terça-feira, 31 de julho de 2007

Slow Motion

Ainda estou meio slow motion, talvez conseqüência ou do cansaço do trabalho temporário ou do marasmo das férias acadêmicas. Mas iniciam-se as aulas e finda-se meu contrato, só restam alguns poucos problemas a serem resolvidos antes de entregar o cargo. Agora a lei é dar prosseguimento aos projetos interrompidos e traçar novas metas.
Esses dias, estava lendo o Diogo Mainarde e vi escrita uma idéia que tive, mas que por falta de imunidade parlamentar e de costas quentes não ousei postar (afinal, minha estória de escrever sobre políticos não é muito feliz). Fez ele uma alegoria com o cavalo que Calígula nomeou senador e um certo senador eleito pelo povo (Calígulas do sistema democrático). Mas vendo alguns comportamentos e alguns políticos provincianos que moram nas graças do povo, questionaria se os cavalos realmente são os senadores ou...(se bem que...)

domingo, 22 de julho de 2007

A Bruxa Está Solta

Esta semana foi recheada de novidades e de fatos estranhos, pelo menos para mim. Ainda estamos sobre o choque do Acidente [com “a” maiúsculo mesmo] em Congonhas, de quem é a culpa, do Lula, da Pista, dos engenheiros? Reformas foram feitas nas estradas e elas estão esburacadas, reformas foram feitas nos aeroportos entretanto... Vão terminar pondo a culpa no piloto.
Estava lendo um jornal local de minha cidade onde dizia: “morre o último coronel” fiquei pensando: “será que vencer sucessivas eleições e ser um empresário bem sucedido faz de alguém um coronel, ACM não é o primeiro que vejo chamarem por este título”, alguns externavam alegria pela morte deste, quando questionados sobre o porquê, de dez, sete não sabiam o que dizer e os outros três mencionavam o caso do painel eletrônico. Sei que corrupção não se justifica por jurisprudência, mas este caso do painel não é nada comparado a os casos mais recentes, se fossem medir pela mesma régua seria aberta a temporada de caça aos parlamentares. Sentirei falta do ACM [eu e grande parcela dos baianos e brasileiros em geral]. Resta esperar e ver o dano causado nos Democratas.
Ontem vinha para a casa de minha irmã [depois de um dia perfeito e tranqüilo] tomei uma bela de uma topada e assisti a um homem das cavernas que levava a namorada, gritando, pelos cabelos. Foi um espetáculo acho que eles tinham entre 16 e 17 anos, houve tumulto, juntou gente e no final ela o abraçou e foram felizes para sempre [assim disseram, pois fui embora] Prefiro um namoro mais calmo... Isso pode parecer preconceituoso, mas elas devem gostar de homens assim [dizia Nelson Rodrigues]... Calma meninas não faço couro com o Nelson.
O Grande Prêmio da Europa foi no mínimo inusitado [o que prova que estou certo em chamar a F1 de Corrida Maluca], alguns trechos da pista lembravam até Congonhas. Após rodadas e sobradas o Massa [nosso Barão Vermelho] conseguiu um segundo lugar amargo uma vez que perdeu a posição nas últimas cinco voltas e ainda teve que ouvir desaforos de Alonso.
Ganhamos o ouro no handebol em cima de los hermanos argentinos que, diga-se de passagem, continuam maus perdedores. Comenta-se que o prêmio de consolação é uma passagem para uma província de Buenos Aires chamada La Plata [maldade não é].
Bem, só podemos concluir como disse certo jornal: Com o Pan e a TAM esqueceram do Renan...

sábado, 14 de julho de 2007

Ouro, Prata, Bronze

A abertura dos Jogos Pan-americanos do Rio foi simplesmente brilhante, também, não era de se esperar menos daqueles que produzem um carnaval com aquela envergadura. A transmissão da Rede globo pecou um pouco uma vez que algumas imagens deveriam ter sido feitas [uia composto por quatro verbos] de cima, mas somando e dividindo ficamos na média, E Lula? Já disse várias vezes que não gosto dele, mas [não por ele, e sim pelo país] aquilo não deveria ter acontecido, não falo das vaias afinal ele merece, mas o cerimonial pecou em não ter deixado que o mesmo abrisse os Jogos [e não me venham com aquela desculpa esfarrapada de que foi para evitar mais vaias, qual a vergonha maior?]. Hoje já tivemos algumas medalhas das quais destaco a da Poliana Okimoto de prata na Maratona Aquática, e a da Equipe de ginástica artística masculina da qual destaco Victor Rosa que a pesar de uma forte lesão no pé esquerdo foi vital para a conquista. Logo mais teremos a equipe feminina.
Vamos torcer para que as medalhas continuem a vir e a organização do evento, esta sim merece ouro.

Censo I

O Censo está acabando na Cidade a qual trabalho, pessoalmente o saldo foi positivo, deixo, lá, bons amigos, portas abertas, conhecidos e nenhum desafeto. Tenho excelentes lembranças como a de uma pessoa que me dava informações com uma faca na mão contornando as estradas do mapa e depois, instintivamente, me apontando a faca perguntou: “Entendeu”?
E meus recenseadores? Estes enfrentaram cobras e cães na zona rural, mas valorosamente até aqui tem feito o seu trabalho. Meio zangados com alguns procedimentos administrativos, mas a vida é assim. O que vale é que no todo estamos bem.
Ao mencionar o nome de meus avós e bisavós achei alguns “parentes”. Encontrei alguns bilhetinhos no posto de coleta...
Mas o bom de tudo foi ter convivido com a realidade de nossa zona rural de pessoas que a pesar das dificuldades sempre se empenham em nos atender da melhor forma possível, às vezes até de maneira exagerada.
È bom, às vezes, ser bem tratado para variar um pouco, é bom ser visto pelo que é e não pelo que tem às vezes... Não sei se haveremos de prorrogar tais datas, mas já estou com saudades dos censos 2007.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Dia de Cão (ou o cão do dia?)

Hoje acordei com um mal-humor dos limbos, a noite contribuiu para isso (levando-se em conta que o Brasil venceu)... Pela manhã levantei daquele jeito, a primeira coisa que vi foi Renan Calheiros dizendo que não deixa a presidência do Senado, fui ao trabalho e tive um pequeno desentendimento com um de meus superiores (este pelo menos surtiu efeito), fui para o ponto de ônibus... Um homossexual me cantou da forma mais escancarada possível (pensei em dar-lhe um soco, mas fui inibido pela educação que recebi em casa e um dose de covardia também).
Enfim meu ônibus surge no horizonte, corri para ele como um flagelado da seca corre para um carro pipa (estava lotado de modo que tive que ir em pé até Caturité). Uma briga tirou o restinho de minha paz, um valentão discutia com um velhinho, dizendo que este estava se esfregando na sua irmã (Odeio quem fala gritando em espaços fechados... Eu e a torcida da seleção chinesa).
Todas estas coisas devem acontecer desapercebidamente todos os dias, pessoas mal-educadas, políticos enrolados, homossexuais que não respeitam as pessoas... Mas a dor e a tristeza aguçam nossos sentidos de modo que as coisas são desbotadas. Acredito que se estivesse de bom-humor a briga seria engraçada, o Renan seria engraçado (se bem que...ôps) e até mesmo as cantadas seriam motivos de chacota.
Mas o conceito que damos as coisas depende mais de nosso estado de espírito do que de como elas são. Nada necessariamente é, as coisas estão. Então os defeitos não está em como as coisas vem a nós, mas de como nós vamos até as coisas...

terça-feira, 10 de julho de 2007

Pitty a Trovadora do Caos

Dizer que nossa sociedade vive em caos não é nenhum absurdo, protestar contra isso seria cair na mesmice de alguns, mas a imitação em si não é condenável o que condeno é a qualidade desta (aliás eu e Platão).
Nesta crítica ao Caos cotidiano destacaria a cantora baiana Pitty que de forma original se destaca seu protesto contra aquele. Voltada para o público mais jovem esta utiliza a linguagem daqueles, mas incorpora ao seu discurso teorias consagradas pelo academicismo como a de Thomas Hobbes [Homo Homini Lupos].
Na canção Admirável Chip Novo a cantora fala da velocidade com que as informações nos chegam e da espécie de involução [maquinização - Uia, vai dizer que esta palavra não ficaria bonita] que o ser humano vive, que com todo o aparate tecnológico tem se afastado cada vez mais de sua essência. Idéia esta que é ratificada de forma brilhante na canção Anacrônico.
È interessante à maneira com que a cantora baiana fala de amor, são estórias que pela caoticidade tem suas respectivas verossimilhanças fortalecidas. Amores instáveis, de pessoas comuns que fazem bobagens, de pessoas que sonham acordadas, não com príncipes encantados, mas com pessoas normais, detalhes bobos como cara de sono e timbre de voz dão um tom diegético as estruturas produzidas pela mesma.
O melhor de tudo é que ela o faz com uma linguagem acessível, mas nem por isso peca em, conteúdo e profundidade. Fala das coisas como a juventude gostaria de falar.

domingo, 8 de julho de 2007

Maracutaia

Quando estou tomando banho tenho uma sensação estranha, é como se alguém me observasse da janela do banheiro, um engenheiro da McLaren. Tenho que jogar minha toalha vermelha fora...
É incrível o quanto tudo tem preço neste mundo, isto tira a diegese da vida, dês de que Rubinho cedeu a vitória a Schumacher no GP da Áustria de 2002, passei a ver a Fórmula 1 com outros olhos, mas esta da espionagem foi digna de Dick Vigarista da Corrida Maluca.
É de se questionar se tudo que vemos não é uma farsa, se em todos os esportes os campeonatos não são decididos assim. Uma meio dúzia de empresários definiria tudo e custa do que fosse (isso até me lembra um governo de um certo pais).
Viveríamos então num grande “Teatro dos Vampiros”.
Isso explicaria muita coisa, inclusive à escolha do Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo (também, quem não votaria no Filho do Homem, dirá algum engraçadinho... Cazuza diria:”Estranho o teu cristo rio que olha bem longe além, com os braços sempre abertos, mas não preteje ninguém – “Não me chamem de venenoso”).
Ah se as pirâmides do Egito falassem, os Boxes da Ferrari e Marcos Valério falassem!

sábado, 7 de julho de 2007

E não que sou normal

Hoje estou meio que melancólico [pra variar], ouvindo uma versão acústica de More Than Words do Extreme. Não! Não tentei serrar os punhos! Parece que quando estamos sensíveis, pensamos melhor ou temos uma visão triste das coisas [visão esta que reflete a realidade].
Blaise Pascal tinha razão em dizer que não somos felizes e que se o fossemos não procuraríamos o divertimento, uma vez que já estaríamos completos. Vivemos numa espécie de ilusão voluntária. Disse Pascal: “Não podendo evitar a morte e o sofrimento, o homem toma partido de não pensar neles”.
Sendo assim, hoje tenho apenas um lampejo de naturalidade, sou, talvez por minutos, um homem melancólico, frustrado, tenso, dualista e normal.
Mas é realmente meio assustador ter vivido um quarto de vida [talvez um terço] e notar todos os seus projetos caminhando em marcha lenta. Será que vou poder iniciar os projetos? Quando eu os puder iniciar, valerão ainda à pena? Poderei usufruir de seus frutos na plenitude da vida?
São dúvidas cruéis, porém possibilidades perfeitamente possíveis [por que não dizer prováveis?].
Provavelmente amanhã acordarei de bom humor e esquecerei isso, me recrearei durante o dia e não pensarei. Quem sabe dance e chegue em casa cansado e sem paciência para retomar a reflexão que só voltará a pauta na próxima melancolia?
Este sou eu com medo, infeliz, sempre insatisfeito... Este é o homem!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Pan(demonium)

O Brasil respira emfim os ares do dito Pan o qual tem colocado “lado a lado” César Maia e Polvo, ôps, Lula (ah são todos frutos do mar mesmo). Não só Democratas e Petistas, mas também atletas e torcedores de todo Brasil. O que preocupa todos é a questão segurança, afinal temos que fazer bonito para alavancar a candidatura para sediar uma Copa do Mundo.
É louvável a iniciativa dos governos (e olhem que não gosto do Lulito) descerem dos palanques e darem as mãos, mesmo que com interesses escusos. Afinal se fossemos atentar para as razões, todas as boas coisas seriam desprezíveis, visto que os mais belos heroísmos são movidos pelas mais mesquinhas razões.
Já que fingem ter grandeza, vamos fingir que os aplaudimos, afinal mentir e dissimular é uma regra para conviver bem em sociedade, os que se arrogam de dizerem o que pensam o fazem por vaidade e não dizem o que pensam sempre, ou seja (cerveja) mais uns sem critério que certamente se acotovelam nas filas dos... (digo nada).
Mas, o Pan vem aí só me resta beber coca-cola em frente a televisão, esquecer que descontaram 7% do meu salário e que os impostos vão levar o resto, esquecer do caso Renan Calheiros e de todo lixo varrido para debaixo do tapete vermelho do governo de Alibabá e os quarenta ministros e torcer para a equipe brasileira em especial para os paraibanos Edinalva Laureâno (do atletismo), Edinancir Silva (judô) e Kaio Márcio (natação) se me esqueço de outrem perdão.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Tempo

Ver as areias da ampulheta da vida escorrer às vezes é meio assustador. Imagine o que são, por exemplo, oito horas de sono diárias – Sei que algum especialista em tudo, destes que procuram a doutrina de Jean J. Rousseau em gibis da turma da Mônica. Dizendo: “Mas o corpo necessita” –... Bem, não vou argumentar contra isso, pois me reporto a pessoas que pensam e para estas não preciso explicar, já para os outros não adianta.
Mas imagino o que seriam oito horas a mais de leitura, oito horas de risadas a mais... Enfim oito horas a mais de vida.
Como se não bastasse isso temos oito horas de trabalho diárias, que n verdade não são oito, pois o horário de almoço é perdido, somadas a no mínimo mais meia hora de trajeto de ida e de vinda temos: 8 + 2 + 1= 11 horas perdidas. – Vai aparecer alguém que dirá: ”O Trabalho dignifica o homem”. Gozado, trabalho há oito anos e. (deixa para lá).
Tudo que nos sobra são cinco horas para ler, namorar, ser filho, pai, se divertir e preparar as atividades do dia seguinte.
E ainda há quem consiga perder essas cinco horas. Como?
A resposta é Introspecção, faça uma q você certamente saberá.

domingo, 1 de julho de 2007

Taj Mahal

Dos túmulos o suntuoso e belo
Do exército melancólico o forte
Mascara alva e marmórea da morte
De um corpo morto e podre o castelo

Diadema dos reais pesadelos
Repousar em cabeça alguma ousa
Pois da cabeça que em ti repousa
Talvez nem restem ossos só cabelos

Tua beleza divina e profana
É espelho da condição humana
De seu amor pequeno e limitado

Não importa o quanto o amante deseja
Por mais titânico que o amor seja
Acaba triste, morto e sepultado!

Vigésima Primeira Maravilha do Mundo

Eu acredito que devemos prestar reverencia em primeiro lugar as coisas que são nossas, porém negar a realidade é ser medíocre. Concordo que a vista de cima do Corcovado é bela. Mas querer coloca-lo no patamar dos demais concorrentes é uma grande falta de bom senso. Estes estão provando que além de não termos “maravilhas” não temos também pessoas que entendam um pouco de arte.
Amo o meu país e sei que temos muitos valores e coisas belas. Porém estamos falando de nada menos que: Acrópole, o templo maia Chichen Itzá, as Estátuas da Ilha de Páscoa, a Grande Muralha da China, Machu Picchu, Petra (Jordânia), o Taj Mahal e a Torre Eiffel.

Estas são as mais bem classificadas, preste atenção nas vinte e uma maravilhas do mundo pré-selecionadas pela fundação New 7 Orders (para concorrer como novas sete maravilhas do mundo contemporâneo):

1. Acrópole de Atenas, Grécia;
2. Alhambra - Granada, Espanha;
3. Angkor - Camboja;
4. Basílica de Santa Sofia - Istambul, Turquia;
5. Castelo de Neuschwanstein - Füssen, Alemanha;
6. Chichén Itzá - Yucatan, Mexico;
7. Coliseu - Roma, Itália;
8. Cristo Redentor - Rio de Janeiro, Brasil;
9. Estátua da Liberdade - Nova York, EUA;
10. Estátuas da Ilha de Páscoa - Chile;
11. Grande Muralha da China - China;
12. Kremlin - Moscou, Rússia;
13. Machu Picchu - Peru;
14. Opera House - Sydney, Austrália;
15. Petra - Jordânia;
16. Pirâmides de Gizé - Egito;
17. Stonehenge - Amesbury, Reino Unido;
18. Taj Mahal, Agra - India;
19. Templo Kiyomizu-dera - Kyoto, Japão;
20. Timbuktu - Mali;
21. Torre Eiffel - Paris, França.

Não sou lá muito bom em arte, mas creio que nosso Cristo não está a altura de tais maravilhas, como não está a altura de nossas Catedrais Barrocas e de outros monumentos brasileiros. Porém aguardemos e ouçamos o Alemão pedir votos para o Cristo “em nome da boa fé do povo brasileiro”.