sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bitributação: O menor dos absurdos

Esses últimos dias de 2011 foram testemunhas de uma discussão acerca da chamada Lei da bitributação. Assim que li sobre o tema fui um dos primeiros a me manifestar contra e, mais ainda, um dos que observaram, mesmo com um conhecimento ridículo em matéria de direito, os problemas legais que envolviam a medida.
O que é este demônio pintado pela mídia? O comércio pela internet tem causado prejuízos ao mercado local, ora a livraria do centro da cidade (por exemplo) por mais acervo que tenha, não tem como concorrer com o acervo infinito da rede. Assim o comercio local sofre e o Estado deixa de arrecadar dinheiro com o ICMS, já que este é recolhido no estado de origem.
O projeto tinha por objetivo combater tal ciclo exigindo que parcela deste ICMS (nas compras acima de R$ 500) fosse recolhida, também, na Paraíba. Assim seria mais vantajoso comprar no comercio local e, é claro, o Estado não deixaria de arrecadar.
O problema reside no fato do governo jogar a conta (toda) da incompetência de nossos empresários nas costas do consumidor. O ponto, enfim, foi não ter discutido a questão com a sociedade e se utilizado do rolo compressor da maioria na Assembléia Legislativa.
A oposição, é claro, se aproveita de tal medida para desconstruir a imagem do socialismo no Estado; os comerciários aplaudem a lei; os pequenos compradores (àqueles cujas compras não chegam a duzentos reais), que são maioria, se revoltam - sem conhecimento de causa - nas redes sociais e ninguém para pensar na essência do problema: Nosso aleijado pacto federativo!
Medidas como esta são um pedido de socorro contra as desigualdades a que estão submetidos os entes da Federação que, sob a égide de uma legislação carente de reparos, vêem a União abocanhar a maior parte dos recursos (Forçando prefeitos e governadores a se enfileirarem no Palácio do Planalto com seus pires, em buscas de recursos), enquanto precisam guerrear entre si para sobreviver, numa espécie de barbárie tributária.
Em uma conversa de balcão de locadora, cheguei à conclusão de que uma Lei Federal poderia regular o assunto, estabelecendo que: se a alíquota normal, por exemplo, é de 17%, que se estabelecesse para as compras feitas na internet uma alíquota de 19% da qual 14% seriam recolhidos no estado de origem e 5% no estado de destino. Não me considero um gênio e fico a imaginar: Se até um simples estudante do interior do Nordeste consegue pensar nisso, quanto mais nossos competentes representantes. E o que os impede de criar tal lei? Má vontade? Subserviência a um sistema?
Enfim, a lei foi declarada inconstitucional pelo STF, o Governo vai recorrer e nossa Federação continuará desigual...

domingo, 27 de novembro de 2011

Bolsa-Familia: O "cala-boca" dos Caudilhos

"Compadeçamo-nos mutuamente do povo que obedece e do homem que manda só".

Simón Bolivar



Parece que a esquerdização da América Latina anda afinada nos diversos países do Sul. O fenômeno não tem, somente, fatos dignos de censura, uma vez que uma de suas características é a redistribuição de renda. Porém, há de se convir que a parte podre do regime [como disse um recente comentarista do blog] deixaria os próprios Simón Bolivar e Che Guevara nauseantes.
Recentemente, Hugo Chvávez [de olho no pleito do ano que vem] unificou os programas sociais vanezuelanos em um programa chamado Filhos do meu povo que contemplará as famílias em situação de extrema pobreza com a ajuda pecuniária equivalente a cem dólares mensais. Segundo a BBC a ajuda vai além do modelo brasileiro, uma vez que, na Venezuela, famílias que tem filhos deficientes, também, hão de contar com o benefício [este de, cerca de, US$ 139,50].
Isto seria uma iniciativa interessante se não estivéssemos falando de um homem que está há menos de um ano da sucessão presidencial. Seria um feito digno de louvor se não estivéssemos falando do mesmo Tenente-Coronel Hugo Chávez que, comandando cerca de 300 militares, tentou dar um golpe de Estado na Venezuela. Seria, enfim, um ato de caridade se não estivéssemos falando de um líder que governa por decretos, fecha canais de televisão da oposição, censura matérias jornalísticas que critiquem o governo e mantém-se no poder desde 1997.
Iniciativas como essa lembram o Estado Novo de Salazar em Portugal e de Getúlio Vargas no Brasil, nos quais pseudo-benefícios calavam a população contra violações dos direitos fundamentais de quem ousava pensar diferente.
É assustador o que está sendo feito em alguns dos países da América Latina. Fico imaginando a reação de Chávez caso perca as eleições do ano que vem. Imagino o que querem chefes do executivo que lutam para enfraquecer seus respectivos Congressos. Ditadura, seja vermelha, azul, amarela ou rosa será sempre ditadura e os homens de bem da América Latina não podem ficar genuflexos diante desses neo-caudilhos.

domingo, 20 de novembro de 2011

O tempo não para (só quer ser Cazuza)

Nesses dias que andei afastado daqui, muitas coisas andaram acontecendo: Sete ministros do governo petista já caíram (e tem o Lupi balançando), Lula e Chávez começaram um tratamento contra o câncer, Mummar Gadafi foi deposto e assassinado (aliás, a chamada Primavera Árabe, derrubou alguns regimes totalitários no Oriente), estudantes no Chile estão nas ruas há meses na luta por melhores condições de educação, os “indignados de Nova York” passaram meses acampados de frente à prefeitura da cidade contra o desemprego, a crise internacional dentre outras mazelas... Na minha boa Paraíba Cássio Cunha Lima toma o seu lugar no senado da república e já se coloca como uma das principais lideranças nacionais da oposição e principal cabo eleitoral de Aécio Neves em 2014 no Nordeste, o PMDB perde alguns deputados na Assembleia Legislativa para a base do governo, Vital do Rego se projeta como uma das maiores lideranças do PMDB em nível nacional, Romero Rodrigues e Nildinha Gondim são os campeões do Estado em proposituras relevantes na Câmara dos Deputados, Campina ganhou uma sede da AACD...
O mundo não para (mundo este que, aliás, chegou a 7 bilhões de pessoas), as coisas saem do lugar, as pessoas mudam todo dia, eu mudo... Cada fato citado acima, por mais irrelevante que pareça, tem impacto em nossas vidas e precisamos estar atentos a esses fatos e a seus desdobramentos. Quando puder, eu volto!

Pra não dizer que não falei do livro...

Ando um tanto afastado de minhas atividades bloguísticas, se é que o termo existe. Amanhã faz dez dias que estou sem ingerir analgésicos e cafeína – dentre outras coisas que dão prazer – de modo que ando meio que em crise de abstinência. Fora isso, o fim de semestre da Universidade (por sinal, meu décimo fim de semestre), o fim do módulo do inglês e, os estudos para os concursos para os quais estou inscrito.
Este ano não disputarei o mestrado da UEPB (ao menos não é o projeto), vou trocar – por hora – o sonho pela resolução de uma necessidade. O que quer que haja, este ano, não consulto ninguém. Quero que, o rumo de meu ano de 2012 seja de minha inteira responsabilidade, diferente do que foram alguns meses de 2011.
O processo de publicação do livro anda a passos largos, não comento mais detalhes por não querer colocar o carro na frente dos bois, mas – caso os entendimentos com a editora sejam cumpridos – entre Dezembro deste ano e Julho do ano que vem estará lançado e, se Deus permitir, disputando prêmios.
Além da pressão alta descobri que sofro de gastrite e de esofagite... O processo de tratamento é bem complexo, mas, vamos vencer e voltar a tomar café e a boa e velha cachaça brejeira.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Campina Grande

Menina bonita mais que as demais
Musa de ostentações opulentas
Testemunha de batalhas sangrentas
De mãos ambíguas: de guerra e de paz!

Menina cujas paixões sem limites
que despertas atraem vida e morte
Teus filhos, que não conhecem chicote,
por ti, renunciam seus apetites!

Rainha da Serra da Borborema
De trovas e canções, constante tema
O mundo há de curvar-se ante teu brilho

Ainda há duras sanhas por travar
Mas onde a minha voz ecoar
Haverão de saber que sou teu filho

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cataratas do Iguaçu: Uma da sete maravilhas da natureza

No dia 1 de julho de 2007 me manifestei contra a escolha do Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo moderno (Postagem: http://migre.me/5xUuY). Bem, passados alguns anos a opinião continua a mesma, uma vez que se colocarmos o nosso Cristo ao lado da Muralha da China, do Taj Mahal, do Coliseu e de Petra (para citar apenas quatro), veremos que nossa “maravilha” não é lá muito exótica. E quando acrescentamos a Basílica de Santa Sofia e Chichén Itza às comparações vemos que, arquitetonicamente falando, nosso monumento é deveras simplório. O fato é que os brasileiros foram estimulados a votar em massa no Cristo (reparem: a votar no Cristo e não na estátua do Cristo), que hoje é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.



Mais uma vez a fundação New 7 Wonders realiza uma eleição, desta feita para a escolha das Sete Maravilhas da Natureza. E as Cataratas do Iguaçu aparecem – se não me engano – em segundo lugar. Não vejo campanha em televisão, não vejo artistas engajados. Mas, diferente do Cristo Redentor, vejo a candidatura das Cataratas com muito mais legitimidade. Estas são, de fato, maravilhas da natureza!

Para se informar de como votar consulte o site da campanha:
http://www.votecataratas.com/

domingo, 21 de agosto de 2011

Estado Democrático Totalitário?

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez – através da TV estatal daquele país - afirmou que planeja tomar o controle da indústria nacional de ouro, sob o argumento de conter a mineração ilegal e o contrabando, preservando, deste modo, as reservas nacionais. Assim, passam a pertencer ao Estado a indústria do petróleo, a dos metais e a indústria do cimento. Chávez disse que estava aumentando o controle do governo para acabar com a exploração ilegal de ouro e coltam, um minério que contém tântalo, usado na fabricação de aparelhos celulares e videogames.

Matéria do http://www.nytimes.com/

Comentário nosso: Qualquer medida que vise acabar com a industria ilegal é louvável do ponto de vista da defesa da soberania de um país. Entretanto esta medida chaveana nos faz levantar alguns questionamentos. Seria a nacionalização a única forma de cessar com a exploração ilegal de minérios? Não seria esta uma cópia dos modelos totalitários nazi-facistas? Tenho um pouco de receio quando vejo nossas repúblicas democráticas da América Latina de braços dados com este tipo de governo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Senado(s)

Sempre que alguém se refere ao Senado Romano, em uma roda de conversa entre universitários, um dos tópicos favoritos é a corrupção da qual Caio Júlio César o acusou para justificar seu “golpe”, ou – ainda – a corrupção da qual Salústio acusara, não só o senado, mas todo o Império, sem falar das muitas conspirações desta maravilhosa e assustadora instituição.
Assim sendo, que diferença haveria entre esta casa legislativa e a nossa, tecnicamente, algumas centenas de anos mais civilizada e evoluída? A única que consigo ver [olhando superficialmente] é que em Roma havia a eloquência de um Cícero, o destemor e o valor de um Salústio, assim como os debates acalorados e de alto nível protagonizados por estes dois.
O que vemos hoje, por parte de alguns parlamentares, é o despreparo intelectual. É a falta de capacidade para legislar, criar projetos relevantes para a melhoria da sociedade. Parece que só herdamos dos romanos a parte ruim da democracia, ou seria nossa gente que não está preparada para viver a plenitude do modelo democrático?
Calígula, em um episódio cômico da história, nomeou seu cavalo de passeio para o Senado Romano. Não imagino tal imperador ouvindo alguns dos debates atuais sem dar boas risadas...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Colhe...

Ele bate na pedra com toda força que seus braços possuem... Seu corpo inteiro sua, seus músculos doem... E a pedra continua inteira e imponente!
Até que, desidratado, ele cai com a cabeça sobre a pedra, morre...
E enfim a pedra racha!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Guerra de Troia?

Desde Sexta-feira tenho pensado, por razões diversas, em uma historinha. Imagine: Uma mulher é levada de um território a outro e, com o intuito mais de reparar a ofensa do que necessariamente reavê-la, os povos que compunham sua etnia se confederam e guerreiam contra o povo que, supostamente sequestrou a moça. Se você pensou na Guerra de Troia devo advertir-lhe de que, na verdade, se trata de outro conflito. A chamada Tragédia de Tracunhaém.



Em 1574 uma índia, filha do Cacique Potiguar, fora supostamente raptada por Diogo Dias, quando aquela e seus irmãos passaram a noite no Engenho Tracunhaém, de propriedade deste. Os irmãos voltaram para a aldeia sem a moça. Após várias tentativas de reavê-la por vias pacíficas, nações indígenas das regiões do Rio Paraíba e do Rio Grande do Norte se confederaram e promoveram uma carnificina no engenho, matando todos, entre funcionários e proprietários, e ateando fogo ao empreendimento.




Após este evento a Capitania de Itamaracá foi desmembrada e foi criada a Capitania Real da Paraíba, esta só pode ser reconquistada após várias expedições da Coroa Lusitana. O plano de fundo deste conflito é fantástico. Afinal, além dos interesses portugueses, havia a influência que os corsários franceses exerceram sobre os Índios. Enfim, Como “perguntar não ofende” adoraria saber de duas coisas: 1 Alguém entende por que nossos cursos de História, Jornalismo e Arte e Mídia não produzem um documentário sobre o tema? 2 Porque a Guerra de Troia é tão glamorosa e nosso conflito parece menor?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Sem crise"

Parece que o “Sol de tirar o mofo” chega à Serra. É aquele que aparece a tarde para secar as roupas, sucessor de manhãs geladas. Aquele que faz você – que saiu de casa agasalhado – voltar com o casaco pendurado no braço. Sol que anuncia o fim da rigorosidade das chuvas, previstas para cessar na segunda metade de Agosto. Fechamento de ciclo, início de aulas, época de tomar decisões que afetarão o temido 2012 (será que o mundo acaba?)!





Muitos caminhos a serem descobertos. E, em cada uma deles, uma série de consequências. Vida de adulto é complicada! Mas, por hora, me concentro nos demônios que estão mais próximos e que podem, por tanto, ser golpeados. Em comparação ao ano passado, vivo um momento bem melhor hoje! Afinal, enfrento praticamente as mesmas lutas, mas quase sem nenhuma pressão [só a pressão que ponho em tudo quanto me envolvo]... Mas o fato é que amadureci um pouco mais. Não conto mais com insígnias que atrapalhavam e conto com novas que ajudam. Enfim, entro nas sanhas com mais chances do que há um ano...





Garantia de êxito? Não... Não! Mas, até lidar melhor com os revezes já é muita coisa!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ruinas

Conta gotas
Conto insípidas horas e salgadas gotas...
Doce, só a voz agora ausente

Soldado com as pernas dilaceradas,
não há um dia em que não pergunte
por que sobrevivi...
Árvore estéril a refletir:
Porque não me arrancam?

Conto gotas, conto horas
E os dias passam se arrastando,
me arrastando pelas esquinas, a esmo
Rumo as ruinas e ao entulho
de mim mesmo!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Leituras

No auge de atordoadora e ávida sanha
Leu tudo, desde o mais prístino mito
Por exemplo: o do boi Ápis do Egito
Ao velho Niebelungen da Alemanha
(Augusto dos Anjos)



Dias de intensa leitura e reflexão. Pensar não faz bem [comentários metafóricos xiitas em 3...2...1...]. O bom é voltar a ter ritmo de leitura, ritmo que – diga-se de passagem – tem me espantado, mais dois romances e estarei pronto para encarar as centenas de páginas de A montanha Mágica que me restam.
Em uma de minhas saídas do quarto prestigiei a Feira de Artesanato Mundial, que ocorre no prédio da FIEP entre os dias 15 e 24 de julho, na Rainha da Borborema. Me deparei com peças de um bom gosto ímpar, fiquei encantado com a tapeçaria, com a perfumaria e com os Instrumentos Musicais [ainda compro alguns]. Saindo de lá, discutimos sobre legislação de trânsito, administração municipal, cinema...
Voltei ao quarto... Leituras me aguardavam!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Lucena

Mais do que qualquer outra coisa, preciso de um retiro... Ou dele ou de uma forca, antes de ouvir sermões advirto que fiquei com a primeira opção. Segunda-feira, parto para a cidade de Lucena e espero que o clima colabore, antes de escutar outros sermões, advirto-os de que a casa fica em um lugar alto. Temos algumas caminhadas programadas na companhia de um amigo que, desde 1997, tem me acompanhado em momentos bons e ruins sem me sufocar.
Botar as idéias em ordem, carregar as baterias para enfrentar o demônio nosso de cada dia, mudar um pouco de cenário, só não será tão bom quanto na residência dos Procópio em João Pessoa, mas, por razões diversas é um passeio necessário.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Valsa

Dias oscilando entre tranquilos e caóticos, em uma inconstância oceânica. Preciso urgente de umas voltas ao longo do Epitácio Pessoa, mas, com essas chuvas, anda perigoso e a visita a Boqueirão terá que esperar. Então fico com esta cara feia, ouvindo opiniões (não pedidas) dos doutores em tudo... Em dias de paz dá para escutar a Second waltz, saboreando vinho e olhando para o nada, com a feição calma, com o coração calmo. Mas nos dias maus nada tem gosto, a incompletude da instância parece mais retumbante, então olho para dentro e o que agrada é pouco.
O fato é que preciso me desligar um pouco de tudo que me perturba, bem, assim, busco o choque de gestão!
Peço a Deus que cheguem meus dias de valsa, que as coisas passem a caminhar no ritmo de uma orquestra e que, ao invés de Очи чёрные, minha música tema possa ser a bela Second Waltz (Ah, como eu sonho em dançá-la)...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Desencontro

Se foi, olhando para trás
Como quem queria ficar...
Calou-se, com os lábios trêmulos
como quem queria falar!
Despediu-se, enfim, segura
como quem quer voltar!

sábado, 9 de julho de 2011

Deu errado, deu certo

É chuva que não se acaba mais... Passei a levar um estilo de vida mais calmo, o que me mantém mais tempo em casa e me permite a contemplação de certas coisas... Hoje fugi da clausura, fui ao Teatro ver o encerramento do Festival, devido a grande demanda não consegui lugar na plateia, mesmo chegando com uma hora de antecedência. O jeito foi apelar para o bom e velho cinema, o único filme que batia com o meu horário era o filme do Jim Carrey, Os pinguins do Papai, confesso que me distrai em dois ou três momentos do filme, mas se você precisa de algo leve para assistir, ou busca o deleite pelo deleite (e não tiver nada melhor pra fazer com seu dinheiro) recomendo...No caminho ainda vi uma cena de crime, carros de polícia e do IML já estavam no local... se eu fosse jornalista...
Nestes intervalos tomei umas três chuvas em momentos distintos que, somadas a de ontem, criam uma grande possibilidade de gripe. É bom aproveitar enquanto estou de férias, brincadeira, não posso ficar doente agora, tenho duas mil coisas para colocar em ordem, nas quais arrolo o concurso de amanhã. Viajo às 06:00 para fazer uma prova às 08:00, vou com o ânimo oscilando entre ceticismo e otimismo, enfim, sei da dificuldade da missão, mas, como quem morre de véspera é peru de Natal, vou-me! E seja o que Deus e a Exames e Consultoria quiserem.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vida e Catárse

Hoje os jornais me trouxeram péssimas notícias, evito comentá-las para fugir dos sermões ortodoxos dizendo que “Deus agirá no momento certo” ou coisas do gênero... O fato desanimador é que quando se imagina que a vida não pode piorar ela piora, quando se pensa que a única coisa que o acaso tem a fazer é oferecer-lhe a mão, ele arremessa a última pá de terra. Como se não bastassem todas as outras coisas dando errado, tenho que lidar com mais esta.
Ou me suicido ou tento me distrair com a arte, ontem fui ao Teatro Municipal Severino Cabral, ainda não havia entrado no mesmo após a reforma. Dois fatos me chamaram atenção: 1 – Porque a reforma durou quase dois anos? 2 – Após dois anos de reforma ainda somos a 5ª melhor acústica do país? Fora isso, o teatro se encontra estruturalmente bom e a cultura da cidade agradece.
Sobre o emergente público campinense de música erudita fiz observações importantes. Dispomos de um público heterogêneo. Pude ver menininhas de All Star e senhores agasalhados, vi – também – muitos casais de diferentes faixas de idade. Nosso público, embora numeroso, ainda não sabe se comportar em eventos desta natureza e não falo de convenções que regem os grandes espetáculos, mas do básico... Entretanto, penso que estamos no caminho.
Os gregos sabiam o que estavam fazendo quando criaram o teatro para tirar um pouco do peso da existência, passei horas mágicas ao som de belíssimas peças de Liszt e outros executadas ao piano e às cordas friccionadas com arco... Lamento profundamente não poder passar esses meus dias no teatro...

terça-feira, 5 de julho de 2011

E haja fôlego

Em meio a uma série de chuvas, encerram-se os festejos juninos a Rainha da Borborema, festejos marcados por polêmicas envolvendo os virtuais candidatos ao Palácio da Redenção em 2014 [Eles antecipam mesmo as coisas]... Saio deste São João com um saldo considerável por razões diversas que, certamente, não interessam ao leitor... Os eventos em Campina Grande não param, ontem teve início à segunda edição do Festival Internacional de Música, este ano no Teatro Severino Cabral [já que a reforma durou quase dois anos]. Ainda em Julho teremos o Festival de Inverno que, este ano, deve melhorar incomensuravelmente já que reabriram o teatro e sua coordenadora, Eneida Agra Maracajá, assumiu a secretaria de cultura do Município.
Uma série de projetos me impede de viver a plenitude de tais eventos, que – diga-se de passagem – tanto gosto, espero que o futuro me diga que valeu a pena renunciá-los. Ansioso pelo fim das férias e, ao mesmo tempo, feliz pelas mesmas... Isso é possível? Ou é ou estou perdendo o pouco de juízo que me resta...

Era deus

Era deus e, há muito, não chovia
Chegou, trouxe consigo a tempestade
Encheu os campos de felicidade
E a terra, outrora estéril, produzia

Era avatar, e os dias eram maus
Chegou, trouxe consigo a liberdade
Mudou praças, hotéis – enfim – cidade
Pôs fim a um ciclo de medo e caos

Novo tempo se instala e a esperança
Dos que antes não criam na mudança
Renova tudo e, contudo, um dia

A su’atra natureza de deus
A leva daqui pra junto dos seus
E voltam a seca, o caos, a agonia!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cena II

Sete e meia, oito horas
Maquiagem discreta, olhos indiscretos
Palavras? Sem palavras, cem palavras
Bocas que não se tocavam, tristonhas
Promessas inteiras feitas em gestos,
Porém, passos em direções contrárias,
Fazem subir legendas!

Arquisonho

...acordou em aposentos que não eram os seus, contido por braços que nunca o contiveram antes... Tomaram café se entreolhando, criando mil prelúdios a cada gole, a cada olhar... Carinhos de irmãos, carícias de amantes, banho quente... E ele acorda só, desta vez de verdade.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sobre o Amigão e as Privatizações

Há anos os torcedores paraibanos aguardam por um estacionamento descente no Estádio Governador Ernani Sátyro: O Amigão. Imagino que este tipo de investimento não seja prioritário quando temos graves problemas de saúde e de educação aguardando solução. Este fato faz levantar duas questões importantes: 1ª Porque odiamos a idéia de privatização? 2ª Porque elas seriam uma solução viável para os problemas estruturais dos nossos estádios?


O Governo FHC, dentre outras coisas foi marcado pelo alto número de privatizações. Seus opositores, sob os brados ensurdecedores de que “estão vendendo nossas riquezas” ou “estão ‘dando’ o patrimônio nacional a grupos estrangeiros comprometendo nossa soberania”, convenceram a população de que as privatizações eram atitudes antinacionalistas. Alguns destes, sem perceber, viram a Vale do Rio Doce tornar-se uma das maiores empresas do mundo e, é claro, tem acesso a mais de uma linha de telefone celular, algo impensável antes das privatizações. Este processo significa a modernização do Estado, tanto que o ex-presidente Lula, que se elegeu com um discurso contra esta prática, privatizou cerca de 2,6 mil quilômetros de rodovias federais, sem falar nas concessões no setor energético, de ferrovias etc.


Com a aproximação da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 começam a se especular outras privatizações, a dos aeroportos e a dos estádios. O primeiro deles é o Maracanã. O Governador já anunciou sua privatização para depois das reformas [isso mesmo, reformar com dinheiro público e entregar sua administração ao setor privado], sem nos aprofundarmos no mérito da questão, podemos refletir: Independente de competições internacionais, nosso Amigão não estaria bem guardado nas mãos de empresários?
Não me importaria em gastar R$ 5,00 a mais na entrada se fosse garantida segurança e estacionamentos de qualidade. Os times, certamente protestariam contra a “divisão” dos recursos, entretanto se o espetáculo não é elaborado pensando no público, perde a razão de ser. No passo que estamos, nossa população ainda demorará para compreender as vantagens de uma privatização a ponto dos governos a perceberem a viabilidade de seu debate. Por hora, estacionemos na lama e nos arrisquemos pela paixão ao esporte.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Imposto sobre a Maconha

A relação entre tráfico e a liberação das drogas culturais faz levantar uma questão interessante. Como disse na postagem anterior o tráfico não será exterminado com a liberação da maconha, assim como ocorre com o tabaco.
Entretanto, mesmo com o tráfico exorbitante em nossas fronteiras (e mesmo com toda uma campanha que é feita contra o fumo) a Souza Cruz é uma das empresas que mais pagam impostos ao Governo.
Embora não acabe com o tráfico, a descriminalização da Maconha geraria receita para o Estado, receita esta que hoje é arrecadada cem por cento pelo tráfico. O imposto sobre a maconha poderia, por exemplo, financiar o modelo de narcossalas aplicado com sucesso em tantos países e que poderia ser mais eficaz do que a propaganda institucional contra as drogas.
Independente deste debate os usuários da erva vão continuar fumando. Que o dinheiro venha para comprar armas para o exercito, não para o crime!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Debate (Maconha)

Antes de qualquer coisa devo adiantar que não sou usuário de Maconha - não que esta afirmação me faça superior, afinal, trata-se de uma escolha pessoal, porém imagino que ela levantará a reflexão: “A descriminalização das drogas culturais é uma demanda de drogados sobre a qual não se precisa refletir”? Não uso maconha, mas sou a favor de sua legalização.
Não uso o argumento da aniquilação do tráfico, afinal, o tabaco, embora legal, é um dos produtos mais contrabandeados em nossas fronteiras e com a erva não seria diferente. Assim como acho ridícula a afirmação dos que são contra a descriminalização da maconha de que “sua liberação funcionaria como um merchandising do produto, ver outras pessoas fumando cannabis em praças e bares seria um incentivo ao seu uso”. Este argumento é facilmente derrubado quando pensamos em um dado: Na Holanda, onde a maconha é legal, 5% da população usa a erva, nos Estados Unidos, onde a mesma é proibida, 10% da população a usa.
Assim, percebemos que o debate, em nossas instâncias, ainda se dá de forma muito apaixonada, em parte, por paixões de uma sociedade hipócrita que se diz contra a maconha, mas que todo ano mata milhares de pessoas no trânsito, em sua maioria pelo excessivo uso de álcool.
Precisamos tratar o debate com a seriedade que ele merece, precisamos tirar o caráter de obviedade e, acima de tudo, pensar nas questões de envergadura nacional destituídos de paixões pessoais. Por hora, paro com o texto (almoçar), mas o retomarei.

São João São

Dias que antecedem o São João de Campina Grande... Por incrível que pareça, as eleições de 2012 e, pasmem, de 2014 já são temas que rodeiam o evento. Enquanto a tônica do discurso for esta seremos menores do que poderíamos ser.
Mas o fato é que os festejos se aproximam. Parque do Povo, Expresso Forroviário, Momento Junino, festas nas cidades do Compartimento da Borborema, enfim, um mês movimentado (o que, aliado ao fim de semestre da universidade, acabam com o indivíduo).
Acho interessante a iniciativa de amigos que, querendo me tirar do ostracismo que me imponho, tem telefonado e deixado mensagens nas quais, lembrando de festas anteriores, projetam a festa deste ano. Comparecerei, me divertirei e, mais uma vez, escaparei sem um arranhão sequer, não... Não tenho vocação para ser estatística.
Bem, resta-nos aguardar e fazer nosso concurso domingo! Que venham os festejos, que venham as razões para eles.

sábado, 14 de maio de 2011

Messianismo

À Campina Grande
Menina, o seu poeta vai embora!
Não que ele queira ir e não te ame
Mas, derrotado, em rude certame
Terá que se curar, morrendo, fora!

Ai! Ele vai de coração partido...
Lembrando dos momentos entre amantes
Sabendo, nada será como antes
E pensando como teria sido...

O seu poeta vai e em prantos brada:
“Que se torne pagã a luz sagrada
Que cessem o meu canto e os meus passos

E vague minh’alma a chorar a esmo
Se um dia eu não mais puder ser eu mesmo
E, mais uma vez, dormir em teus braços"!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cena

Meia taça de vinho tinto
Borda marcada de batom
Meia taça, Meia-taça, meia, taça...
Olhares assustados, inseguros.
Dedos que se revezam sobre a mesa
Enfim, corpo que diz ao predador:
- Eis sua presa!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Poetrix (Canceroso)

Um dia encontrarei forças e confessarei todos os meus pecados...
Minutos depois morrerei, magro, pálido
e em paz!

segunda-feira, 14 de março de 2011

ying-yang

Penso que estou sendo vitimado pelo mais implacável de todos os algozes. O tempo. Minha paciência aos poucos está ficando mais curta. Não diria que estou me tornando uma pessoa má, mas é visível que sou menos-bom. Orgulho-me disso? Claro que não! Desespero-me? Menos ainda, essas coisas acontecem, nas Palavras de Augusto dos Anjos: “É Natural que este Hércles se estorça e que tombe, para sempre, nessas lutas. Estrangulado pelas rodas brutas do mecanismo que tiver mais força”. Duras palavras? Talvez, mas nem por isso irreais. Por hora luto contra mim mesmo para manter a essência, aquilo que há de mais André em mim, entretanto aos poucos perco a pretensão de ser deus e de desequilibrar o meu ying-yang.

sábado, 12 de março de 2011

Anacronia

Aos amigos Thiago Leão e Carlitos de Andrade

Tudo que sei é que você chegou
Não disse “oi”
Depois se foi, não disse “adeus”.
E agora não sei calcular
Quanto de você deveras voltou
Quanto de mim já se perdeu
Nunca mais as frases que não foram ditas
serão ditas...
E mesmo que o sejam, já não somos os mesmos!
[onde estou eu adolescente?]
Sinto falta do que não fui, do que não foi,
do que eu fui,
do que se foi!

Insônia II

Hoje minha insônia tem motivação egoísta. Pensando bem, que insônia não é narcisista? Uns dormem mal por acharem que mereciam um momento financeiro melhor, outros por pensarem merecer uma saúde mais constante... Penso como Mathias Aires, se soubéssemos as verdadeiras razões que moveram os grandes feitos não os consideraríamos grandes. Pois “Todos os grandes empreendimentos são movidos por razões mesquinhas”. Aires cita o grande Aquiles, protagonista da narrativa homérica sobre a Guerra de Tróia, mas que, na verdade atravessou o oceano somente em busca de glória e, depois, movido pelo ódio e pelo desejo de vingança venceu um combate contra Ector... Enfim, certamente fico acordado por não ser um deus ou coisa parecida, fico acordado por minha palavra não ser lei. O contista Taciano Valério diz que “mais valioso do que o ouro é o opróbrio de uma vida sã”... Bem, fico sonhando acordado com o dia em que receberei ao menos um dos dois!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Insônia I

Hoje queria escrever sobre o que sinto, mas pareço engasgado. Incapaz de traduzir para um código inteligível a sintaxe de minha alma. O bumerangue foi e voltou em minha testa, desnorteado [desnorteado: uma palavra interessante, afinal, roubaram, de fato, minha bússola. Para que lado fica o Norte?]... Como dominar a sintaxe da alma? Por hora dormir estava de bom tamanho, mas como dormir sabendo que acordaremos em um mesmo cenário onde a comédia de nossas vidas se desenrola? Se pensássemos na situação humana com mais seriedade dificilmente dormiríamos. Enfim, roubando a idéia de Renato Russo, “se minha voz fosse igual a angustia que sinto, meu grito acordaria a vizinhança inteira”... Por hora, sonho acordado com o céu que nunca será meu.

Quando?

Morte dura, dor sem cura
Noite escura que se fez
Frio dentro do coração
No peito a interrogação:
Quando será minha vez?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Rochedo

Um dia eu disse ao mar: "Porque a pressa
Com que te arremessas sobre o rochedo
Pretendes derrubá-lo, mas tem medo
Que o tempo, cruel, pregue-lhe uma peça"?

E o mar me respondeu: "Minha agonia
É que há milênios esculpindo venho,
Porém não sei quanto tempo mais tenho
Como adiar sem ter próximo dia"?

Continuou o Mar: "E não tens medo
Pois te arremessas sobre teu rochedo
Com a calma de quem tem vidas eternas"?

Então eu respondi ao rude mar:
"Encontrei meu rochedo a derrubar
E a ele correndo perdi as pernas"!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dias alegres

Acabo e chegar de João Pessoa, tive dias divertidos com meus parentes... Ri demais com as histórias de Jorge Procópio, ajudei este a montar cortinas para a casa. Ri com as brincadeiras do Padre Alexandre. Ri com as brincadeiras de Júnior e do Jovem casal Amanda e Letiery...
Fora isso, ri das imagens bizarras que vi na praia, a mais engraçada de todas era um senhor dando em cima das moças (todas as moças que chegavam), me juntei a um grupo que o observava e fazia um estudo semio-psicológico...
Além de rir, pude passear, colocar algumas idéias em ordem e realizar meus exercícios de introspecção. Ainda não sei quem sou, para onde vou e qual minha origem. Porém sei quem não sou, para onde não vou e qual não foi minha origem e isso, por enquanto, me basta.
Espero voltar lá mais vezes, ficar com eles foi muito bom para minha cabeça!
Faz muito bem caminhar na beira da praia com a opulência de um deus e com a leveza de um bailarino... E quem disse que não o sou?!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Jornalista

Começamos 2011 com o pé direito. A aprovação, em 4° lugar, no vestibular da UEPB em Jornalismo aumenta o ânimo para as demais disputas que se acotovelam este ano. Os preparativos para a seleção do MLI estão avançando intensamente. Vou sereno para a prova, não que ela seja simples ou que os demais concorrentes sejam medíocres. Mas um fato que aprendi nos últimos anos é que não existe coisa pior do que a consciência do despreparo, então, trato de “fazer minha parte”, buscando estar à altura da instituição.
É aguardar e estudar.