e Che Guevara nauseantes.
Recentemente, Hugo Chvávez [de olho no pleito do ano que vem] unificou os programas sociais vanezuelanos em um programa chamado Filhos do meu povo que contemplará as famílias em situação de extrema pobreza com a ajuda pecuniária equivalente a cem dólares mensais. Segundo a BBC a ajuda vai além do modelo brasileiro, uma vez que, na Venezuela, famílias que tem filhos deficientes, também, hão de contar com o benefício [este de, cerca de, US$ 139,50].
Isto seria uma iniciativa interessante se não estivéssemos falando de um homem que está há menos de um ano da sucessão presidencial. Seria um feito digno de louvor se não estivéssemos falando do mesmo Tenente-Coronel Hugo Chávez que, comandando cerca de 300 militares, tentou dar um golpe de Estado na Venezuela. Seria, enfim, um ato de caridade se não estivéssemos falando de um líder que governa por decretos, fecha canais de televisão da oposição, censura matérias jornalísticas que critiquem o governo e mantém-se no poder desde 1997.
Iniciativas como essa lembram o Estado Novo de Salazar em Portugal e de Getúlio Vargas no Brasil, nos quais pseudo-benefícios calavam a população contra violações dos direitos fundamentais de quem ousava pensar diferente.
É assustador o que está sendo feito em alguns dos países da América Latina. Fico imaginando a reação de Chávez caso perca as eleições do ano que vem. Imagino o que querem chefes do executivo que lutam para enfraquecer seus respectivos Congressos. Ditadura, seja vermelha, azul, amarela ou rosa será sempre ditadura e os homens de bem da América Latina não podem ficar genuflexos diante desses neo-caudilhos.

domingo, 20 de novembro de 2011

O tempo não para (só quer ser Cazuza)

Nesses dias que andei afastado daqui, muitas coisas andaram acontecendo: Sete ministros do governo petista já caíram (e tem o Lupi balançando), Lula e Chávez começaram um tratamento contra o câncer, Mummar Gadafi foi deposto e assassinado (aliás, a chamada Primavera Árabe, derrubou alguns regimes totalitários no Oriente), estudantes no Chile estão nas ruas há meses na luta por melhores condições de educação, os “indignados de Nova York” passaram meses acampados de frente à prefeitura da cidade contra o desemprego, a crise internacional dentre outras mazelas... Na minha boa Paraíba Cássio Cunha Lima toma o seu lugar no senado da república e já se coloca como uma das principais lideranças nacionais da oposição e principal cabo eleitoral de Aécio Neves em 2014 no Nordeste, o PMDB perde alguns deputados na Assembleia Legislativa para a base do governo, Vital do Rego se projeta como uma das maiores lideranças do PMDB em nível nacional, Romero Rodrigues e Nildinha Gondim são os campeões do Estado em proposituras relevantes na Câmara dos Deputados, Campina ganhou uma sede da AACD...
O mundo não para (mundo este que, aliás, chegou a 7 bilhões de pessoas), as coisas saem do lugar, as pessoas mudam todo dia, eu mudo... Cada fato citado acima, por mais irrelevante que pareça, tem impacto em nossas vidas e precisamos estar atentos a esses fatos e a seus desdobramentos. Quando puder, eu volto!

Pra não dizer que não falei do livro...

Ando um tanto afastado de minhas atividades bloguísticas, se é que o termo existe. Amanhã faz dez dias que estou sem ingerir analgésicos e cafeína – dentre outras coisas que dão prazer – de modo que ando meio que em crise de abstinência. Fora isso, o fim de semestre da Universidade (por sinal, meu décimo fim de semestre), o fim do módulo do inglês e, os estudos para os concursos para os quais estou inscrito.
Este ano não disputarei o mestrado da UEPB (ao menos não é o projeto), vou trocar – por hora – o sonho pela resolução de uma necessidade. O que quer que haja, este ano, não consulto ninguém. Quero que, o rumo de meu ano de 2012 seja de minha inteira responsabilidade, diferente do que foram alguns meses de 2011.
O processo de publicação do livro anda a passos largos, não comento mais detalhes por não querer colocar o carro na frente dos bois, mas – caso os entendimentos com a editora sejam cumpridos – entre Dezembro deste ano e Julho do ano que vem estará lançado e, se Deus permitir, disputando prêmios.
Além da pressão alta descobri que sofro de gastrite e de esofagite... O processo de tratamento é bem complexo, mas, vamos vencer e voltar a tomar café e a boa e velha cachaça brejeira.