quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011

Bem...

Posso dizer que períodos de férias me deixam um tanto agoniado. As razões são diversas, mas a principal delas é a perspectiva de abertura de um novo ciclo. Por mais que eu tente ser otimista e tenha razões para tal sempre o “mergulhar no desconhecido” se apresenta como um desafio assustador. Esta danação cerebral é agravada pelo fato de que sempre “necessito” de um ano novo melhor do que o anterior, um ano igual é um ano medíocre.
Tive meus momentos gloriosos em 2010, mas nada que se compare ao tamanho do esforço empregado, aguardo, para 2011, um desagravo, uma grande conquista ou que não haja grandes perdas.

Enfim, vinho, música eletrônica e danças sem sentido que nos aguardem... (e que venha 2011)!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Coisa no Objeto

Se um dia me encontrar de short, tênis e camisa suada faça-me o favor de não me parar na rua por mais que cinco minutos. Infelizmente, nem todas as pessoas lêem e, entre as poucas que o fazem, uma parcela mínima realiza esta atividade tomando como referência meu blog...
Era uma Quinta-feira, eu voltava para casa após o cooper, já pensando na tríade: Banho, Janta, UEPB. De repente alguém que não falava comigo há dois anos me para, chorando, para contar um fim de relacionamento.

- E o pior é que, agora, ele acorda e não está nem ai para como estou!

Confesso que não estava prestando muita atenção, afinal odeio ser procurado somente nos momentos de crise, quem sabe um dia quando eu for psiquiatra, por ora só participo, de livre e espontânea vontade, das crises de quem me permite participar dos festejos. Como, neste caso, não tive escolha...

- Ele tem outra, eu sei... Eu sei! Todo Domingo ele ia a minha casa, e agora?

O fato é que, em todas as perdas, o conceito freudiano de Coisa no objeto é visível. Somos tão narcisistas ao ponto de não nos preocuparmos, somente, com a perda do objeto (o outro), mas com a coisa no objeto (aquilo que o outro sentiria falta em nós).
As reclamações da impertinente colega davam conta de que sua falta não é necessariamente do outro, mas de se sentir necessária, falta de fazer falta ao outro. Complicado? Não somos muito diferentes, eu mesmo adoro ser necessário, menos quando estou voltando do cooper...