sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Rochedo

Um dia eu disse ao mar: "Porque a pressa
Com que te arremessas sobre o rochedo
Pretendes derrubá-lo, mas tem medo
Que o tempo, cruel, pregue-lhe uma peça"?

E o mar me respondeu: "Minha agonia
É que há milênios esculpindo venho,
Porém não sei quanto tempo mais tenho
Como adiar sem ter próximo dia"?

Continuou o Mar: "E não tens medo
Pois te arremessas sobre teu rochedo
Com a calma de quem tem vidas eternas"?

Então eu respondi ao rude mar:
"Encontrei meu rochedo a derrubar
E a ele correndo perdi as pernas"!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dias alegres

Acabo e chegar de João Pessoa, tive dias divertidos com meus parentes... Ri demais com as histórias de Jorge Procópio, ajudei este a montar cortinas para a casa. Ri com as brincadeiras do Padre Alexandre. Ri com as brincadeiras de Júnior e do Jovem casal Amanda e Letiery...
Fora isso, ri das imagens bizarras que vi na praia, a mais engraçada de todas era um senhor dando em cima das moças (todas as moças que chegavam), me juntei a um grupo que o observava e fazia um estudo semio-psicológico...
Além de rir, pude passear, colocar algumas idéias em ordem e realizar meus exercícios de introspecção. Ainda não sei quem sou, para onde vou e qual minha origem. Porém sei quem não sou, para onde não vou e qual não foi minha origem e isso, por enquanto, me basta.
Espero voltar lá mais vezes, ficar com eles foi muito bom para minha cabeça!
Faz muito bem caminhar na beira da praia com a opulência de um deus e com a leveza de um bailarino... E quem disse que não o sou?!