domingo, 27 de abril de 2008

Domingo

Acordei na expectativa do grande prêmio da Catalunha, depois da largada confesso que não tive lá muitas emoções, só posso dizer que foi Massa ver Alonso se Ferrari.

Lembrei que hoje era dia de Domingo no Parque, fui dar uma conferida, meio chateado por já ser muito tarde, mas vendo o número de pessoas que chegavam simultaneamente a mim percebi que a vagabundagem matutina dominical [acordar tarde nos domingos]era generalizada.
Nos poucos minutos que passei no Parque [uns vinte minutos] percebi algumas dicotomias engraçadas: Mães cada vez mais jovens e com cada vez menos roupas, crianças cada vez mais espertas e menos educadas, pessoas com razões suficientes para estar chorando, mas cada vez com mais gargalhadas e com menos dentes...
Vi o bom e velho Tam, como sempre marcando presença nos eventos da Prefeitura, Vi o Chico da Tocha, entre outras celebridades de Campina Grande.
Houve distribuição de mudas e, pasmem, não eram trevos cor-de-laranja. Havia um belo palco e ao lado uma tenda com uma faixa bem visível: Crianças Perdidas [me questionei se as crianças realmente perdidas não eram as que estavam dançando o Creu no palco, mas...]. Enfim gente bonita, gente feia, capoeiristas, crianças, vendedores de algodão doce e eu [que nem sou feio, nem bonito, nem criança, nem capoeirista e nem vendo algodão doce...].
Na falta de mais detalhes paro por aqui, afinal as três últimas linhas foram terríveis.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dossiê II - Estrelando: José Maranhão?

Com essa até São Jorge caiu do andor. Temo comentar a respeito de determinados temas, isso por experiências amargas em períodos anteriores, mas não poderia deixar de noticiar isto em meu blog, para que não me processem postarei na íntegra a reportagem do Jornal do Brasil, na coluna Informe desta quarta-feira:

“Não se sabe quem foi o pioneiro no setor, mas essa história de dossiê para intimidar adversários transcendeu as paredes do Planalto. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral andam a passos calculados com a revelação de um deles: um ex-presidente de um banco estatal, expert no assunto, teria levantado dados contra dois da turma. O caso envolve o julgamento do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), suspeito de irregularidades na campanha de reeleição.Suspeita-se de um movimento político para tirar o governo de Cássio. O senador José Maranhão (PMDB-PB), segundo colocado na eleição de 2006, seria o beneficiado com o cargo. O advogado dele, Fernando Neves, teria confidenciado a um amigo o desejo de pular fora do caso antes que a toga pegue fogo. Os supostos dossiês seriam para forçar os ministros na decisão contra Cássio. "O povo está querendo criar um factóide", disse Maranhão à coluna. O senador admitiu que, há alguns meses, esteve no TSE, numa visita de cortesia a ministros, acompanhado dos presidentes do PMDB (seu partido), Michel Temer, e do PT, Ricardo Berzoini. Não por acaso, o vice de Maranhão é petista. Mas o senador garante: não fez mais visitas. E onde entra o ex-banqueiro nisso tudo? Ele é da Paraíba. Agora, cabe a pergunta: Por que a turma do TSE temeria um dossiê?

”Abre da coluna publicada nesta quarta na pág. 4 do JB

Deixo os comentários por conta dos possíveis leitores... Mas que isto - Caso se confirmasse - causararia pasmo até mesmo no Santo Guerreiro, ah Causaria!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Excentrismo

Ontem fui tirar uma xerox, para a professora de Português III [era o mínimo que eu podia fazer, depois de quase 40 minutos de atraso], encontrei um grupo de meninas conversando sobre a Micarande 2008 [quem manda falar alto]:
- Ah, vi você pegando 'uns cabinha lah'!
- E aquele traveco gritando ao lado dos camarotes você viu?
- Vi sim! Eu tava 'nos camarote'!
[sic]
È interessante conhecer pessoas com interesses e afinidades comuns, por mais esdrúxulas que sejam, é nisto que me perco por que não tenho pessoas que, dentro de uma mesma fase, goste das coisas como gosto e que sua excentricidade se encaixe com a minha.
Hoje mesmo estava assistindo o Jornal, quando ouvi uma voz me chamando, aflita. Corri para a cozinha me sentindo um herói medieval, a virgem estava presa e gritava por um herói, de repente eu chuto a porta e a derrubo assim como Ájax derrubou o Príncipe Eitor de seu cavalo com seu escudo [ambigüidade não é? O escudo de Ájax]. Ta bom, era vovó que estava presa no banheiro.
Mas sou de fato excêntrico, se eu fosse autista talvez fosse um bom pintor, matemático, mas como sempre ficamos no bom e velho limbo, longe dos extremos e esparramados na zona de conforto.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Segunda-Feira da verdade

Hoje o dia começou com uma neblina estranha, como se o próprio Sol estivesse de ressaca [que é que tem? o Mar pode ficar, por que não o Sol também], talvez conseqüência das cinzas de que falei na última postagem, enfim, a segunda feira que sucede uma festa é muito peculiar. Fui dar a volta minha de cada dia no Açude Velho, vi um bêbado com um isopor de quentinha na cabeça deitado de frente a Oficina de Aníbal [ainda fechada] de frente ao São Braz, vi os funcionários da serraria comentando gloriosamente as “gatinhas que tinham pegado”. Gente indo dar expediente de óculos escuros, o Hiper Bompreço quase vazio, os agentes de limpeza retirando os últimos resíduos da Via-Axé...
Parece que a vida recomeça a cada segunda-feira, como se tivéssemos dupla personalidade. A pessoa que você conhece bêbada, dançando o Créu no carnaval da Praia de Intermares é a mesma com quem você vai pagar uma disciplina durante o semestre, esta é a vida, em Junho tem mais...
Enfim, se querem saber, eles é que são felizes, pensar tem me tirado o juízo.
Viva a ressaca! Viva ao cartão de Crédito estourado! Viva a Bahia!

domingo, 13 de abril de 2008

Cinzas, mas em Junho tem fogueira...

Termina a Micarande [quer dizer, segunda-feira ainda tem Zé Pereira] e com ela o fogaréu do coração dos foliões deixa apenas cinzas. Este ano aconteceu quase tudo, tipo um comerciante que tomou a arma do assaltante e foi baleado no pé; as promessas de Durval de voltar no ano que vem em pleno Parque do Povo [para a alegria dos fans]; o estudante que foi esfaqueado dentro do Bloco Cerveja e Coco; a Alegria [com “A” maiúsculo mesmo] dos foliões ao som de Bel Marques, Ivete Sangalo [esta, segundo Roberto Michelle com cada “lapa de perna”] etc.
Todo evento é marcado pela violência, afinal, algumas pessoas saem de casa unicamente com a intenção de fazer o mal, mas no todo creio que [dentro do que se espera de Micarande] ocorreu tudo bem.
Mas e amanhã? Voltam às crises, volta nossa vida ao normal e nos joga na cara o quanto somos infelizes, pois como dizia Pascal “se fossemos felizes, não precisaríamos nos recrear, uma vez que nosso estado normal seria de alegria, sem precisar de estímulos externos”.
Mas, resta-nos brincar amanhã com o Zé Pereira e aguardar a fatura do cartão que no fim do mês trará a primeira prestação do abadá do bloco, [três noites pagas em seis vezes sem juros].
Enfim, vou parar por aqui, todo mundo deve ver e eu ser o cego...
Ah... São João vem aí!
Ai, porque não nasci na Suíça?

domingo, 6 de abril de 2008

Cuzcuz

Quando eu fazia a segunda série existia uma brincadeira, não muito sadia, mas responsável por nos ajudar gastar as energias infantes e a externar a violência inerente ao homem [homo homini lupus], tal brincadeira chamava-se Cuscuz, uma referencia a uma comida tão apreciada em nossos lares, que consistia em se fazer um bolo de terra e colocar [assim como no Cuscuz de milho] um objeto no meio geralmente um palito ou canudo. Cada um tinha sua vez de retirar uma porção da terra e aquele que derrubasse o palito era perseguido e agredido até chegar a um ponto de anistia previamente combinado entre os pequenos bárbaros.
Esses dias vendo umas fotografias de um açude que rompeu no meu estado, veio a memória este período de minha infância, pois, vendo o dano, a única explicação racional é que os poderes públicos estavam brincando de Cuscuz quando construíram o açude. È pena que o nosso Epitácio Pessoa sem manutenção e obras de desassoreamento não tem como armazenar tal água, chegando a mais de três metros a vazão d’água em seu sangrador... Muita chuva, muitos estragos e pouco armazenamento.
Este é o Brasil, pátria que me pariu!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Micarande I

Existe uma lei natural a qual satura todas as constâncias arremessando-as no rude desfiladeiro do obsoleto, nossa boa e velha Micarande não faz exceção à regra. Durante anos, a festa tinha sentido ou, na mais eufêmica das hipóteses, minha cegueira era menor, mas de fato houve um tempo em que a festa era menos violenta.
O que dizer de uma festa em pleno interior da Paraíba onde a música é baiana, os artistas são baianos, os empresários são baianos e, pasmem, até mesmo os assaltantes são importados da terra de todos os santos.
Dês de a morte do jovem Edésio Carlos dos Santos Júnior [assassinado dentro do bloco Spázzio], tenho alimentado um pouco de amargura á respeito do evento. Mas o caso Edésio ganhou notoriedade graças ao empenho de seus pais que durante alguns anos fizeram panfletagem durante a Micarande, mas quantos outros não foram assassinados durante o evento, isso para não mencionar os feridos a faca.
O tempo da Micarande está esgotado, o presidente FHC dizia que um dos maiores erros dos homens públicos é não perceberem a passagem dos períodos históricos e insistirem em estruturas saturadas.
Postarei novamente sobre este tema apresentando novos dados e soluções, afinal não sou um opositor provinciano.

Seis e Meia

Ontem fui prestigiar o famoso Projeto Seis e Meia, esperava que o show ocorresse com atraso, como de outras vezes o que inclusive lhe rendeu o codinome de Projeto Sete Horas, mas tudo ocorreu dentro da pontualidade, [18:35] Marcelo Lancelote abiu o show, com um repertório razoável e precisando praticar um pouco mais de acordeom, mas superou minhas expectativas.
Ás [07:45] Se inicia o show de Jessiêr Quirino, como sempre irreverente com seus causos e poesias que cantam o nordeste e encantam o Brasil, sempre contando com sua fiel plateia, que, diga-se de passagem, está cada vez mais heterogênea, velhinhos, rapazinhos, mocinhas com suas blusinhas mostrando suas barriguinhas, tatuagem(zinhas) e seus pearcings, casais de namorados, famílias inteiras e eu.
Isso tudo por oito reais [visto que sou estudante, pelo menos uma vantagem não é?], enfim, comprimento os poderes públicos por tal iniciativa, este mês teremos meu conterrâneo Chico César e mês que vem Arnaldo Anthunes, pena que não posso perder muitas aulas na Quinta à noite [lingüística e OTEC].